quarta-feira, 20 de março de 2013

APODI - Escolha direta para diretores de escolas



Registro aqui meus parabéns ao vereador Bráulio Ribeiro da Rocha (PMN), de Apodi. O vereador protocolou projeto de lei na Câmara Municipal de Apodi que dispõe sobre a escolha através de eleição de diretor e vice-diretor das escolas da rede municipal de ensino de Apodi. Consta do projeto que a escolha de diretores e vice-diretores da rede municipal de ensino de Apodi será feita em eleição direta e secreta, com a participação de todos os segmentos da comunidade escolar como funcionários, servidores, contratados e pais de alunos. Só poderão candidatar-se para o cargo  os profissionais que não tenham sido punidos disciplinarmente nos cinco anos anteriores à data da eleição. Professor ou pedagogo em efetivo exercício na unidade escolar. 

Com informações de: www.omossoroense.com.br, Regionais em 15/03/2013.

LÍNGUA INGLESA PODE SER RETIRADA DO CURRÍCULO ESCOLAR




A língua inglesa pode ser retirada do currículo Escolar brasileiro a partir de 2015, se a Câmara dos Deputados, em Brasília, aprovar um projeto que considera o Ensino da disciplina irrelevante, ou seja, sem nenhuma importância para o currículo educacional.


O projeto inicial do deputado federal Francisco Praciano (PT), membro titular da comissão especial que foi criada para promover, apresentar e debater propostas para a reformulação do Ensino médio, foi aprovado ontem.

A comissão parlamentar pede ainda uma audiência pública para debater o que o Praciano chamou em seu relatório de “notório fracasso do processo de Ensino-aprendizagem de língua estrangeira nas Escolas do Ensino médio do nosso país”.

No pedido de audiência pública, o deputado amazonense transcreveu alguns trechos dos parâmetros curriculares nacionais para o Ensino médio, mas criticou severamente a forma como a disciplina vem sendo lecionada em sala de aula.

“É público e notório o descaso com o Ensino de língua estrangeira nas Escolas do Ensino médio. Na verdade, o inglês é hoje um mero acréscimo, principalmente nas Escolas da rede pública, onde tem carga horária reduzida, deficiência quanto à formação de Professores, ausência de um ambiente propício para o aprendizado da língua em razão, principalmente, da superlotação das salas de aula, além de material didático reduzido, que em regra se resume ao pincel e livro didático”, criticou o parlamentar.

Segundo o secretário do Fórum de Educação do Amazonas, Paulo Henrique Gravata, criticou a atitude do parlamentar, explicando que a retirada da disciplina pode significar em um duro golpe aos cerca de 800 profissionais que são formados todos os anos pelos centros de Ensino superior no Estado.

Gravata explicou ainda que, de acordo com a nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB), o Ensino de língua estrangeira é obrigatório no Ensino fundamental a partir do 5º ano, mas deixa brechas quando diz que a lei deve ser cumprida dentro das disponibilidades da instituição, sendo assim não está havendo a motivação necessária para o Ensino de uma segunda língua no Ensino público, havendo assim um desinteresse do próprio Aluno em relação à presença na grade curricular.

“Se for aprovada essa retirada, o resultado mais imediato é a redução no total de empregos disponíveis na capital e interior. Por isso entendemos que, em vez de retirar a língua inglesa, deveria se pensar em ampliar os investimentos na qualidade do Ensino dessa disciplina”, criticou.

Atuando na área há 10 anos pelo Estado, o Professor Carlos Eduardo Fontenelle, também foi um dos que criticaram a falta de estrutura dada à disciplina. Segundo ele, os graduados na língua não se sentem motivados a seguirem com a sua formação para obterem mais sucesso em sala de aula, o que contribui também para a decadência da disciplina.

“Mas muitas vezes o Professor de inglês não é fluente na língua, limitando assim seus recursos, utilizando deste modo a gramática e a tradução de uma maneira isolada, o que torna a aula monótona, pois não utiliza os recursos para motivarem os Alunos, de modo que eles acabam se desinteressando pela disciplina”, explicou. 


Fonte: http://www.todospelaeducacao.org.br

Convite: 178 anos de Emancipação Política Apodi


Doutor é quem faz doutorado!

É muito comum ouvirmos advogados e/ou médicos auto intitular-se Doutores. Pior ainda, vê-los exigindo serem chamados pelo título de Doutor. Dá próxima vez que isso acontecer, que tal perguntar ao advogado ou médico se ele fez doutorado? Caso não tenha feito, considere que ele não estudou suficiente para saber que doutor é quem faz doutorado. Portanto, se não fez doutorado, não é doutor.




Para aprofundar-se mais sobre o tema, sugiro que leiam o artigo DOUTOR É QUEM FAZ DOUTORADO, do Prof. Dr. Marco Antônio Ribeiro Tura, jurista, membro vitalício do Ministério Público da União, Doutor em Direito Internacional e Integração Econômica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Mestre em Direito Público e Ciência Política pela Universidade Federal de Santa Catarina. O artigo está disponível em: http://www.administrando.biz/2011/06/29/doutor-e-quem-faz-doutorado.

Mestrado e Doutorado ficam mais valorizados e menos buroctatizados


Acompanhando a maneira como as grandes nações tratam a qualificação e reconhecimento de diplomas obtidos em universidades estrangeiras os Estados, Municípios e Instituições de Ensino do Brasil vêm realizando ações que favorecem os portadores de diploma de mestrado ou doutorado obtidos em instituições estrangeiras.

Nos países ditos desenvolvidos, por exemplo, Estados Unidos, para que o diploma seja aceito não se faz necessário sua revalidação e nem obrigatoriedade de ser submetido a uma universidade. O requisito exIgido é que o diploma seja expedido por uma universidade reconhecida e o programa contemple o conteúdo para o exercício da profissão. Alguns cursos exigem uma complementação de estudo devido as peculiaridades de cada país. Por exemplo, um diploma em contabilidade o candidato cursa algumas displinas adicionais, em outros cursos pode ser adicionalmente necessário a realização de um teste. Obtendo êxito é feito e registro no conselho correspondente. Nos cursos da área da saúde, na grande maioria, é necessário uma residência. Para os diplomas de nível Stricto Sensu a aceitação é imediata. Quem aceita é a instituição ou entidade onde o candidato vai trabalhar ou lecionar.

No Brasil a regra é ocorrer a revalidação, como preconiza a LDB. Entretanto isso é uma situação transitória que irá mudar tão logo seja aprovado o Projeto de Lei do Senado PLS Nº399. O que se percebe é que o processo de revalidação gradualmente vem se extinguindo. Algumas universidades, Estados e Municípios não mais exigem a revalidação do diploma, pois como o próprio termo diz: ele já é validado por uma por uma universidade reconhecida.

Outro instrumento importante é o Decreto Lei 5518 que trata Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do Mercosul possibilita o exercício da profissão nos Estados Partes do MERCOSUL.

Recentemente o Estado de Roraima aboliu a necessidade de revalidação de diploma obtidos em outros países. (Lei Estadual nº 895 25/01/2013 publicada no DOE em 25/01/2013).

A Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA estabeleceu as normas sobre o reconhecimento interna corporis de Títulos de Pós-Graduação Stricto Sensu obtidos em instituições estrangeiras por servidores docentes e técnico-administrativos da instituição. Ou seja, o reconhecimento interna corporis é a declaração do nível e da aceitação, por parte da UVA, de títulos expedidos por instituições estrangeiras de ensino superior, para fins de desenvolvimento funcional de seus quadros e para fazer jus ao incentivo salarial. A decisão favorece aos professores da UVA que realizaram ou estão participando de curso de mestrado ou doutorado. A Resolução também dispensa a tradução juramentada dos documentos, caso estes tenham sido oriundos de países de língua espanhola (MERCOSUL, por exemplo) e o prazo máximo para o reconhecimento dos títulos se dará em um tempo nunca superior a 60 dias, a contar da data da solicitação (Fonte: Facebook Professor Julênio Braga – Sobral/CE ).

Este contexto mostra que as pessoas que cursaram ou estão cursando mestrado ou dotorado estão capitalizando grandes oportunidades. Essa titulações possibilitam ao candidato novos empregos, carreiras em paralelo, progressão funcional, aumento salarial etc por meio de atividades tais como: lecionar em instituições de ensino (públicas e particulares), pesquisar, escrever livros e artigos científicos, realizar palestras, consultorias, atuar no setor público e privado etc.

Como existe no Brasil uma reduzida oferta de cursos Stricto Sensu vêm ocorrendo aumento pela procura desses profissionais no mercado de trabalho. Encontra-se em curso a criação de 200 IES públicas pelo governo federal e a geração de mais de 70.000 mil novos empregos na área educacional. 

Atualmente está ocorrendo continuamente o remanejamento de docentes das instituições de ensino privadas para IES públicas. O salário inicial de um doutor numa IES pública gira em torno de R$7.000,00 podendo chegar a R$13.000,00 após ascenção na carreira docente. 

As IES particulares tem uma carência grande de docentes mestres e doutores. O MEC exige, no mínimo, que 50% do corpo docente de qualquer IES seja composto por mestres e doutores.

Para suprir a oferta de cursos dessa titulação uma ótima oportunidade são os cursos ofertados pelas universidades do MERCOSUL devidos os seguintes aspectos: geograficamente estão mais próximas, possuem qualidade como os do Brasil e o valor do investimento é 60% menor em relação aos preços do Brasil.

Tendo como parâmetro a Universidade das Américas – UNIAMERICAS (www.uniamericas.com.br) que oferta cursos de mestrado e doutorado nas áraes das Educação, Saúde e Administração e em diversas modalidades, operando em convênio com universidades do MERCOSUL, adota um programa diferenciado específico para alunos que residem em vários Estado do Brasil com um valor de investimento em média 70% menor, pagamento em real em até 24 parcelas sem correção monetária.

O governo federal vem ofertando bolsas de estudo para alunos mais jovens dos cursos de graduação, mestrado e doutorado em vários países. Existe um outro grande contigente de pessoas (docentes e servidores de universidades federais e particulares, profissionais de diversas áreas) que está cursando mestrado e doutorado nas universidades do MERCOSUL na UNIAMERICAS em programs especiais.

Muito brevemente deve ocorrer uma desburocratização do processo de revalidação de diplomas Stricto Sensu obtidos em universidades estrangeiras. As ações em curso e a necessidades desses profissionais vem ocasionando a mudança da exigência da revalidação. Sem a disponibilidade de mestres e doutores a abertura de novas IES fica projudicada, bem como a pesquisa e desenvolvimento.

O setor educacional deve crescer muito nos próximos anos. O mercado de trabalho atualmente já necessita fortemente desses profissionais. No Brasil existe grandes oportunidades para os portadores de diploma de mestrado e doutorado.


Universidade das Américas - UNIAMERICAS
www.facebook.com/FanPageUniamericas
www.uniamericas.com.br

“PAIXÃO POR PAIXÃO”

O II Auto da Paixão de Cristo acontece  no dia 31 de março as 20h no Adro da Matriz de Apodi.



A Associação Raimunda Dantas – ARD, hoje referência da arte e da cultura de Apodi, concretiza o sonho de está realizando o Auto da Paixão de Cristo. Uma caminhada de reveses, de planejamento e de despertar de um sonho de realização comunitária. Quando faltaram recursos e as possibilidades tornaram-se frustradas, o povo, a igreja, os jovens, adolescentes, crianças, adultos, comércio, entidades, abraçavam a campanha: “Paixão por Paixão” – doe um lençol. O impacto foi imediato. A comunidade como um todo, doando lençóis e o que pode, para que esse espetáculo aconteça. Retratou que a fé, torna-se uma validade quando o bem é requerido de coração doador, que respeitou a fé, a arte e possibilitaram a realização de tamanho evento.



A ASSOCIAÇÃO RAIMUNDA DANTAS


Apodi está se enriquecendo no universo da cultura. Uma equipe de profissionais ergueu a bandeira do social e encara o projeto social que faz nascer a Associação Raimunda Dantas. O intuito da entidade é mostrar através das artes, que se pode muito bem angariar meios para o crescimento de jovens e adolescentes em vulnerabilidade social.


Dentre as categorias das artes, estão: dança (hip-hop), teatro, capoeira, espanhol, dentre outras multi artes. A Associação já está em total funcionamento e as movimentações acontecem temporariamente na Casa de Cultura Popular de Apodi. O Casarão das Artes, como foi batizado o projeto, irá funcionar em breve, em um casarão que fica localizado no centro da cidade de Apodi. O Casarão é de uma estrutura arquitetônica mais antiga e que existe há aproximadamente 89 anos.



O grupo que faz parte do movimento se engajou e emplacou tamanho trabalho dentro da casa, como forma de proteger e defender a continuidade de sua história. Um dos objetivos é angariar fundos para sua restauração, para assim erguer com orgulho a bandeira de conservação de uma bela história apodiense. 

Através do projeto “Casarão das Artes”, nasceu o grupo de teatro “Cia Teatral Casarão” que já arrematou diversos jovens ao mundo artístico e cultura. Além deste grupo, outros também já funcionam com sua especial e fundamental importância: “Dúbio Dance” de dança e “Acorda Capoeira” de capoeira.


Muitos outros projetos ainda estão por vir, cheios de muitos sonhos, alegria, conquistas e vitórias. Parabéns aos idealizadores e um grande e espetacular sucesso!




quarta-feira, 6 de março de 2013

Tempos Modernos e o Fim do Verbo

Compartilho abaixo essa interessante reflexão do grande Carlos Santos sobre a comunicação nos tempos modernos. Vale a pena ler.


TEMPOS MODERNOS E O FIM DO VERBO

Confesso-lhes minha indisposição para boates: antes mesmo da tragédia de Santa Maria-RS, que se diga.

Luzes estroboscópicas, sirenes, fumaça, músicas eletrônicas, gente gritando, pessoas batendo umas nas outras.

Gosto de música, mas não imponho a ninguém meus gostos. Gosto de gente, porém não obrigo ninguém a me aceitar.

Prefiro a música em espaços em que eu possa conversar. Nada, nenhuma tecnologia, substituirá o face to face, a prosa presencial.

Mas estamos permitindo que a "modernidade" nos tire um grande diferencial nosso, como seres humanos: o poder da intercomunicação direta. 

Estamos suprimindo a própria fala.

Há algo mais estúpido nesses ditos tempos modernos? 

No princípio foi o verbo e nosso fim será não ter o direito à fala?



terça-feira, 5 de março de 2013

Prefeito lamenta morte de secretário e decreta luto oficial de três dias



Os apodienses foram surpreendidos agora à noite, com a triste notícia da morte do secretário de Finanças do município, Roberto Morais (Abel ) que desde o início de fevereiro vinha com problemas de saúde e teve seu estado agravado nos últimos dias, quando precisou se submeter a sessões de hemodiálise.


O prefeito Flaviano Monteiro decretou luto oficial de 03 dias e ponto facultativo amanhã, nas repartições municipais e encontra-se muito abalado com a morte do companheiro de luta que o ajudou a construir um projeto do qual que não teve tempo de participar. “É uma perda muito grande para a nossa gestão, porque além de um profissional muito competente, ele era um amigo”, lamentou.

A morte de Abel, que era membro do PSB, partido do vice-prefeito José Maria, causou comoção em todos os secretários, especialmente em Paulo Viana, amigo pessoal do contador, que acompanhou suas últimas horas de vida. “É muito triste ver alguém que batalhou tanto com a gente para chegarmos onde chegamos e agora ele se vai sem poder participar da construção desse projeto” , emociona-se o secretário de saúde.

Ascom PMA

O Dia da Poesia em Mossoró


Convite - Lançamento do Observatório da Educação do RN

Registro o recebimento do Convite para o lançamento oficial do  Portal do Observatório da Educação do RN, que realizar-se-á na próxima sexta-feira, 08 de março, no Auditório da FIERN, em Natal. A cerimônia contará com uma palestra que será ministrada pelo renomado professor e escritor Moacir Gadotti, diretor do Instituto Paulo Freire. Na impossibilidade da presença, deixo aqui o meu agradecimento ao IDe e os votos de que o portal se configure como um eficaz canal  para o crescimento e fortalecimento da nossa educação.


O Pessoal do Tarará abre oficina para atores e atrizes




O Grupo de Teatro O Pessoal do Tarará está com inscrições abertas para a Oficina de Interpretação para Atores e Atrizes, a partir dos métodos de trabalho utilizados no espetáculo Aurora Boreal (ou Casca de Noz), que toma como uma de suas referências o Teatro Essencial, que dá prioridade máxima à matéria viva que é o ator com seus recursos humanos: voz, corpo, inteligência e intuição.

As inscrições já estão abertas e são feitas somente via internet, através de uma ficha de inscrição que deve ser solicitada por e-mail (dioniziodoapodi@yahoo.com.br). Depois de preencher a ficha, o candidato passará por uma seleção, e será comunicado, via e-mail, sobre sua participação. A taxa de inscrição para esta oficina é de R$ 25,00 (vinte e cinco reais), e serão apenas 10 selecionados, que participarão desta imersão na nova sede do grupo, no bairro Abolição III, nos dias 19, 21, 26 e 28 (terças e quintas) deste mês de março, das 19 às 23h. Será um mergulho intenso na experiência do grupo O Pessoal do Tarará, sob a condução do diretor Dionízio do Apodi.  

Para o grupo há a necessidade urgente, no teatro do Brasil, de investimento no trabalho de ator. “Nossa principal marca é o trabalho do ator, enquanto pesquisador, enquanto objeto da própria pesquisa. Queremos colaborar com os participantes nesta visão, de que no teatro o ator é essencial, com todo o seu aparato físico, intelectual e intuitivo. Precisamos formar atores urgentemente, se não perderemos para os efeitos. Não tiramos a importância de cenário, de figurinos, de iluminação, mas acredito que precisamos ter mais sensibilidade e atenção para com o ator, que é deixado, e muito, em segundo plano”, explica Dionízio do Apodi.

O Teatro Essencial desafia o artista a assumir a responsabilidade integral por suas escolhas. Cada detalhe: o texto, a coreografia, a modulação da voz, a atitude do gesto, sem a possibilidade de recorrer a uma autorização externa que o avalize, pois todos os acertos e erros são assumidos por completo. “Ainda é muito executada uma velha fórmula de teatro onde o ator fica esperando pela velha figura do ‘diretor que concentra a criação a partir de suas próprias habilidades’, onde o percurso poderia ser o contrário, ou seja, a partir das habilidades e capacidade dos atores”, acrescenta Dionízio do Apodi.

SERVIÇO:
Oficina de Interpretação para Atores e Atrizes
Inscrições: até 15 de março
Forma: solicitar ficha de inscrição por e-mail (dioniziodoapodi@yahoo.com.br)
Local da oficina: sede d´O Pessoal do Tarará (Abolição III)
Dias e horários: 19, 21, 26 e 28 de março, das 19h às 23h
Investimento: taxa única de R$25,00

CAERN ABRE CONCURSO




A Companhia de Água e Esgoto do Rio Grande do Norte (Caern) divulgou o edital do concurso que vai preencher 128 vagas imediatas, além da formação de cadastro de reserva, em diversos cargos. Há oportunidades para os níveis fundamental, médio/técnico e superior. As remunerações variam entre R$774,97 e R$4.320,58. As vagas são para diversos municípios

As inscrições serão realizadas entre os dias 25 de março e 12 de abril no site da Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern), organizadora. A Taxa é de R$60 (fundamental), R$80 (médio) e R$100 (superior). Aqueles que desejarem pedir isenção da taxa de inscrição terão entre os dias 25 e 28 de março para fazer a solicitação, no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) na cidade em que o candidato deseja fazer a prova. O resultado sai no dia 9 de abril.

As prova serão realizadas no dia 5 de maio, nos municípios de Mossoró, Pau-Ferro, Caicó e Natal. Haverá ainda para alguns cargos teste de aptidao física e prova de títulos e prova prática. O resultado preliminar do concurso está previsto para o dia 12 de julho.

Fonte: Folha Dirigida

Concurso Internacional de Redação de Cartas




Já estão abertas as inscrições para o 42º Concurso Internacional de Redação de Cartas. O certame é promovido pelos Correios e contempla estudantes das Redes Pública e Privada com até 15 anos de idade.

Os textos devem ser inscritos em forma de carta, abordando a temática "Escreva uma carta a alguém para lhe explicar porque a água é um recurso precioso.

As inscrições prosseguem até o dia 15 de março, tendo a seguinte premiação:

Estudantes
1º-Um Tablet
2º-Uma máquina fotográfica digital
3º-Uma máquina fotográfica digital

Escolas 
1º-Um computador
2º-Uma impressora multifuncional
3º-Uma impressora multifuncional

Veja o regulamento CLICANDO AQUI.

sexta-feira, 1 de março de 2013

O Carnaval de Apodi


Por compartilhar dos mesmos sentimentos e possuir o mesmo pensamento  e ainda dividir as mesmas aspirações, reproduzo, abaixo, texto escrito pelo amigo e conterrâneo Dionízio do Apodi. É um tanto longo (para os preguiçosos), contudo, garanto, vale a pena ler e refletir.

O CARNAVAL DE APODI


Mesmo já tendo passado uns dias do encerramento do carnaval, não podia deixar de tecer alguns comentários sobre o carnaval de Apodi. Sei que as discussões já são outras, mas por questões de respeito comigo mesmo, com o que acredito, preciso deixar uma opinião, nem que seja para simples registro. O tempo está corrido, muitos projetos com O Pessoal do Tarará, o que me tirou a possibilidade de ter postado antes, no calor da ressaca.



Costumo passar meus carnavais em Apodi por ser minha cidade de nascimento, onde vejo parte de minha família (irmãos, sobrinhos, tios), meus amigos de infância e adolescência e tantos outros que fiz ao longo dos anos. Passo o ano inteiro trabalhando muito e escolho exatamente o carnaval de Apodi para sair da rotina de ensaios, viagens e apresentações. Este já é um motivo que transforma o carnaval, para mim, num período especial. 


Confesso que nunca fui admirador da programação e formato do carnaval de Apodi, o que nunca foi motivo suficiente para que eu não divulgasse o carnaval dos apodienses, sempre conhecido como dos mais animados e com gente bonita e querendo brincar, longe de confusões, de brigas. Ao longo dos anos perdi a conta dos inúmeros amigos que levei para conhecer a cidade, e muitos não pararam mais de visitar Apodi. 

Nunca fui muito exigente com o carnaval de Apodi porque sempre ficava sonhando quando o amigo Flaviano Monteiro fosse prefeito e pudesse fazer um carnaval de verdade, destinado aos mais variados públicos, com atrações de qualidade, utilizando os mais variados espaços de Apodi, os bairros, as comunidades, enfim, que trouxesse diversidade para o povo de Apodi e para os visitantes. Perdi as contas das vezes que os amigos ficavam ‘tirando onda’ quando eu falava que quando o amigo Flaviano fosse prefeito o carnaval seria “assim e assado”. Foram muitos carnavais, mas o de 2013 teve um sabor especial, por ver Flaviano como prefeito. A cada agradecimento de alguma banda ao prefeito Flaviano eu ficava atento ao que diziam, não tinha como passar despercebido. Foi algo muito sonhado por mim. Flaviano tem a responsabilidade enorme de carregar o desejo de mudança de muitos apodienses. 



Mas o carnaval de 2013 ainda foi parecido com o dos outros anos. Estrutura deficiente, falta de organização na programação, evento destinado apenas a uma parcela da população (aos que gostam dos paredões e das músicas de plástico – como diz o querido Chico César) e mais uma porção de coisas, e que não colocam, de forma alguma, qualquer outro prefeito que fez carnaval em Apodi numa situação melhor, pois tudo isso que falo aconteceu nos outros anos. E tudo isso fica em segundo plano diante da animação e simpatia do povo apodiense, que não tenho dúvidas, faria uma linda festa em qualquer situação.


Senti falta do envolvimento da Secretaria de Educação no carnaval. Pelo que foi divulgado, o tempo inteiro, a Secretaria de Turismo foi a responsável pelo carnaval. Se olharmos hoje, no Brasil, os municípios que se destacam no turismo, conseguem sucesso através da sintonia entre suas secretarias, e por isso senti falta principalmente da Educação, pois sei do apreço de Flaviano por isto, e vai ser uma de suas marcas ao longo de seu governo. Flaviano é professor, e Apodi inteira sabe do compromisso dele com a educação. Acredito que a Secretaria de Educação precisa ter um papel fundamental em toda e qualquer gestão democrática e participativa, como é o caso da história política de Flaviano, desde os tempos de estudante.

Não gosto, particularmente, de uma secretaria sozinha tomando de conta de um carnaval, que é, sem sombra de dúvidas, patrimônio do povo de Apodi. O carnaval de Apodi deve ser cuidado com muito carinho, por todas as secretarias, que possa ser coordenado pelo Turismo até, mas que não deixe de ter um olhar da Secretaria de Educação, pois foi assim que sempre sonhamos, com uma Apodi com oportunidades de diversão para todos, e daí o papel fundamental da educação, para mim a maior riqueza de um povo, e onde deveríamos ter mais investimentos. Sou um amante do carnaval, e tive a minha “formação carnavalesca” nas matinês da ACDA, quando criança, onde minhas irmãs me levavam para encontrar outras crianças e pular carnaval. O carnaval de Apodi ao longo dos anos se transformou num carnaval para um público só. Não tem espaço para crianças e adolescentes (exatamente o que vai renovar a cidade mais à frente). Precisamos rever, urgentemente, o que é propiciado para os jovens de Apodi, as possibilidades. Em um carnaval como esse não resta outra coisa a não ser beber, algo já tão saturado e combatido por diversos professores apodienses que se queixam das oportunidades de diversão para os apodienses. 



Não acho que o caminho seja acabar com os paredões, com a bebida, com as bandas que por lá passam (para mim, quase todas de péssimo gosto, mas não morro por ouví-las). Acho que podem continuar, pois elas chamam público, né? Mas que tenhamos abertura para outros públicos brincarem o carnaval, para outras atrações, para num médio-longo prazo termos um carnaval diversificado e que realmente retrate a cultura do povo apodiense, pois estes carnavais, no formato que estão acontecendo não retratam o que somos.



Apodi ainda não está preparada para o turismo. Infelizmente está distante, pois isso não se constrói da noite para o dia, e nunca ninguém teve essa preocupação. Temos um potencial enorme, inclusive com o nosso carnaval sendo um dos pontos mais importantes, mas precisa ser retrabalhado, e não tenho dúvidas que vai ser. Precisamos de um lugar maior, preparado para o carnaval, para que a população que não goste desta festa também tenha o seu direito respeitado. Me dói ver um monte de gente mijando e cagando na minha lagoa. O carnaval de Apodi pede um espaço próprio, bem maior, para que possamos trazer mais gente, pois não cabe mais no espaço que temos. Precisamos de dois palcos bem estruturados, para que não fiquem buracos entre uma apresentação e outra, uma boa iluminação no palco, um som de primeira linha, e grandes atrações no palco, também. Precisamos agradar todos os públicos. 


O próximo carnaval será em 2014, quando terá Copa do Mundo no Brasil, e teremos duas sedes bem próximas da gente (Natal e Fortaleza). Apodi precisa trazer este turista de todas as partes do mundo para conhecer suas riquezas, e o primeiro passo pode ser dado no carnaval, que é um de nossos maiores patrimônios, com um alto poder de divulgação. E repito: não é acabar com o que tem, mas repensar o formato. E não há o que se temer. Lembro quando tivemos o primeiro carnaval de rua em Apodi, quando a Prefeitura, na gestão do médico Pinheiro Bezerra, bancou um carnaval gratuito para o povo de Apodi, muita gente, na época, não entendeu e dizia que não ia dar certo, porque o povo de Apodi queria era brincar o carnaval da ACDA, que era pago, mas tradicional. Mas a ACDA já era pequena para o carnaval de Apodi.

Então, que o amigo Flaviano faça as mudanças necessárias. O nosso prefeito é um homem de lutas, com uma enorme folha de serviços prestados, e não tenho dúvidas que vai desempenhar à frente da Prefeitura, um trabalho diferenciado, modelo para outros municípios, pois Flaviano representa uma Nova Geração, capaz de pensar adiante.



Acompanhei o discurso de Flaviano, ele em cima do trio elétrico, fechando o carnaval de Apodi, na Quarta-feira de Cinzas. Ele pediu desculpas por não ter realizado o carnaval da forma que o apodiense merecia. Falou da convicção em realizar o carnaval mesmo num período de seca, das dificuldades em realizar um carnaval com um mês à frente da Prefeitura. De longe, atento, o aplaudi, ainda mais convicto de que temos um grande prefeito, que teremos finalmente, uma cidade com oportunidades para todos, e com um carnaval à altura dos apodienses, como será no futuro.


Em 2014 vou levar mais gente para ver o carnaval de Apodi, e já estou divulgando que desta vez será lindo!


Abraços de Dionízio Do Apodi


PS: Parabéns a Secretaria de Turismo que convocou o povo de Apodi para acompanhar a prestação de contas do carnaval!

CIGANOS EM APODI




Hoje, 01 de março, através do Prêmio Funarte Artes Cênicas nas Ruas e apoio da Prefeitura Municipal de Apodi por meio das secretarias de Turismo e Cultura, a companhia Escarcéu de Teatro (Mossoró) realizará apresentação do espetáculo 'Ciganos' no patamar da Igreja Matriz de Apodi, às 19h.


Nesta sexta-feira, 01 de março, através do Prêmio Funarte Artes Cênicas nas Ruas e apoio da Prefeitura Municipal de Apodi por meio das secretarias de Turismo e Cultura, a companhia Escarcéu de Teatro (Mossoró) realizará apresentação do espetáculo 'Ciganos' no patamar da Igreja Matriz de Apodi às 19h.

Às 17h, antes da apresentação, a companhia realizará uma roda de conversa sobre a dramaturgia e o processo de criação e montagem do espetáculo 'Ciganos' com atores e demais interessados da cidade de Apodi. Este momento será coordenado pelo diretor Nonato Santos e terá participação da Associação Raimunda Dantas - ong que desenvolve trabalhos sociais voltados para a arte sob direção do ator Alex Peteka.



O Espetáculo ‘Ciganos’ representa a experimentação de novos caminhos e linguagens teatrais. A experiência surge do desejo de falar sobre uma cultura pouco conhecida na região, mas, muito rica em costumes, crenças e tradições. O espetáculo mostra a partir de elementos cênicos, a realidade de um povo nômade que caminha pelo mundo compartilhando experiências e conhecimentos.



O personagem principal Kali, terá que superar obstáculos e vencer desafios, que contribuirão para o seu amadurecimento. Ao receber de sua mãe a missão de encontrar e trazer para o seu povo, a estrela de cinco pontas, símbolo sagrado na cultura cigana, ele precisa ouvir os seus conselhos e seguir suas recomendações, seu destino final e o encontro com Ânima, com quem encontrará a estrela. Nesse caminho Kali cruzará com o velho da encruzilhada, a cigana Romani, a sedutora Luna e o Feiticeiro Cigano, cada um desses contribuirá através de um símbolo e ensinamento para sua jornada. Kali chega ao seu destino final, trazendo para o seu povo o símbolo tão desejado, a estrela de cinco pontas, e reencontra a sua amada, a cigana Esmeralda.



A apresentação faz parte do projeto 'Ciganos nas ruas' aprovado no Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua 2013 e consiste em uma turnê de circulação do espetáculo por cidades dos Estados do RN, CE e PB.

Vamos todos!!!




Fonte: www.escarceudeteatro.blogspot.com.br

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Lata de Coca-Cola Zero estampa erro ortográfico



Erro ortográfico estampado na lata da Coca-Cola Zero

Acentuar as palavras oxítonas terminadas em -u precedidas de consoante é um equívoco mais comum do que se imagina. Aracaju, caju, peru, Iguaçu, zebu, Bauru jamais devem receber acento agudo. Contudo muitas são as ocasiões em que nos deparamos com a presença do acento erroneamente colocado, como no caso acima da latinha de Coca-Cola Zero.

Fiquemos, pois, atentos. Só deve-se acentuar as palavras oxítonas terminadas em -u quando precedidas de vogal. Como por exemplo, baú, Itaú, Jaú, Esaú, Anhangabaú, que devem ser sempre acentuadas. O mesmo ocorre com as palavras terminadas em -i: açaí, Icapuí, Apodi, saci, abacaxi.

Portanto a lata de refrigerante da Coca-Cola apresenta erro ortográfico. E, como sabemos, na hora de escrever, quanto menos erro, melhor. Como diria o personagem Chaves do seriado de mesmo nome, dá zero pra ela, professora!


* Fonte: www.facebook.com/aprendendoportugues



Você odeia ler?



Cuidado para não cair no buraco negro da ignorância!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A importância da revisão textual


Hoje, compartilhamos uma crônica a respeito do importante papel do profissional de revisão, escrita por Luis Fernando Verissimo, conhecido (e bem-humorado) autor, vizinho do Revisão para quê?.

O que poucos sabem é que o Verissimo já trabalhou como revisor de textos, veja só!

Boa leitura!





Cuidado com os revizores

Todo escritor convive com um terror permanente: o do erro de revisão. O revisor é a pessoa mais importante na vida de quem escreve. Ele tem o poder de vida ou de morte profissional sobre o autor. A inclusão ou omissão de uma letra ou vírgula no que sai impresso pode decidir se o autor vai ser entendido ou não, admirado ou ridicularizado, consagrado ou processado. Todo texto tem, na verdade, dois autores: quem o escreveu e quem o revisou. Toda vez que manda um texto para ser publicado, o autor se coloca nas mãos do revisor, esperando que seu parceiro não falhe. Não há escritor que não empregue palavras como, por exemplo: “ônus” ou “carvalho” e depois fique metaforicamente de malas feitas, pronto para fugir do país se as palavras não saírem impressas como no original, por um lapso do revisor. Ou por sabotagem.

Sim, porque a paranoia autoral não tem limites. Muitos autores acreditam firmemente que existe uma conspiração de revisores contra eles. Quando os revisores não deixam passar erros de composição (hoje em dia, de digitação), fazem pior: não corrigem os erros ortográficos e gramaticais do próprio autor, deixando-o entregue às consequências dos seus próprios pecados de concordância, das suas crases indevidas e pronomes fora do lugar. O que é uma ignomínia. Ou será ignomia? Enfim, não se faz.

Pode-se imaginar o que uma conspiração organizada, internacional, de revisores significaria para a nossa civilização. Os revisores só não dominam o mundo porque ainda não se deram conta do poder que têm. Eles desestabilizariam qualquer regime com acentos indevidos e pontuações maliciosas, além de decretos oficiais ininteligíveis. Grandes jornais seriam levados à falência por difamações involuntárias, exércitos inteiros seriam imobilizados por manuais de instrução militar sutilmente alterados, gerações de estudantes seriam desencaminhadas por cartilhas ambíguas e fórmulas de química incompletas. E os efeitos de uma revisão subversiva na instrução médica são terríveis demais para contemplar.

Existe um exemplo histórico do que a revisão desatenta – ou mal-intencionada – pode fazer. Uma das edições da Versão Autorizada da Bíblia publicada na Inglaterra por iniciativa do rei James I, no século XVII, ficou conhecida como a “Bíblia Má”, porque a injunção “Não cometerás adultério” saiu, por um erro de impressão, sem o “não”. Ninguém sabe se o volume de adultérios entre os cristãos de fala inglesa aumentou em decorrência dessa inesperada sanção bíblica até descobrirem o erro, ou se o impressor e o revisor foram atirados numa fogueira juntos, mas o fato prova que nem a palavra de Deus está livre do poder dos revisores.

A mesma bíblia do rei James serve como um alerta (ou como o incentivo, dependendo de como se entender a história) para a possibilidade que o revisor tem de interferir no texto. O objetivo de James I era fazer uma versão definitiva da Bíblia em inglês, com aprovação real, para substituir todas as outras traduções da época, principalmente as que mostravam uma certa simpatia republicana nas entrelinhas (como a Bíblia de Genebra, feita por calvinistas e adotada pelos puritanos ingleses, e que é a única Bíblia da História em que Adão e Eva vestem calções. Para isso, James reuniu um time dividido entre os que cuidariam do Velho e do Novo Testamento, das partes proféticas e das partes poéticas, etc. Especula-se que as traduções dos trechos poéticos teriam sido distribuídas entre os poetas praticantes da época, para revisarem e, se fosse o caso, melhorarem, desde que não traíssem o original. Entre os poetas em atividade na Inglaterra de James I estava William Shakespeare. O que explicaria o fato de o nome de Shakespeare aparecer no Salmo 46 – “shake” é a 46ª palavra do salmo a contar do começo, “speare” a 46ª a contar do fim. Na tarefa de revisor, e incerto sobre a sua permanência na História como sonetista ou dramaturgo, Shakespeare teria inserido seu nome clandestina e disfarçadamente numa obra que sem dúvida sobreviveria aos séculos. (Infelizmente, diz Anthony Burgess, em cujo livro A mouthful of air a encontrei, há pouca probabilidade de esta história ser verdadeira. De qualquer maneira, vale para ilustrar a tentação que todo revisor deve sentir de deixar sua marca, como grafite, na criação alheia.)

Não posso me queixar dos revisores. Fora a vontade de reuni-los em algum lugar, fechar a porta e dizer “Vamos resolver de uma vez por todas a questão da colocação das vírgulas, mesmo que haja mortos”, acho que me têm tratado bem. Até me protegem. Costumo atirar os pronomes numa frase e deixá-los ficar onde caíram, certo de que o revisor os colocará no lugar adequado. Sempre deixo a crase ao arbítrio deles, que a usem se acharem que devem. E jamais uso a palavra “medra”, para livrá-los da tentação.



VIP Exame, mar. 1995, p. 36-37. © by Luis Fernando Verissimo  - Via http://revisaoparaque.com





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