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terça-feira, 5 de março de 2013

Concurso Internacional de Redação de Cartas




Já estão abertas as inscrições para o 42º Concurso Internacional de Redação de Cartas. O certame é promovido pelos Correios e contempla estudantes das Redes Pública e Privada com até 15 anos de idade.

Os textos devem ser inscritos em forma de carta, abordando a temática "Escreva uma carta a alguém para lhe explicar porque a água é um recurso precioso.

As inscrições prosseguem até o dia 15 de março, tendo a seguinte premiação:

Estudantes
1º-Um Tablet
2º-Uma máquina fotográfica digital
3º-Uma máquina fotográfica digital

Escolas 
1º-Um computador
2º-Uma impressora multifuncional
3º-Uma impressora multifuncional

Veja o regulamento CLICANDO AQUI.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A importância da revisão textual


Hoje, compartilhamos uma crônica a respeito do importante papel do profissional de revisão, escrita por Luis Fernando Verissimo, conhecido (e bem-humorado) autor, vizinho do Revisão para quê?.

O que poucos sabem é que o Verissimo já trabalhou como revisor de textos, veja só!

Boa leitura!





Cuidado com os revizores

Todo escritor convive com um terror permanente: o do erro de revisão. O revisor é a pessoa mais importante na vida de quem escreve. Ele tem o poder de vida ou de morte profissional sobre o autor. A inclusão ou omissão de uma letra ou vírgula no que sai impresso pode decidir se o autor vai ser entendido ou não, admirado ou ridicularizado, consagrado ou processado. Todo texto tem, na verdade, dois autores: quem o escreveu e quem o revisou. Toda vez que manda um texto para ser publicado, o autor se coloca nas mãos do revisor, esperando que seu parceiro não falhe. Não há escritor que não empregue palavras como, por exemplo: “ônus” ou “carvalho” e depois fique metaforicamente de malas feitas, pronto para fugir do país se as palavras não saírem impressas como no original, por um lapso do revisor. Ou por sabotagem.

Sim, porque a paranoia autoral não tem limites. Muitos autores acreditam firmemente que existe uma conspiração de revisores contra eles. Quando os revisores não deixam passar erros de composição (hoje em dia, de digitação), fazem pior: não corrigem os erros ortográficos e gramaticais do próprio autor, deixando-o entregue às consequências dos seus próprios pecados de concordância, das suas crases indevidas e pronomes fora do lugar. O que é uma ignomínia. Ou será ignomia? Enfim, não se faz.

Pode-se imaginar o que uma conspiração organizada, internacional, de revisores significaria para a nossa civilização. Os revisores só não dominam o mundo porque ainda não se deram conta do poder que têm. Eles desestabilizariam qualquer regime com acentos indevidos e pontuações maliciosas, além de decretos oficiais ininteligíveis. Grandes jornais seriam levados à falência por difamações involuntárias, exércitos inteiros seriam imobilizados por manuais de instrução militar sutilmente alterados, gerações de estudantes seriam desencaminhadas por cartilhas ambíguas e fórmulas de química incompletas. E os efeitos de uma revisão subversiva na instrução médica são terríveis demais para contemplar.

Existe um exemplo histórico do que a revisão desatenta – ou mal-intencionada – pode fazer. Uma das edições da Versão Autorizada da Bíblia publicada na Inglaterra por iniciativa do rei James I, no século XVII, ficou conhecida como a “Bíblia Má”, porque a injunção “Não cometerás adultério” saiu, por um erro de impressão, sem o “não”. Ninguém sabe se o volume de adultérios entre os cristãos de fala inglesa aumentou em decorrência dessa inesperada sanção bíblica até descobrirem o erro, ou se o impressor e o revisor foram atirados numa fogueira juntos, mas o fato prova que nem a palavra de Deus está livre do poder dos revisores.

A mesma bíblia do rei James serve como um alerta (ou como o incentivo, dependendo de como se entender a história) para a possibilidade que o revisor tem de interferir no texto. O objetivo de James I era fazer uma versão definitiva da Bíblia em inglês, com aprovação real, para substituir todas as outras traduções da época, principalmente as que mostravam uma certa simpatia republicana nas entrelinhas (como a Bíblia de Genebra, feita por calvinistas e adotada pelos puritanos ingleses, e que é a única Bíblia da História em que Adão e Eva vestem calções. Para isso, James reuniu um time dividido entre os que cuidariam do Velho e do Novo Testamento, das partes proféticas e das partes poéticas, etc. Especula-se que as traduções dos trechos poéticos teriam sido distribuídas entre os poetas praticantes da época, para revisarem e, se fosse o caso, melhorarem, desde que não traíssem o original. Entre os poetas em atividade na Inglaterra de James I estava William Shakespeare. O que explicaria o fato de o nome de Shakespeare aparecer no Salmo 46 – “shake” é a 46ª palavra do salmo a contar do começo, “speare” a 46ª a contar do fim. Na tarefa de revisor, e incerto sobre a sua permanência na História como sonetista ou dramaturgo, Shakespeare teria inserido seu nome clandestina e disfarçadamente numa obra que sem dúvida sobreviveria aos séculos. (Infelizmente, diz Anthony Burgess, em cujo livro A mouthful of air a encontrei, há pouca probabilidade de esta história ser verdadeira. De qualquer maneira, vale para ilustrar a tentação que todo revisor deve sentir de deixar sua marca, como grafite, na criação alheia.)

Não posso me queixar dos revisores. Fora a vontade de reuni-los em algum lugar, fechar a porta e dizer “Vamos resolver de uma vez por todas a questão da colocação das vírgulas, mesmo que haja mortos”, acho que me têm tratado bem. Até me protegem. Costumo atirar os pronomes numa frase e deixá-los ficar onde caíram, certo de que o revisor os colocará no lugar adequado. Sempre deixo a crase ao arbítrio deles, que a usem se acharem que devem. E jamais uso a palavra “medra”, para livrá-los da tentação.



VIP Exame, mar. 1995, p. 36-37. © by Luis Fernando Verissimo  - Via http://revisaoparaque.com





sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Manual do MEC sobre a correção da redação do Enem 2012


O Ministério da Educação divulgou, na tarde desta segunda-feira (30), o manual "A redação no Enem 2012 - Guia do Participante", um documento destinado aos mais de 5,7 milhões de estudantes que se inscreveram para a edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em 50 páginas, o manual esclarece com detalhes as novas regras de correção da prova de redação do exame, que acontece nos dias 3 e 4 de novembro.


 Segundo presidente do Inep, Luiz Claudio Costa, o objetivo do material é detalhar os critérios utilizados na correção e tornar o processo mais transparente. Em 2011, mais de 120 estudantes entraram na Justiça para pedir vistas da prova, por não concordarem com o resultado. Até o fim de janeiro, em 79 casos a Justiça exigiu uma nova correção da redação, e apenas dois casos resultaram em alteração de nota.

"No guia está definido o que se espera de cada uma das competências da redação com exemplos. Queremos dar mais objetividade à correção de um texto que é subjetivo", disse o ministro Aloizio Mercadante nesta segunda, em entrevista coletiva, em Brasília.


A nota final da redação do Enem --que vai de 0 a 1.000-- é calculada pela média aritmética das duas notas atribuídas à prova por dois avaliadores independentes. Cada um deles avaliará cinco competências, que permanecem iguais às das edições passadas do exame (veja tabela abaixo). O candidato pode somar no máximo 200 pontos em cada competência.




VEJA AS COMPETÊNCIAS DA REDAÇÃO DO ENEM
Competência I: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita

Competência II: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

Competência III: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Competência IV: Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação.

Competência V: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

(Fonte: Inep)


A principal mudança instituída pelo MEC neste ano se refere à discrepância entre estas duas notas e vale tanto para a nota final quanto para a nota de qualquer uma das competências. Pelo manual, uma discrepância acontece quando as notas finais dos avaliadores diferirem entre si em mais de 200 pontos --no ano passado, essa divergência era de 300 pontos--, ou quando as notas por competência diferirem em mais de 80 pontos.

Para solucionar a divergência, um terceiro avaliador será convocado para corrigir a redação, e sua nota será considerada final. Esse procedimento também já era praticado nas edições anteriores. Porém, se esta terceira pontuação continuar discrepante em relação às demais, uma banca composta por três examinadores atribuirá a nota final.

Clique na imagem abaixo para melhor visualizá-la.

Páginas do manual "A redação no Enem 2012 - Guia do Participante", divulgado nesta segunda-feira (30)
(Foto: Reprodução)

Competências explicadas
O manual explica ainda quais são os critérios que orientam os avaliadores na hora de pontuar cada competência. São seis os níveis de pontuação: zero, 40, 80, 120, 160 e 200. Cada um se refere à variação do domínio apresentado pelo candidato.

Por exemplo, na competência 1 (demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita), recebe nota zero quem demonstrar "desconhecimento total da norma padrão". O candidato que mostrar "domínio insuficiente da norma padrão, apresentando graves e frequentes desvios gramaticais e de convenções da escrita", receberá 40 pontos. Quem tiver "domínio mediano da norma padrão, apresentando grande quantidade de desvios gramaticais e de convenções da escrita graves ou gravíssimos" somará 80 pontos.

Caso o avaliador julgar que o estudante tem "domínio adequado da norma padrão, apresentando alguns desvios gramaticais graves e de convenções da escrita", a nota atribuída será de 120 pontos na competência 1. Já quem demonstrar "bom domínio da norma padrão, apresentando poucos desvios gramaticais leves" receberá 160 pontos, e quem não apresentar, ou apresentar pouquíssimos desvios gramaticais leves e de convenções da escrita, receberá a pontuação máxima, 200.

Exemplos de redações nota 1.000 
O Ministério da Educação selecionou ainda seis exemplos de redações que tiveram nota 1.000 no Enem 2011. Os textos foram acompanhados de uma explicação geral sobre o tema, que no ano passado foi "Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado", e de comentários gerais a respeito da construção dos textos de candidatos do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de São Paulo.

Para executar o novo sistema, o MEC anunciou o aumento de 40% no quadro de avaliadores, de 3.000 para 4.200 a partir deste ano. O ministro Aloizio Mercadante também afirmou, em maio, que o ministério firmou um termo de ajustamento de conduta com a Justiça no final do ano passado, no qual ficou definido que os estudantes teriam acesso à correção da prova de redação mediante um pedido.

Fonte: G1

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Como fazer uma boa redação



No próximo domingo (25), boa parte de meus alunos que cursam o 9º ano do Ensino Fundamental estarão realizando a 2ª avaliação do ProITEC - Programa de Iniciação Tecnológica e Cidadania. O ProITEC é um curso de formação inicial e continuada, na modalidade de educação a distância, com carga-horária total de 160 horas. Os estudantes inscritos recebem material gratuito e assistem a aulas presenciais e teleaulas e ainda participam de um exame de seleção realizado em duas etapas. Os melhores colocados garantem uma vaga, em 2012, no Instituto Federal do Rio Grande do Norte - IFRN. Nesta segunda fase do exame que ocorrerá no domingo, além da prova com questões objetivas, os alunos deverão fazer uma prova discursiva. É a famosa e tão temida redação. 

Em vista disso, apresento aqui aos meus e a tantos outros alunos que apreensivos, nesta etapa final, correm em busca de dicas para se dar bem na redação. Vale contudo lembrar que não há receita para se escrever um bom texto. Como professora, uma de minhas preocupações é esclarecer aos estudantes que, se a intenção é obter sucesso na produção textual, só há duas coisas a fazer: ler, ler e ler; escrever, escrever, escrever. Apesar disso já ser lugar-comum, não há como fugir da máxima de que o hábito de leitura ajuda a desenvolver a escrita. Também não se pode negar que redigir, assim como nadar, jogar futebol e andar de bicicleta,  só se aprende mesmo praticando.

Afora isso, resta-nos algumas dicas rápidas que podem auxiliar no momento da produção do texto. Vamos a elas:

- Use sempre caneta azul ou preta para escrever seu texto.

- A sua redação deve ser limpa, com uma letra legível. Lembre-se que seu texto precisa ser lido e compreendido para ser avaliado.

- Respeite as margens da folha.

- Nada de colorir o seu texto ou destacar o título. Esse deve ser escrito com a mesma letra e caneta que o texto.

- Seja direto e use linguagem simples, clara. O uso de termos dos quais você não tem segurança (seja na escrita ou no significado) podem comprometer a compreensão do seu texto.

- Evite palavras científicas, elas podem conter um significado muito específico e não se adequarem ao contexto em que você as aplicou.

- Não use figuras históricas a menos que seja indispensável, pois caso você se engane a respeito de alguma informação sobre aquela pessoa você estará prejudicando a verossimilhança do texto.

- Evite os lugares comuns, conhecidos também como âncoras, clichês, etc. São palavras, expressões ou frases usadas anteriormente por outras pessoas ou por você e que se tornaram conhecidas.

- Nunca use gírias ou figuras de linguagem. Dessa maneira você pode não ser claro quanto ao conteúdo da sua redação.

- Evite ao máximo, semelhanças com a oralidade. Lembre-se que quando escrevemos uma redação (especialmente em concursos) devemos obedecer às normas da língua culta.

- Não use expressões do tipo “eu acho”, “eu penso”, “eu sinto” ou semelhantes.

- Evite o excesso de vírgulas. Só as use quando for realmente necessário, pois caso o texto possua pausas desnecessárias, além de comprometer o ritmo e a continuidade do texto, comprometerá também a coerência textual.

- Não faça períodos longos demais, mas não exagere nos pontos, de maneira que o seu texto se torne uma ladainha. É necessário o devido equilíbrio. Estude o uso adequado do ponto final.

- Evite os sinais de pontuação cujo uso você não domina. A exclamação, as reticências, as aspas, o ponto e vírgula e os dois pontos são sinais que podem ser evitados caso haja uma insegurança quanto ao uso. Contudo, o uso correto desses sinais pode enriquecer o texto e torná-lo mais compreensível, auxiliando não só a construção do texto como a compreensão do mesmo.

- Marque o tamanho do parágrafo e siga esta marcação até o final do seu texto.

- Não deixe espaços vazios nas laterais das linhas pois isso pode ser descontado.

- Faça algumas linhas a mais do que foi pedido sempre, mas não se exceda e respeite os limites da folha de redação.

- Comece parágrafos, frases e nomes próprios com letra maiúscula.

- Evite rasuras mas caso aconteça coloque entre parênteses e repita a(s) palavra(s) rasurada(s).

- Só coloque título na sua redação se a proposta lhe exigir isso.

- Não é permitido carinhas, corações ou bolinhas em cima do i, o que você deve colocar é apenas um pingo. O mesmo vale para o ponto final.

- Evite repetição de termos e palavras. Faça uso de sinônimos, pronomes e elipse;

- Fundamente os argumentos, mas nunca use exemplos pessoais;

- Lembre-se: o texto é uma conversa com um interlocutor desconhecido, portanto seja o mais claro possível


Antes de escrever o texto...

- Leia atentamente a proposta. Caso seja necessário, leia mais de uma vez.

- Faça uma lista dos tópicos com os seus conhecimentos a respeito do assunto.

- Separe os tópicos entre a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.

- Use os tópicos para escrever o texto.

- Leia o texto e retire ou acrescente o que for necessário.

- Observe novamente a proposta para ter certeza de que não está fugindo ao tema.

- Reescreva e releia o texto, fazendo uma breve correção.

- Depois de corrigir os erros enxergados por você, passe a redação a limpo e não modifique mais nada.


Para finalizar, lembre-se que a prova de redação serve para avaliar a capacidade do candidato de se comunicar por escrito, de fazer reflexão e de conseguir se expressar de maneira simples e coesa. Por isso é tão importante não ser superficial e mostrar uma visão crítica sobre o tema a ser discutido.

Então mãos e mente à obra. E boa sorte!

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