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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Lata de Coca-Cola Zero estampa erro ortográfico



Erro ortográfico estampado na lata da Coca-Cola Zero

Acentuar as palavras oxítonas terminadas em -u precedidas de consoante é um equívoco mais comum do que se imagina. Aracaju, caju, peru, Iguaçu, zebu, Bauru jamais devem receber acento agudo. Contudo muitas são as ocasiões em que nos deparamos com a presença do acento erroneamente colocado, como no caso acima da latinha de Coca-Cola Zero.

Fiquemos, pois, atentos. Só deve-se acentuar as palavras oxítonas terminadas em -u quando precedidas de vogal. Como por exemplo, baú, Itaú, Jaú, Esaú, Anhangabaú, que devem ser sempre acentuadas. O mesmo ocorre com as palavras terminadas em -i: açaí, Icapuí, Apodi, saci, abacaxi.

Portanto a lata de refrigerante da Coca-Cola apresenta erro ortográfico. E, como sabemos, na hora de escrever, quanto menos erro, melhor. Como diria o personagem Chaves do seriado de mesmo nome, dá zero pra ela, professora!


* Fonte: www.facebook.com/aprendendoportugues



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A importância da revisão textual


Hoje, compartilhamos uma crônica a respeito do importante papel do profissional de revisão, escrita por Luis Fernando Verissimo, conhecido (e bem-humorado) autor, vizinho do Revisão para quê?.

O que poucos sabem é que o Verissimo já trabalhou como revisor de textos, veja só!

Boa leitura!





Cuidado com os revizores

Todo escritor convive com um terror permanente: o do erro de revisão. O revisor é a pessoa mais importante na vida de quem escreve. Ele tem o poder de vida ou de morte profissional sobre o autor. A inclusão ou omissão de uma letra ou vírgula no que sai impresso pode decidir se o autor vai ser entendido ou não, admirado ou ridicularizado, consagrado ou processado. Todo texto tem, na verdade, dois autores: quem o escreveu e quem o revisou. Toda vez que manda um texto para ser publicado, o autor se coloca nas mãos do revisor, esperando que seu parceiro não falhe. Não há escritor que não empregue palavras como, por exemplo: “ônus” ou “carvalho” e depois fique metaforicamente de malas feitas, pronto para fugir do país se as palavras não saírem impressas como no original, por um lapso do revisor. Ou por sabotagem.

Sim, porque a paranoia autoral não tem limites. Muitos autores acreditam firmemente que existe uma conspiração de revisores contra eles. Quando os revisores não deixam passar erros de composição (hoje em dia, de digitação), fazem pior: não corrigem os erros ortográficos e gramaticais do próprio autor, deixando-o entregue às consequências dos seus próprios pecados de concordância, das suas crases indevidas e pronomes fora do lugar. O que é uma ignomínia. Ou será ignomia? Enfim, não se faz.

Pode-se imaginar o que uma conspiração organizada, internacional, de revisores significaria para a nossa civilização. Os revisores só não dominam o mundo porque ainda não se deram conta do poder que têm. Eles desestabilizariam qualquer regime com acentos indevidos e pontuações maliciosas, além de decretos oficiais ininteligíveis. Grandes jornais seriam levados à falência por difamações involuntárias, exércitos inteiros seriam imobilizados por manuais de instrução militar sutilmente alterados, gerações de estudantes seriam desencaminhadas por cartilhas ambíguas e fórmulas de química incompletas. E os efeitos de uma revisão subversiva na instrução médica são terríveis demais para contemplar.

Existe um exemplo histórico do que a revisão desatenta – ou mal-intencionada – pode fazer. Uma das edições da Versão Autorizada da Bíblia publicada na Inglaterra por iniciativa do rei James I, no século XVII, ficou conhecida como a “Bíblia Má”, porque a injunção “Não cometerás adultério” saiu, por um erro de impressão, sem o “não”. Ninguém sabe se o volume de adultérios entre os cristãos de fala inglesa aumentou em decorrência dessa inesperada sanção bíblica até descobrirem o erro, ou se o impressor e o revisor foram atirados numa fogueira juntos, mas o fato prova que nem a palavra de Deus está livre do poder dos revisores.

A mesma bíblia do rei James serve como um alerta (ou como o incentivo, dependendo de como se entender a história) para a possibilidade que o revisor tem de interferir no texto. O objetivo de James I era fazer uma versão definitiva da Bíblia em inglês, com aprovação real, para substituir todas as outras traduções da época, principalmente as que mostravam uma certa simpatia republicana nas entrelinhas (como a Bíblia de Genebra, feita por calvinistas e adotada pelos puritanos ingleses, e que é a única Bíblia da História em que Adão e Eva vestem calções. Para isso, James reuniu um time dividido entre os que cuidariam do Velho e do Novo Testamento, das partes proféticas e das partes poéticas, etc. Especula-se que as traduções dos trechos poéticos teriam sido distribuídas entre os poetas praticantes da época, para revisarem e, se fosse o caso, melhorarem, desde que não traíssem o original. Entre os poetas em atividade na Inglaterra de James I estava William Shakespeare. O que explicaria o fato de o nome de Shakespeare aparecer no Salmo 46 – “shake” é a 46ª palavra do salmo a contar do começo, “speare” a 46ª a contar do fim. Na tarefa de revisor, e incerto sobre a sua permanência na História como sonetista ou dramaturgo, Shakespeare teria inserido seu nome clandestina e disfarçadamente numa obra que sem dúvida sobreviveria aos séculos. (Infelizmente, diz Anthony Burgess, em cujo livro A mouthful of air a encontrei, há pouca probabilidade de esta história ser verdadeira. De qualquer maneira, vale para ilustrar a tentação que todo revisor deve sentir de deixar sua marca, como grafite, na criação alheia.)

Não posso me queixar dos revisores. Fora a vontade de reuni-los em algum lugar, fechar a porta e dizer “Vamos resolver de uma vez por todas a questão da colocação das vírgulas, mesmo que haja mortos”, acho que me têm tratado bem. Até me protegem. Costumo atirar os pronomes numa frase e deixá-los ficar onde caíram, certo de que o revisor os colocará no lugar adequado. Sempre deixo a crase ao arbítrio deles, que a usem se acharem que devem. E jamais uso a palavra “medra”, para livrá-los da tentação.



VIP Exame, mar. 1995, p. 36-37. © by Luis Fernando Verissimo  - Via http://revisaoparaque.com





quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A diferença que uma letrinha faz...



E-mail errado


Quando o homem chegou e foi para seu quarto no hotel, viu que havia um computador com acesso à internet, então decidiu enviar um e-mail à sua mulher, mas ao digitar o endereço eletrônico errou uma letra, sem se dar conta, e o enviou a outro endereço (outra pessoa)...

O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do seu marido e que, ao conferir seus e-mails, desmaiou instantaneamente.

O filho, ao entrar em casa, encontrou sua mãe desmaiada, perto do computador, em que na tela se poderia ler:

Querida esposa: Cheguei bem. Provavelmente se surpreenda em receber noticias minha por e-mail, mas agora tem computador aqui e podem-se enviar mensagens às pessoas queridas. Acabo de chegar e já me certifiquei que já está tudo preparado para quando você chegar na sexta que vem. Tenho muita vontade de te ver e espero que sua viagem seja tão tranquila como está sendo a minha.

OBS: Não traga muita roupa, porque aqui faz um calor infernal!!!


E ainda há quem acredite que uma letra não faz diferença.


Extraído do mural do Facebook do amigo Ewerton Filgueira

domingo, 21 de outubro de 2012

Aulinha básica


Como Prof.ª de Língua Portuguesa, sinto-me no dever de esclarecer, de uma vez por todas, uma questão extremamente importante para a melhor comunicação entre TODOS que fazem uso da linguagem verbal.  A simples diferença entre MAS e MAIS.

MAS é sempre conjunção adversativa, que indica oposição entre duas ideias, dentro de uma mesma sentença ou período. É sinônimo de PORÉM, ENTRETANTO, NO ENTANTO, CONTUDO, TODAVIA.

Ex: "Estávamos com toda a documentação regular, MAS nossa inscrição não foi aceita."

MAIS é o contrário de MENOS, assim como MUITO e MEIO, pode ser advérbio ou pronome indefinido, indicando acréscimo, adição.

EX: "O jogador mais caro do mundo é Cristiano Ronaldo."

MAIS é advérbio e intensifica o adjetivo CARO. Poderíamos fazer a oposição com MENOS.

"Precisamos de mais coragem para enfrentar a situação."

MAIS é pronome indefinido e modifica o substantivo CORAGEM. Aqui também poderíamos fazer a oposição com MENOS.

De nada!

Abraço.

sábado, 13 de outubro de 2012

A Abreviatura da Palavra Professor




       


                     







O costume de abreviar as palavras surgiu da necessidade de facilitar o árduo trabalho de copiar longos textos a mão. Foram tantas as abreviações surgidas ao longo dos séculos, que, para o leigo, muitos escritos antigos são praticamente ilegíveis. Quem já viu um pergaminho sabe do que estou falando. Felizmente, o surgimento da imprensa, da máquina de escrever e, modernamente do computador reduziu consideravelmente a necessidade das abreviações muitas delas criações pessoais, que só têm sentido aos olhos do autor.

A criação de abreviações é livre. Todos podemos lançar mão desse prático recurso em nossas cópias e anotações.

Existe, porém, ao lado da abreviação, uma forma de redução de pala­vras que se chama abreviatura. Enquanto a abreviação, por se destinar, antes de tudo, ao uso pessoal, não possui forma fixa, a abreviatura, por ser oficial, normatizada, não pode ser alterada e atém-se a algumas regras, das quais a principal é a exigência do ponto (ponto abreviativo).

Vejamos o caso da palavra professor.

Existe coisa mais fácil do que cortar a palavra após a quarta letra e acrescentar-lhe o ponto abreviativo?

Há pessoas, no entanto, que gostam de complicar. E, não contentes com um procedimento tão simples, inventaram outra palavra, que só teria lugar no Livro das Aberrações Ortográficas. E o erro está em toda parte, até mesmo na fachada de um conhecido colégio de Macapá, para confirmar o que já sabemos: o des­conhecimento da língua portuguesa começa na escola.

Mas que erro é esse? 

O erro é este: 

Escola Estadual Prof.º Gabriel de Almeida Café.

A “bolinha” (º) que aparece ao final da errada abreviatura da palavra professor, nesse (mau) exemplo de descaso com a língua pátria, chama-se letra superior ou letra sobrescrita e, na ortografia oficial do Brasil, re­pre­senta, por clareza gráfica, a última letra da palavra original. Assim, temos:

N.º = número
1.º = primeiro
Eng.º = engenheiro
Dr.ª = doutora
Ex.ª = excelência
Prof.ª = professora


O que está fazendo, então, aquele o sobrescrito numa palavra que termina em r? 

A meu ver, ele está aí por influência da palavra professora, que, por terminar em a, recebe, ao ser reduzida, um a sobrescrito (ª) após o ponto abreviativo.

A invencionice Prof.º (ou, pior ainda, Profº) estaria, portanto, correta para uma suposta palavra "professoro", que só existe na pronúncia de um japonês iniciante em língua portuguesa.

Não complique, não erre.

Escreva sempre: 

Prof. João Fernandes
Rua Prof. Daniel dos Santos
Escola Estadual Prof. Gabriel de Almeida Café



quinta-feira, 26 de julho de 2012

Desembargadora repreende advogados por erros de português



Erros de língua portuguesa nunca são bem recepcionados, é verdade. No entanto, quem é profissional do direito é especialmente exigente com relação a isso. E com razão: saber lidar bem com a sua língua é o pressuposto (básico) para qualquer argumentação.

Todavia, devido ao ensino deficiente nas faculdades de direito, não é muito difícil localizar erros grotescos na prática forense.

Durante o julgamento de um recurso, ao se deparar com vários erros de português, a desembargadora Sirley Abreu Biondi do TJ/RJ não se omitiu: "Insta ser salientado que os advogados que assinaram as contra-razões necessitam com urgência adquirir livros de português de modo a evitar as expressões que podem ser consideradas como injuriosas ao vernáculo".

A peça continha erros claros de ortografia, como: "em fasse", "não aciste razão", "doutros julgadores" e "cliteriosamente", devidamente sinalizados e corrigidos pela magistrada.

A desembargadora não parou por aí e prosseguiu com a lição, mas dessa vez sobre o conteúdo jurídico da peça: "acrescenta-se ainda que devem os causídicos adquirir também livros de direito, à medida que nas contra-razões constam 'pedidos' como se apelação fosse, o que não tem o menor cabimento".

Mesmo depois de uma boa aula, os advogados não se deram muito bem: a magistrada negou provimento ao recurso.

Fonte: http://jusbrasil.jusbrasil.com.br

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Presidenta!


Ao contrário do que pensam alguns e do que vociferam por aí outros, através de equívocos e-mails, o feminino de presidente é presidenta. Isso mesmo: presidentA (com A no final). E quem diz isso não é esta reles Professorinha, mas o Dicionário Aurélio (para verificar clique aqui).

Talvez seja um tanto estranho ao ouvido esta pronúncia, mas essa estranheza ocorre por não termos o hábito de pronunciar esta palavra. Afinal até bem pouco tempo sequer imaginávamos ter uma mulher no comando maior da nação brasileira. Isso, sem dúvida, por causa da machista sociedade em que vivemos. 

Aprofundando a discussão sobre este assunto, o Prof. Hélio Consolaro explica:


"A predominância do masculino na língua reflete o machismo. Se houver numa sala 39 mulheres e um homem, o orador deverá usar o masculino na sua invocação: prezados senhores… No máximo, falará: prezadas senhoras e prezado senhor. Ofenderia o macho presente se o orador generalizar pelo feminino e dissesse apenas: prezadas senhoras. Assim, em passado recente, não havia feminino de presidente e nem de hóspede. Agora, depois da luta das mulheres na sociedade, os dicionários já registram e a gramática aceita os femininos: presidenta, hóspeda.

Por que isso não acontece na hierarquia da Polícia Militar? Na entrevista desta Folha, edição de 1.º/6, Katia Damasceno Sabino foi tratada por soldado, nada de soldada.

Nenhum dicionário registra o feminino “soldada” e tampouco “sargenta”, apenas Luiz Antonio Sacconi em sua “Nossa Gramática – Teoria e Prática”, Editora Atual, admite tais flexões.

Na verdade, a Polícia Militar, com a presença da mulher em suas fileiras, mantém a estrutura machista, segura a feminização das patentes na divulgação de seus documentos oficiais. E gramáticos e jornalistas concordam com isso.

Não se sabe como as soldadas se sentem sendo tratadas como homens, mas há mulheres que escrevem versos e não gostam de ser chamadas de poetisas, querem ser tratadas de poetas, acham que o feminino as desvaloriza. Isso também é machismo, e pior, machismo do feminino.

Talvez seja apenas preocupação de um professor de Português e os soldados femininos estejam gostando desse tratamento."


* Hélio Consolaro é professor do Ensino Médio e jornalista



** Com informações do Blog toque de Acolher Crianças e Adolescentes 

terça-feira, 29 de março de 2011

O erro ortográfico na camisa do Mengão


O novo manto rubro-negro tem no lado direito do escudo das duas camisas um “patch” que homenageia o título mundial do clube com os dizeres “Campeão do Mundo” e “Tokio 13 dezembro 1981″.

O problema é que a grafia “Tokio” não existe na língua portuguesa. O nome da cidade japonesa é “Tóquio” no idioma de Camões e mesmo em inglês, o correto seria “Tokyo”

Alguns dias depois da divulgação, vários sites e blogs destacaram o erro na grafia da capital japonesa na camisa. Após o estardalhaço, a Olympikus foi à imprensa divulgar uma jogada de marketing, que na verdade o Tokio errado não era tão errado, pois na língua espanhola é assim que se escreve. Pensando nisso, a empresa decidiu lançar quatro diferentes "tipos de camisa" do Flamengo, cada qual com sua "homenagem": o primeiro lote traz as peças com os dizeres em espanhol, o segundo, com a grafia inglesa Tokyo, a terceira, com os ideogramas japoneses referentes à cidade, e, por fim, o último lote, traz o correto Tóquio à brasileira.

 E você, o que achou da escorregada no português na nova camisa do Mengão?