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terça-feira, 16 de julho de 2013

Será que a UERN em Apodi é viável?*


Será que é a hora mesmo? Será que o tempo não passou? Será que esse pedido antigo não se torna mais uma simples reivindicação, mais uma exigência? Os fatos comprovam: temos um número considerável de pessoas com curso superior que são filhos da nossa Terra, mas que precisaram sair daqui para adquirirem esta formação. Outros, se sujeitaram a passar 04, 05 ou 06 anos saindo de 17 horas e voltando à meia noite para casa nos ônibus que levam diariamente estudantes de nível superior a Mossoró (agora a Caraúbas) para assistir aulas. No caminho de ida e volta: perigos, sono, cansaço, fome, falta de apoio, medo, preocupação dos pais. Pensamentos e sentimentos dos mais dolorosos dos estudantes e das famílias emergiram e ainda emergem, porque a situação é a mesma de muitos e muitos anos de carência de uma instituição de ensino superior em nossa Apodi. 

Se é viável? É isso que vale para o CONSUNI da UERN? Estudantes nós temos. A viabilidade se comprova com isto. Dinheiro não falta, não importa se existe Campus que precisam ser reformados, reformem-os, exijam isso dos administradores públicos que lidam com nosso dinheiro. Está vendo dona Rosalba Ciarlini, nós precisamos de uma resposta. 

APODI PRECISA! NOSSOS FILHOS E FILHAS PRECISAM, NOSSOS NETOS E NETAS ALMEJAM; E NOSSO MUNICÍPIO MERECE.


Profª. Mônica Freitas


Título sugerido pela proprietária do Blog

MEC propõe fusão de disciplinas do ensino médio

O Ministério da Educação prepara um novo currículo do ensino médio em que as atuais 13 disciplinas sejam distribuídas em apenas quatro áreas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática).

Ilustração: Folha

Mudança é boa, mas difícil de aplicar, dizem educadores
Enem será o modelo do novo currículo, afirma Mercadante

A mudança prevê que alunos de escolas públicas e privadas passem a ter, em vez de aulas específicas de biologia, física e química, atividades que integrem estes conteúdos (em ciências da natureza).

A proposta deve ser fechada ainda neste ano e encaminhada para discussão no Conselho Nacional de Educação, conforme a Folha informou ontem. Se aprovada, vai se tornar diretriz para todo o país.

Editoria de arte/Folhapress

Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os alunos passarão a receber os conteúdos de forma mais integrada, o que facilita a compreensão do que é ensinado.

"O aluno não vai ter mais a dispersão de disciplinas", afirmou Mercadante ontem, em entrevista à Folha.

Outra vantagem, diz, é que os professores poderão se fixar em uma escola.

Um docente de física, em vez de ensinar a disciplina em três colégios, por exemplo, fará parte do grupo de ciências da natureza em uma única escola.

Ainda não está definida, porém, como será a distribuição dos docentes nas áreas.

A mudança curricular é uma resposta da pasta à baixa qualidade do ensino médio, especialmente o da rede pública, que concentra 88% das matrículas do país.

Dados do ministério mostram que, em geral, alunos das públicas estão mais de três anos defasados em relação aos das particulares.

Educadores ouvidos pela reportagem afirmaram que a proposta do governo é interessante, mas a implementação é difícil, uma vez que os professores foram formados nas disciplinas específicas.

O secretário da Educação Básica do ministério, Cesar Callegari, diz que os dados do ensino médio forçam a aceleração nas mudanças, mas afirma que o processo será negociado com os Estados, responsáveis pelas escolas.

Já a formação docente, afirma, será articulada com universidades e Capes (órgão da União responsável pela área).

Uma mudança mais imediata deverá ocorrer no material didático. Na compra que deve começar neste ano, a pasta procurará também livros que trabalhem as quatro áreas do conhecimento.

Organização semelhante foi sugerida em 2009, quando o governo anunciou que mandaria verbas a escolas que alterassem seus currículos. O projeto, porém, era de caráter experimental.


Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Qual é a cara da educação básica no Brasil?

Os gastos do governo com educação são altos, mas os resultados deixam a desejar; veja alguns dados sobre o ensino fundamental no Brasil. 


Como sempre falo, o que falta na educação brasileira não é dinheiro, é gestão.



Apuração: Amanda Previdelli
Design: Beatriz Blanco
Fonte: Unesco e QEdu

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Título de Doutor será exigido para novos professores


O Diário Oficial da União publicou nesta quarta-feira, 15, a medida provisória editada pelo Governo Federal, que altera a Lei nº 12.772, de 28 de dezembro de 2012, a partir de agora, passa a exigir título de doutor para novos professores para o ingresso na carreira do magistério superior. Esta lei dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreiras e Cargos de Magistério Federal.

Os concursos públicos terão como requisito de ingresso o título de doutor na área pretendida.

As universidades federais poderão dispensar a exigência do título de doutor, quando se tratar de áreas de conhecimento ou localidade com grave carência de detentores de titulação acadêmica de doutor, é o que diz o texto da MP. Desta forma, poderão ser aceitos mestres, profissionais com especialização ou diploma de graduação, sendo decidido pelos conselhos superiores da universidades.

As alterações nos requisitos de acesso a cargos públicos realizados pela medida provisória não produzem efeito para os concursos cujo edital tenha sido publicado até 15 de maio deste ano.


Fonte: Jornal de Fato

quarta-feira, 15 de maio de 2013

ATENÇÃO, PROFESSORES!


A Câmara dos Deputados lançou a terceira edição do programa Missão Pedagógica no Parlamento. Trata-se de uma capacitação em educação para democracia exclusiva para professores de escolas públicas, dos Ensinos Fundamental e Médio, e totalmente gratuita.  

É destinada a professores que possuam interesse em conhecer de perto a Câmara dos Deputados e obter aprofundamento sobre como trabalhar as temáticas de democracia, cidadania e Poder Legislativo com seus alunos. O período de inscrição vai até 26 de maio.

O programa conta com carga horária de 90 horas, divididas em dois módulos: Módulo Presencial (40 horas), que ocorrerá em Brasília no período de 26 a 30 de agosto; e Módulo de Aplicação, com carga horária de 50 horas, na modalidade a distância.

A Câmara custeia passagens áreas, hospedagem e alimentação para que os professores selecionados participem do Módulo Presencial.

Para participar, dentre outros requisitos, o interessado deve estar trabalhando como professor regente em escola pública, possuir graduação concluída e ter interesse em trabalhar temas como democracia, cidadania, política e/ou Poder Legislativo com seus alunos.


O processo seletivo para ingresso no programa consistirá em participação no curso a distância “Educação para Democracia e o Parlamento”. Para participação no processo seletivo, serão disponibilizadas 216 vagas, oito por estado e DF, por ordem de inscrição. Os 54 professores com melhores desempenhos no curso, observada a distribuição de duas vagas por estados e DF, serão selecionados para participar do programa. 

Outras informações podem ser obtidas em  www.camara.leg.br/edulegislativa.

Oportunizem -se!


Para mais informações:
Missão Pedagógica no Parlamento
Câmara dos Deputados
Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento – CEFOR
Tel.: (61) 3216-7618/7619 (tratar com Alice e Ana Paula)
mpedagogica.cefor@camara.gov.br


Por que o sistema de educação da Finlândia é tão reverenciado

Por Paulo Nogueira*


As crianças finlandesas estão sempre no topo das competições internacionais. Veja aqui abaixo por quê.



Acaba de sair um levantamento sobre educação no mundo feito pela editora britânica que publica a revista Economist, a Pearson.

É um comparativo no qual foram incluídos países com dados confiáveis suficientes para que se pudesse fazer o estudo.

Você pode adivinhar em que lugar o Brasil ficou. Seria rebaixado, caso fosse um campeonato de futebol. Disputou a última colocação com o México e a Indonésia.

Surpresa? Dificilmente.

Assim como não existe surpresa no vencedor. De onde vem? Da Escandinávia, naturalmente – uma região quase utópica que vai se tornando um modelo para o mundo moderno.

Foi a Finlândia a vencedora. A Finlândia costuma ficar em primeiro ou segundo lugar nas competições internacionais de estudantes, nas quais as disciplinas testadas são compreensão e redação, matemática e ciências.

A mídia internacional tem coberto o assim chamado “fenômeno finlandês” com encanto e empenho. Educadores de todas as partes têm ido para lá para aprender o segredo.

Se alguém leu alguma reportagem na imprensa brasileira, ou soube de alguma autoridade da educação que tenha ido à Finlândia, favor notificar. Nada vi, e também aí não tenho o direito de me surpreender.

Algumas coisas básicas no sistema finlandês:

1)Todas as crianças têm direito ao mesmo ensino. Não importa se é o filho do premiê ou do porteiro.

2)Todas as escolas são públicas, e oferecem, além do ensino, serviços médicos e dentários, e também comida.

3) Os professores são extraídos dos 10% mais bem colocados entre os graduados.

4) As crianças têm um professor particular disponível para casos em que necessitem de reforço.

5) Nos primeiros anos de aprendizado, as crianças não são submetidas a nenhum teste.

6) Os alunos são instados a falar mais que os professores nas salas de aula. (Nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou que 85% do tempo numa sala é o professor que fala.)

Isto é uma amostra, apenas.

[...]

Para ver de perto o jeito finlandês de educar crianças, basta ver um fascinante documentário de 2011 feito por americanos.

Comecei a ver, e não consegui parar, como se estivesse assistindo a um suspense. Achei no YouTube uma cópia com legendas em espanhol. Está no pé deste texto.

Todos os educadores, todas as escolas, todas as pessoas interessadas na educação, no Brasil, deveriam ver e discutir o documentário.

Quanto antes.

Leia mais: E se o Brasil se transformasse numa grande Dinamarca.

Leia mais: Por que a Escandinávia é tão especial.




* O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

** Originalmente publicado em http://www.diariodocentrodomundo.com.br/

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Pesquisa mostra que cotas democratizam a Educação sem oferecer risco à qualidade das universidades




No último mês, as cotas sociais nas universidades públicas foram manchete nos principais jornais do país. A política foi criada para corrigir uma defasagem histórica e inegável. Dos concluintes do Ensino Médio no Brasil, 85% são do sistema público de ensino. No Ensino Superior, porém, apenas 57% dos estudantes vêm da escola pública – um sinal de que existe um funil que impede muitos jovens de baixo nível socioeconômico de seguirem os estudos.

Os críticos às cotas afirmam que os alunos beneficiados têm menos bagagem acadêmica e, por isso, mais dificuldades em alcançar as expectativas de aprendizagem – o que poderia impactar a qualidade do Ensino Superior. O argumento, se analisado a fundo, não se sustenta. Um estudo conduzido por Fábio Waltenberg e Márcia de Carvalho, da Universidade Federal Fluminense (UFF), divulgado em abril, aponta que existem algumas diferenças entre os resultado de cotistas e não-cotistas, mas elas são pouco significativas (cerca de 8%). “É um preço pequeno perto do ganho social que a política traz”, afirma Waltenberg.

A análise teve como base as notas do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 167.704 graduandos dos 13 cursos avaliados em 2008. Em números absolutos, a diferença entre os dois grupos é de apenas quatro pontos numa escala de zero a 100. Seria leviano afirmar que a média 47 representa um nível de aprendizagem significativamente distinto da média 43. Além disso, o mesmo estudo faz outros recortes: as mulheres, por exemplo, apresentam notas 10% maiores que as dos homens.

Em outras pesquisas, as diferenças de desempenho não aparecem ou pendem para o outro lado. Um estudo realizado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) em 2010 mostra que, na instituição fluminense, a taxa de reprovação entre os cotistas foi inferior à dos não-cotistas em todos os anos pesquisados (de 2003 a 2009). Os primeiros apresentaram também um índice superior de conclusão dos cursos. Na Universidade de Brasília (UnB), um balanço divulgado em 2009 revela que os beneficiados pelas cotas geralmente têm notas superiores nas áreas de Humanas e Saúde, mas inferiores na de Ciências.


Uma coisa é certa: nenhuma pesquisa traz indícios de que a política corrói a qualidade do ensino ou compromete a aprendizagem dos alunos considerados ‘menos preparados’. A implantação de cotas sociais é uma medida temporária, que deve permanecer até que se alcance a igualdade de oportunidades de ingresso no Ensino Superior. Ao que se parece, essa igualdade de oportunidades contribui – e muito – para a igualdade na aprendizagem e nos resultados.


Fonte: revistaescola.abril.com.br

quinta-feira, 9 de maio de 2013

RN paga os piores salários para professores em todo Brasil


O jornal Tribuna de Notícias destacou a triste condição em que o RN se encontra quando o assunto é salário dos professores: 

Mais uma vez o governo do RN é destaque em nível nacional. Em pesquisa realizada pela revista Educação junto às secretarias de educação das 27 unidades da federação, pode-se observar que os piores salários para professores são pagos no Rio Grande do Norte. Tanto o Estado como o Município pagam os piores salários para seus professores.

Paga-se R$ 1.387,00 para um professor com uma carga horária de até 40 horas semanais da educação básica.

VALORES



Os valores pagos em outros estados chegam a ser mais do que o dobro daquilo que é pago em terras potiguares. Em Brasília paga-se R$ 4.100. Em Goiás, R$ 3.821. Roraima aparece na terceira colocação com 3.619 e logo em seguida, em 4º lugar, o Sergipe, com R$ 3.196. A média salarial nacional é de R$ 2.024 reais para a rede Municipal e de R$ 2.633 para a rede Estadual. No RN paga-se, respectivamente, R$ 1.347 e R$ 1.387. No segundo caso, a média de salários pagos pelo Estado é metade do que se paga em relação à média nacional.

Só para se ter ideia, os salários pagos em Sergipe, estado próximo ao RN, é mais do que o dobro pago em terras potiguares, fato que demonstra o total “desleixo” com a educação por parte do atual governo e dos governos que passaram pelo RN. O RN, mais uma vez, mostrando para o Brasil que consegue ser destaque.
FONTE: Tribuna de Notícias

Professores terão de melhorar alunos para ganhar diploma


O Ministério da Educação lançará nas próximas semanas programa para tentar melhorar o desempenho de alunos e professores em matemática, física, química e biologia, tanto no ensino médio quanto no superior.

As quatro matérias são as que mais possuem problemas de qualidade, de acordo com o próprio governo federal.

Uma das ações será a oferta de pós-graduação em universidades federais e privadas a professores que lecionam as disciplinas nas escolas públicas de ensino médio.

O certificado garantirá aumento salarial ao docente (progressão na carreira), mas só será concedido se houver a comprovação de que seus estudantes melhoraram --exigência inédita em programas federais de educação.

"Hoje, gasta-se muito com formação dos professores, mas a melhoria não chega aos alunos", disse Mozart Neves, que coordenará o programa do Ministério da Educação.

Editoria de Arte/Folhapress

A forma de avaliar a evolução dos estudantes não está definida. O docente reprovado poderá refazer o curso.

O número de professores participantes do programa dependerá da adesão dos Estados, que são os responsáveis pelos docentes.

O país tem cerca de 250 mil docentes de ensino médio em matemática, física, química e biologia, segundo os últimos dados do governo. Mas boa parte não tem formação na área --em física, são 90%.

OUTRAS FRENTES

"Temos um número insuficiente de professores nessas áreas. E a procura pelas licenciaturas é insuficiente", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Para tentar reverter o quadro, o programa terá outras duas frentes.

Em uma delas, o governo tentará incentivar alunos do ensino médio a escolherem o magistério nessas áreas.
Para isso, estudantes com interesse nessas matérias passarão a ter aulas de reforço e ganharão ajuda mensal de R$ 150 (paga pela União).

Eles participarão também de atividades nas universidades em grupos que reunirão docentes universitários, alunos de licenciaturas e professores das escolas básicas. A meta é recrutar 100 mil estudantes do ensino médio.

Em outra frente, os estudantes que já estão nas licenciaturas poderão fazer aulas de reforço nos conteúdos básicos, numa tentativa de diminuir a evasão nos cursos.

Ex-diretor da Unesco no Brasil (braço da ONU para educação), Jorge Werthein diz que o programa é interessante. Ele faz, porém, ressalva sobre a vinculação do certificado de pós-graduação ao professor à melhoria dos alunos.

"Ainda não se encontrou uma boa forma de avaliar o trabalho do professor. Pode haver injustiças."


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Lei tira exigência de pós-graduação para novos professores de federais


Uma lei de iniciativa do governo federal que entrou em vigor no mês passado determinou que as universidades federais não podem mais exigir nos concursos para professor os títulos de mestre ou doutor dos candidatos.

MEC diz que vai devolver autonomia a universidades

Na prática, quem só tiver diploma de graduação pode agora disputar todas as vagas abertas nas universidades. Até então, esses candidatos eram aceitos como exceção.

Após ser procurado pela Folha, o governo afirmou ontem que pretende alterar novamente a regra, para que as instituições possam voltar a exigir diploma de pós-graduação, como condição primordial para a inscrição.

O governo ainda não sabe, porém, se mandará um projeto de lei ao Congresso ou se editará medida provisória.


Dirigentes de universidades disseram à Folha que o Executivo não tinha a intenção de proibir a exigência de mestrado ou doutorado.

Houve um erro no projeto, segundo eles, só percebido quando as universidades consultaram suas áreas jurídicas para abrir os concursos.





A mudança, porém, já trouxe resultados práticos.

A Federal de Santa Catarina, por exemplo, está selecionando 200 professores com diploma de graduação (inicialmente, exigia doutorado).

Na Federal de Pernambuco, os departamentos de física e de química decidiram suspender os processos por discordar da nova regra.

Desde a década de 1990, a praxe nos concursos é exigir que os candidatos tenham doutorado ou mestrado, como forma de buscar melhor qualidade no ensino e na pesquisa. Hoje, 90% dos docentes das federais têm uma pós.

O Ministério da Educação passou a ser pressionado pelas universidades após a consultoria jurídica da pasta publicar parecer confirmando que a lei em vigor agora proíbe que as instituições barrem candidatos sem pós.

"Manifestamos publicamente nossa insatisfação, por acreditar que, sem titulação pós-graduada, a competência acadêmica e a formação de recursos humanos ficarão seriamente comprometidas", disse, em nota, o departamento de física da Universidade Federal de Pernambuco, um dos mais produtivos do país.

O Conselho Universitário da Unifesp (Federal de São Paulo) emitiu na semana passada nota de repúdio à lei, por entender que ela fere a sua autonomia de escolher o perfil dos novos docentes.


Fonte: Folha de São Paulo



quinta-feira, 21 de março de 2013

Escolas poderão decidir sobre férias durante a Copa



O ministro Aloizio Mercadante (Educação) homologou parecer do Conselho Nacional de Educação que questiona a aplicação do artigo da lei sancionada ano passado pela presidente Dilma Rousseff.

O grupo argumentou que o texto não revoga ou altera explicitamente trecho da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) que diz que o calendário escolar deve ser fixado pelas escolas seguindo as "peculiaridades" de cada região.

Por ser uma lei específica sobre o ensino no país, a LDB se sobrepõe à lei da Copa, justificou Mozart Ramos, relator do assunto no conselho.

"Assim, os sistemas de ensino deverão estabelecer seus calendários escolares (...) ao tempo em que se recomendam eventuais ajustes nos calendários escolares em locais que sediarem os jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014", afirma trecho de decisão publicada nesta terça-feira (19) no Diário Oficial da União.

quarta-feira, 20 de março de 2013

LÍNGUA INGLESA PODE SER RETIRADA DO CURRÍCULO ESCOLAR




A língua inglesa pode ser retirada do currículo Escolar brasileiro a partir de 2015, se a Câmara dos Deputados, em Brasília, aprovar um projeto que considera o Ensino da disciplina irrelevante, ou seja, sem nenhuma importância para o currículo educacional.


O projeto inicial do deputado federal Francisco Praciano (PT), membro titular da comissão especial que foi criada para promover, apresentar e debater propostas para a reformulação do Ensino médio, foi aprovado ontem.

A comissão parlamentar pede ainda uma audiência pública para debater o que o Praciano chamou em seu relatório de “notório fracasso do processo de Ensino-aprendizagem de língua estrangeira nas Escolas do Ensino médio do nosso país”.

No pedido de audiência pública, o deputado amazonense transcreveu alguns trechos dos parâmetros curriculares nacionais para o Ensino médio, mas criticou severamente a forma como a disciplina vem sendo lecionada em sala de aula.

“É público e notório o descaso com o Ensino de língua estrangeira nas Escolas do Ensino médio. Na verdade, o inglês é hoje um mero acréscimo, principalmente nas Escolas da rede pública, onde tem carga horária reduzida, deficiência quanto à formação de Professores, ausência de um ambiente propício para o aprendizado da língua em razão, principalmente, da superlotação das salas de aula, além de material didático reduzido, que em regra se resume ao pincel e livro didático”, criticou o parlamentar.

Segundo o secretário do Fórum de Educação do Amazonas, Paulo Henrique Gravata, criticou a atitude do parlamentar, explicando que a retirada da disciplina pode significar em um duro golpe aos cerca de 800 profissionais que são formados todos os anos pelos centros de Ensino superior no Estado.

Gravata explicou ainda que, de acordo com a nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB), o Ensino de língua estrangeira é obrigatório no Ensino fundamental a partir do 5º ano, mas deixa brechas quando diz que a lei deve ser cumprida dentro das disponibilidades da instituição, sendo assim não está havendo a motivação necessária para o Ensino de uma segunda língua no Ensino público, havendo assim um desinteresse do próprio Aluno em relação à presença na grade curricular.

“Se for aprovada essa retirada, o resultado mais imediato é a redução no total de empregos disponíveis na capital e interior. Por isso entendemos que, em vez de retirar a língua inglesa, deveria se pensar em ampliar os investimentos na qualidade do Ensino dessa disciplina”, criticou.

Atuando na área há 10 anos pelo Estado, o Professor Carlos Eduardo Fontenelle, também foi um dos que criticaram a falta de estrutura dada à disciplina. Segundo ele, os graduados na língua não se sentem motivados a seguirem com a sua formação para obterem mais sucesso em sala de aula, o que contribui também para a decadência da disciplina.

“Mas muitas vezes o Professor de inglês não é fluente na língua, limitando assim seus recursos, utilizando deste modo a gramática e a tradução de uma maneira isolada, o que torna a aula monótona, pois não utiliza os recursos para motivarem os Alunos, de modo que eles acabam se desinteressando pela disciplina”, explicou. 


Fonte: http://www.todospelaeducacao.org.br

Mestrado e Doutorado ficam mais valorizados e menos buroctatizados


Acompanhando a maneira como as grandes nações tratam a qualificação e reconhecimento de diplomas obtidos em universidades estrangeiras os Estados, Municípios e Instituições de Ensino do Brasil vêm realizando ações que favorecem os portadores de diploma de mestrado ou doutorado obtidos em instituições estrangeiras.

Nos países ditos desenvolvidos, por exemplo, Estados Unidos, para que o diploma seja aceito não se faz necessário sua revalidação e nem obrigatoriedade de ser submetido a uma universidade. O requisito exIgido é que o diploma seja expedido por uma universidade reconhecida e o programa contemple o conteúdo para o exercício da profissão. Alguns cursos exigem uma complementação de estudo devido as peculiaridades de cada país. Por exemplo, um diploma em contabilidade o candidato cursa algumas displinas adicionais, em outros cursos pode ser adicionalmente necessário a realização de um teste. Obtendo êxito é feito e registro no conselho correspondente. Nos cursos da área da saúde, na grande maioria, é necessário uma residência. Para os diplomas de nível Stricto Sensu a aceitação é imediata. Quem aceita é a instituição ou entidade onde o candidato vai trabalhar ou lecionar.

No Brasil a regra é ocorrer a revalidação, como preconiza a LDB. Entretanto isso é uma situação transitória que irá mudar tão logo seja aprovado o Projeto de Lei do Senado PLS Nº399. O que se percebe é que o processo de revalidação gradualmente vem se extinguindo. Algumas universidades, Estados e Municípios não mais exigem a revalidação do diploma, pois como o próprio termo diz: ele já é validado por uma por uma universidade reconhecida.

Outro instrumento importante é o Decreto Lei 5518 que trata Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do Mercosul possibilita o exercício da profissão nos Estados Partes do MERCOSUL.

Recentemente o Estado de Roraima aboliu a necessidade de revalidação de diploma obtidos em outros países. (Lei Estadual nº 895 25/01/2013 publicada no DOE em 25/01/2013).

A Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA estabeleceu as normas sobre o reconhecimento interna corporis de Títulos de Pós-Graduação Stricto Sensu obtidos em instituições estrangeiras por servidores docentes e técnico-administrativos da instituição. Ou seja, o reconhecimento interna corporis é a declaração do nível e da aceitação, por parte da UVA, de títulos expedidos por instituições estrangeiras de ensino superior, para fins de desenvolvimento funcional de seus quadros e para fazer jus ao incentivo salarial. A decisão favorece aos professores da UVA que realizaram ou estão participando de curso de mestrado ou doutorado. A Resolução também dispensa a tradução juramentada dos documentos, caso estes tenham sido oriundos de países de língua espanhola (MERCOSUL, por exemplo) e o prazo máximo para o reconhecimento dos títulos se dará em um tempo nunca superior a 60 dias, a contar da data da solicitação (Fonte: Facebook Professor Julênio Braga – Sobral/CE ).

Este contexto mostra que as pessoas que cursaram ou estão cursando mestrado ou dotorado estão capitalizando grandes oportunidades. Essa titulações possibilitam ao candidato novos empregos, carreiras em paralelo, progressão funcional, aumento salarial etc por meio de atividades tais como: lecionar em instituições de ensino (públicas e particulares), pesquisar, escrever livros e artigos científicos, realizar palestras, consultorias, atuar no setor público e privado etc.

Como existe no Brasil uma reduzida oferta de cursos Stricto Sensu vêm ocorrendo aumento pela procura desses profissionais no mercado de trabalho. Encontra-se em curso a criação de 200 IES públicas pelo governo federal e a geração de mais de 70.000 mil novos empregos na área educacional. 

Atualmente está ocorrendo continuamente o remanejamento de docentes das instituições de ensino privadas para IES públicas. O salário inicial de um doutor numa IES pública gira em torno de R$7.000,00 podendo chegar a R$13.000,00 após ascenção na carreira docente. 

As IES particulares tem uma carência grande de docentes mestres e doutores. O MEC exige, no mínimo, que 50% do corpo docente de qualquer IES seja composto por mestres e doutores.

Para suprir a oferta de cursos dessa titulação uma ótima oportunidade são os cursos ofertados pelas universidades do MERCOSUL devidos os seguintes aspectos: geograficamente estão mais próximas, possuem qualidade como os do Brasil e o valor do investimento é 60% menor em relação aos preços do Brasil.

Tendo como parâmetro a Universidade das Américas – UNIAMERICAS (www.uniamericas.com.br) que oferta cursos de mestrado e doutorado nas áraes das Educação, Saúde e Administração e em diversas modalidades, operando em convênio com universidades do MERCOSUL, adota um programa diferenciado específico para alunos que residem em vários Estado do Brasil com um valor de investimento em média 70% menor, pagamento em real em até 24 parcelas sem correção monetária.

O governo federal vem ofertando bolsas de estudo para alunos mais jovens dos cursos de graduação, mestrado e doutorado em vários países. Existe um outro grande contigente de pessoas (docentes e servidores de universidades federais e particulares, profissionais de diversas áreas) que está cursando mestrado e doutorado nas universidades do MERCOSUL na UNIAMERICAS em programs especiais.

Muito brevemente deve ocorrer uma desburocratização do processo de revalidação de diplomas Stricto Sensu obtidos em universidades estrangeiras. As ações em curso e a necessidades desses profissionais vem ocasionando a mudança da exigência da revalidação. Sem a disponibilidade de mestres e doutores a abertura de novas IES fica projudicada, bem como a pesquisa e desenvolvimento.

O setor educacional deve crescer muito nos próximos anos. O mercado de trabalho atualmente já necessita fortemente desses profissionais. No Brasil existe grandes oportunidades para os portadores de diploma de mestrado e doutorado.


Universidade das Américas - UNIAMERICAS
www.facebook.com/FanPageUniamericas
www.uniamericas.com.br

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Estudantes que faltaram ao Enade podem justificar ausência



Os estudantes que perderam o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), realizado no domingo passado, têm de hoje (28) a 11 de janeiro de 2013 para apresentar o pedido de dispensa da prova, que é obrigatória para obtenção do diploma. O prazo foi divulgado hoje no Diário Oficial da União.

O pedido de dispensa deve ser feito por formulário disponível no site do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Para a autarquia, são considerados para fins de dispensa “motivos de saúde, mobilidade acadêmica ou outros impedimentos relevantes de caráter pessoal, devida e formalmente justificados perante a instituição”.

O formulário deve ser entregue na própria instituição de ensino, que vai analisar a dispensa. Quem não fez a prova e justificou a ausência terá no histórico escolar a menção "estudante dispensado de realização do Enade, por razão de ordem pessoal". Os alunos que tiverem o pedido de dispensa negado poderão recorrer diretamente ao Inep no período de 12 a 31 de janeiro de 2013.

Dos 587.351 alunos que se inscreveram na edição do Enade de 2012, 20,1% não compareceram ao exame (118.056). Em todo país, 469.478 estudantes concluintes de cursos superiores de graduação ou tecnológicos fizeram a prova.

O Enade é um instrumento do Ministério da Educação para avaliar a qualidade dos cursos e instituições de ensino públicas e particulares de todo o país. As provas e os gabaritos do exame devem ser publicados ainda hoje no site do Inep. O resultado final do exame será divulgado até 25 de dezembro. Da Agência Brasil.

Informações: Agência Brasil

Analfabetismo cai no país


Os índices de analfabetismo vêm caindo no Brasil nos últimos dez anos, mas ainda são altos na camada da população com mais de 60 anos, que registra 24,8% de analfabetos, praticamente um quarto do total nessa faixa etária. O dado faz parte da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2012, divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), comparando-se o intervalo de dez anos, entre 2001 e 2011.

De acordo com os dados da pesquisa, a proporção de pessoas com 15 anos ou mais que não sabia ler nem escrever caiu de 12,1%, em 2001, para 8,6% em 2011. No ano passado, 8,8% dos homens nessa faixa etária eram analfabetos. Entre as pessoas de cor preta ou parda, 11,8% não sabiam ler nem escrever, enquanto entre as de cor branca, esse percentual cai para menos da metade: 5,3%. Na Região Nordeste, do total da população acima de 15 anos, 16,9% eram analfabetos. Na Região Norte, o índice chegou a 10,2%, e nas áreas rurais do país, a 21,2%.

Para o educador Mozart Neves Ramos, que foi reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e já ocupou a secretaria de Educação do estado, a queda nas taxas de analfabetismo precisa ser mais expressiva. “De fato, o analfabetismo pleno vem caindo, mas não na velocidade que o país precisa para alcançar a meta de chegar a 6,7% na faixa de 15 anos ou mais em 2015. Na proporção que vem caindo, na base de 0,3% a 0,4%, nos últimos anos, a gente observa que o esforço tem sido grande, mas ainda é insuficiente.”

Membro do conselho de governança da organização civil Todos pela Educação, Mozart diz que é necessário haver um investimento maior em professores especializados em alfabetização, principalmente para ensinar o público adulto, que não tem a mesma facilidade de aprendizado de um estudante jovem.

“No percentual de 15 anos de idade para baixo, o Brasil vem atingindo resultados expressivos. As crianças de hoje estão muito mais alfabetizadas do que as de 20 ou 30 anos atrás. O problema é no grupo de 45 anos ou mais, nas regiões Norte e Nordeste, e nos grotões. É dificílimo pegar o homem do campo, que trabalha durante o dia, e fazer com que ele se desloque para a escola. É um grande desafio alfabetizar essas pessoas adultas. Qualquer que seja o método, é preciso ter um professor bem formado.Mas é difícil recrutar bons alfabetizadores, porque o salário pago é muito baixo.”

Outro dado demonstrado na pesquisa do IBGE é a queda na inadequação da relação idade-série. Em 2001, 36,9% dos jovens de 15 a 17 anos estavam na série correspondente à faixa etária. Dez anos depois, em 2011, o percentual teve um forte crescimento, chegando a 51,6%. O avanço foi maior justamente entre a população de menor renda, que registrava apenas 13% de adequação idade-série em 2001 e praticamente triplicou em uma década, saltando para 36,8% em 2011.

* Com informações da Agência Brasil


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

MEC entrega tablets a professores do ensino médio


Ministro entrega tablets para iniciar formação de professor do ensino médio


Os 53 coordenadores estaduais do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo Integrado) e representantes de 18 universidades federais participantes do programa receberam tablets nesta terça-feira, 20, em Brasília. A entrega foi feita pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O MEC adquiriu 5 mil unidades do equipamento, a serem usadas em cursos de formação dos coordenadores. Após o curso, eles treinarão multiplicadores, que serão os responsáveis por capacitar professores do ensino médio.

O ministro destacou a importância da inserção dos professores e das escolas no ambiente tecnológico. “Estamos avançando em uma sociedade do conhecimento, os acervos digitais estão disponíveis na internet”, disse. “Então, é preciso inserir os professores e a escola neste contexto. Temos este desafio.”

Segundo Mercadante, os equipamentos auxiliarão os professores na sala de aula. Ele explicou que o professor do ensino médio poderá preparar a aula no tablet e transmitir o conteúdo em um projetor interativo ou ainda fazer pesquisas. Todas as escolas indicadas pelos estados receberão um projetor para cada quatro salas de aula e dois tablets de 9,7 polegadas.

Este ano, o MEC transferiu recursos a 24 estados e ao Distrito Federal para a compra dos equipamentos no valor de R$ 117 milhões, o equivalente a 382.317 tablets, destinados a escolas públicas. Foram licitados dois modelos — um com sete e outro com 9,7 polegadas. A tela do equipamento tem resolução de 1.024x600 pixels, armazenamento interno de 16 gigabytes e processador de um giga-hertz. A entrega dos aparelhos nas escolas ocorrerá no próximo ano.

Conexão — O aparelho conecta-se a redes sem fio (tecnologia WiFi), entre outras especificações técnicas. Além disso, para ampliar as funcionalidades pedagógicas, o tablet pode ser conectado a televisores, monitores e projetores, de forma a possibilitar apresentações em sala de aula ou em outros ambientes.

A compra dos equipamentos ocorreu por meio de pregão eletrônico, que contou com a participação de 20 empresas. As vencedoras foram a Positivo e a Digibrás, ambas nacionais, que fazem a montagem dos equipamentos no Brasil.

Estados e municípios podem aderir diretamente ao registro de preços, cuja ata terá vigência até junho de 2013. Além disso, as empresas farão a entrega e oferecerão garantia de 24 meses.

O modelo de sete polegadas, para distribuição nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste, tem um custo de R$ 278,90 e R$ 276,99 para Nordeste e Sul. Já o modelo de 9,7 polegadas pode ser adquirido pelos estados por R$ 461,99 para o Centro-Oeste, Norte e Sudeste e por R$ 462,49 para Nordeste e Sul.

O modelo de licitação dos tablets é o mesmo de outros processos licitatórios do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), como compras de uniformes, ônibus escolares, mobiliário para escolas da rede pública, entre outros. A aquisição em escala reduz os preços dos produtos licitados. Outras vantagens são maior transparência nas licitações, rapidez na contratação, padronização e controle de qualidade.


Fonte: Portal do MEC

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Inep aplica Enade no próximo domingo




O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) vai aplicar, no próximo domingo (25), o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) para estudantes universitários que concluem a graduação em todo país. Devido à greve das instituições de ensino superior, foram dispensados os estudantes que colariam grau em agosto deste ano. Também estão liberados do exame, os alunos matriculados em instituição estrangeira e os calouros (alunos ingressantes em 2012).

Serão avaliados este ano os cursos de administração, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, psicologia, relações internacionais, secretariado executivo e turismo. Os cursos superiores de tecnologia das áreas de gestão comercial, gestão de recursos humanos, gestão financeira, logística, marketing e processos gerenciais também serão avaliados.

De acordo com Inep, em 2012 não haverá processo de amostragem. Todos os estudantes que concluem a graduação este ano serão obrigados a fazer a prova. Segundo a autarquia, o aluno concluinte que não realizar a prova não receberá o diploma, já que o Enade é componente curricular obrigatório.

Entre os objetivo do Enade está a avaliação do desempenho dos estudantes com relação aos conteúdos previstos nos cursos de graduação e a aferição do nível de atualização dos estudantes com relação à realidade brasileira e mundial.

Os resultados da avaliação são utilizados em atividades de regulação do ensino superior pelo Ministério da Educação (MEC), como a elaboração de conceitos e indicadores de qualidade de instituições de ensino e de seus respectivos cursos. Criado em 2004, o Enade é aplicado anualmente pelo Inep e integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

A prova será realizada às 13 horas de domingo (hora de Brasília). Para saber o local, o aluno pode consultar o sistema do Enade com o número do CPF. O resultado do exame deve ser divulgado até dia 25 de dezembro. 

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Professora que fotografou escola alagada tem demissão suspensa

Após divulgar fotos em que mostra estudantes tendo que usar guarda-chuvas dentro de sala de aula
em escola do ensino municipal de Imperatriz (MA), a professora Uiliene Araújo Santa Rosa,
relatou em seu perfil no Facebook ter sido demitida pela Secretaria de Educação do município



A professora que fotografou e divulgou as imagens de estudantes tendo aulas em uma sala alagada no município de Imperatriz, no Maranhão, teve a demissão suspensa nesta quarta-feira. De acordo com a assessoria da prefeitura da cidade, a decisão partiu do próprio prefeito reeleito da cidade, Sebastião Madeira, após a repercussão do caso.


Uiliene Araújo Santa Rosa, que lecionava no Colégio Municipalizado Guilherme Dourado, publicou no dia 12 de outubro fotos que mostravam alunos usando guarda-chuvas enquanto faziam prova dentro da sala de aula.

O conteúdo ainda mostrava o piso do local alagado. Segundo uma publicação feita por Uiliene na quinta-feira em seu perfil no site de relacionamento, ela disse que inicialmente divulgou as imagens sem identificar a instituição de ensino, para preservar os alunos.

No entanto, no mesmo post ela afirma que "depois da denúncia varreram até em cima da escola e colocaram 'telhas de vidro' no local dos buracos e ainda ameaçaram os alunos que compartilharam com expulsão da escola". Também contou a que a diretora do colégio, Ivone Carvalho Milhomem, a afastou do cargo, a colocando à disposição da secretaria de Educação do município, que então teria feito a recisão de contrato.

Ontem foi feita uma reunião na Câmara de Vereadores da cidade para tratar do caso. Os parlamentares aprovaram um pedido de explicação por parte do prefeito sobre a decisão de demitir a professora. O gestor terá um prazo de 30 dias para se manifestar.

O Terra entrou em contato com Uiliene e também com a Secretaria Municipal de Educação de Imperatriz, mas ainda não obteve retorno de nenhum das partes.

Fonte: Blog do Prof. Ivanilson

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Professora é demitida após divulgar fotos de escola

Chão da sala de aula ficou alagado após chuva
(Foto: Uiliene Araújo/Arquivo Pessoal)

A divulgação em redes sociais de fotos que mostram alunos fazendo prova embaixo de guarda-chuvas causou a demissão de uma professora do ensino municipal de Imperatriz (MA). As imagens causaram impacto e o caso ganhou repercussão na cidade. O secretário municipal de Educação, Zeziel Ribeiro da Silva, disse que a medida foi tomada porque a professora procedeu de forma errada. A reportagem foi sugerida por um internauta através do VC no G1.

Uiliene Araújo Santa Rosa, de 24 anos, foi afastada e teve seu contrato com a Prefeitura Municipal de Imperatriz encerrado nesta sexta-feira (26), após a publicação das fotos que mostravam uma sala de aula do Colégio Municipalizado Guilherme Dourado. Nas imagens, é possível ver os alunos se protegendo com guarda-chuvas, além do chão da sala de aula alagado e buracos no telhado da instituição. De acordo com a professora, a intenção ao publicar as imagens era chamar a atenção para os problemas da rede municipal. “Não identifiquei o nome do colégio ou de qualquer funcionário da instituição, mas publiquei as fotos em meu perfil pessoal, pois acredito que não se deve ficar de braços cruzados diante de uma situação assim”, falou ao G1.

Após a publicação das fotos, Uiliene conta que percebeu que os colegas a tratavam de forma diferente. “Quando voltamos do feriado, percebi que os funcionários me olhavam de uma forma diferente e já não falavam comigo. Era por causa das fotos. Então começaram a boicotar minhas aulas. Não liberavam data-show ou televisão para que eu trouxesse material para os meus alunos, coisa que faziam para os outros professores”, afirmou ela.

Na mesma semana em que as imagens foram divulgadas, a professora conta que a Secretaria de Educação providenciou reparos imediatos no telhado da escola. No dia 25 deste mês, no entanto, Uiliene foi afastada de seu cargo na unidade Guilherme Dourado e na sexta-feira (26), a professora recebeu um comunicado que anunciava o encerramento de seu contrato com a Prefeitura Municipal de Imperatriz por atos de conduta incabível.

“Fui punida pela publicação das fotos e isso não é justo. É o tipo de coisa que acontecia na época da ditadura, mas estamos em uma democracia, não é? Ela [a diretora] não está agindo como uma gestora. Está tratando a escola como propriedade privada, mas a escola é de propriedade pública, é do município. Acredito na liberdade de expressão e em formar alunos com uma visão crítica, que não se conformem com as coisas do jeito que elas estão. Cresci vendo meu pai e meus professores reivindicando os direitos de educação e aprendi a dar valor a ela, então não poderia ficar de braços cruzados frente a essa situação”, relatou a professora.


Uiliene, que se formou no ano passado, começará a dar aulas no ensino superior, mas não pretende abandonar a luta pela valorização da educação fundamental. “Passarei a dar aula para o ensino superior, mas já dei aulas em várias escolas municipais desde a época da faculdade e sei o estado delas. Tenho um filho pequeno e fico pensando, será em um colégio como esse que ele terá que estudar?”, pergunta a jovem.

Repercussão
Após chuva, sala de aula do Colégio Municipalizado Guilherme Dourado ficou alagada e alunos
tiveram que se proteger com guarda-chuvas (Foto: Uiliene Araújo/Arquivo Pessoal)

Publicadas em seu perfil pessoal no Facebook, as quatro fotos que mostram o estado da sala de aula do Colégio Municipalizado Guilherme Dourado já contam com quase 200 compartilhamentos e diversos comentários em apoio à professora e indignação diante da estrutura e atitude da unidade.

Em contato com o G1, o secretário municipal de Educação, Zeziel Ribeiro da Silva, confirmou a demissão da professora. De acordo com ele, Uiliene Araújo Santa Rosa é seletivada e seu contrato foi rescindido após a postagem da situação da escola nas redes sociais. O secretário afirmou que o episódio foi isolado e que a escola, que fica no parque São José, um bairro da periferia de Imperatriz, tem um dos melhores prédios entre as municipalizadas da cidade.

Ainda segundo o secretário, uma ventania ocorrida logo após a eleição destelhou a sala mostrada nas imagens e que no dia em que as fotos foram tiradas uma prova seria realizada, mas que a professora poderia ter evitado a situação. Zeziel alegou que em nenhum momento a professora procurou a direção da escola ou mesmo a Secretaria de Educação para denunciar o caso. Ele afirmou, ainda, que a demissão foi comunicada ao prefeito Sebastião Madeira, que autorizou o procedimento.

O secretário alegou que problemas internos não deveriam ser tratados em redes sociais e que a funcionária, efetivada há quatro meses, procedeu de forma errada. Ele afirma que não há perseguição contra a professora e que a medida administrativa também seria tomada em relação a outro funcionário que cometesse o erro.


Fonte:  g1.globo.com



sábado, 20 de outubro de 2012

É a escola a normatizadora social?






A legenda da foto é essa:

“O que vocês pensam sobre essa imagem? Alguns acham que é para evitar cópia e filas. Eu discordo. Acho que é de pensamento quadrado, iguais para todos, provas decorebas, onde as ideias não são livres. E você o que tem a dizer?”

E a descrição da página  diz:

“Segundo Paulo Freire, a educação tem a função de libertar, de abrir a mente, de conscientizar e fazer com que as pessoas reflitam sobre suas ações e tomem seu lugar de protagonistas de suas próprias histórias…”

Algumas considerações:

1 – Como ser “libertadora” uma educação em que os próprios professores são subjugados, acachapados, explorados em seus salários, postos em 2, 3 ou mais empregos, com 3, 4 ou mesmo 6 turmas em cada um e com 25, 30 ou mais de 40 alunos em cada turma?

2 – Diz o senso comum que o “pensamento quadrado, iguais (sic) para todos, (…) onde as ideias não são livres” é próprio da escola. Diz o senso comum que as crianças assim são por causa da escola.

Ora, os alunos passam 4 horas por dia na escola. Passam 20 horas por dia “no mundo”.

No mundo, eles assistem televisão: faustão, ratinho, luciano hulk, xuxa, zorra total, big brother…

No mundo, eles ficam em casa: sub-moradias umas em cima das outras, sem ventilação adequada, com poucos cômodos e muitas pessoas em cada casa…

No mundo, eles ficam na rua: sem saneamento, sem praças, sem áreas de lazer decentes, sem árvores…

No mundo, eles não têm acesso a cinema de qualidade, teatro, música decente… mas eles vão a bailes funk…

No mundo, eles se relacionam com traficantes e são, muitas vezes, subjugados pela violência, seja do próprio tráfico, seja de milícias, seja da própria polícia, feita para o topo da pirâmide…

No mundo, eles não têm acesso a livros nem leitura de qualquer espécie… sim, talvez jornais de manchetes com cabeças cortadas e mulheres de biquíni na capa…

No mundo, os “heróis” deles e as pessoas às quais o “mundo” demonstra que eles têm que ter como espelho são os traficantes, os jogadores de futebol, os cantores de pagode, os heróis do big brother…

Mas tudo isso que eles não têm e, para além disso, algo diferente do que eles têm no mundo, no entanto, é tentado oferecer dentro daquelas 4 horinhas que eles ficam dentro da escola.

Mas, pela pressão “do mundo”, nada disso os interessa e ficamos nós, na escola, tentando oferecer a eles algo que eles não querem e o mundo diz que não é importante.

Mas o senso comum é que a escola é que é uniformizadora!

Enquanto este pensamento persistir – presente, inclusive, em quase todos os “especialistas” em educação – , a escola, sozinha, não conseguirá mudar o quadro.

A educação “é dever de toda sociedade” apenas na letra morta da Lei.

No mundo real, é ela contra o mundo.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira