segunda-feira, 9 de maio de 2011

Projeto torna obrigatório ensino fundamental em tempo integral


A Câmara analisa o Projeto de Lei 413/11, do deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), que torna obrigatório o ensino fundamental regular em tempo integral, com jornada escolar de, pelo menos, sete horas diárias. Atualmente, a jornada escolar no ensino fundamental inclui pelo menos quatro horas de aula.

O projeto também prevê diversas medidas para ampliar a qualidade da educação básica no País, como a implantação de programa de formação continuada para os profissionais do magistério e servidores técnico-administrativos. Esse programa de formação deverá ter dotação orçamentária específica.

AVALIAÇÃO - Segundo o projeto, a cada avaliação nacional do ensino fundamental e médio, as médias de resultados deverão ser superiores às verificadas na avaliação anterior. Para isso, serão desenvolvidas ações específicas, como a alocação de recursos financeiros em volume compatível com os esforços a serem empreendidos em cada sistema e rede pública de ensino.

De acordo com a proposta, enquanto houver estudante com desempenho inferior ao mínimo aceitável, as unidades da Federação deverão desenvolver ações específicas, destinando verbas para a superação das causas que estejam determinando as insuficiências observadas em seus sistemas e redes públicas de ensino.

O projeto também estabelece que, a cada dois anos, as taxas de repetência e de evasão no ensino fundamental e no ensino médio deverão ser menores que as respectivas taxas médias observadas no biênio anterior. Os estados manterão estratégias específicas para prevenção e controle da repetência e da evasão escolar.

De acordo com a proposta, o descumprimento dessas medidas caracteriza-se, entre outros, como crime de responsabilidade e ato de improbidade administrativa. “É fundamental firmar compromissos com a elevação da qualidade e definir responsabilidades dos gestores públicos com relação a eles”, afirma o autor.

O projeto define o prazo de cinco anos, contados da publicação da lei, para que os estados ajustem suas redes públicas de ensino.

TRANSIÇÃO - A proposta tramita em conjunto com o PL 7420/06, que será votado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania; e pelo Plenário.

Em novembro de 2010, uma comissão especial da Câmara aprovou proposta que amplia a jornada escolar da rede pública para, no mínimo, sete horas. Essa proposta (PEC 134/07) ainda aguarda inclusão na pauta do Plenário.


Fonte: Jornal Gazeta do Oeste

Frase do Dia

 
‎"A melhor educação, aquela que prepara para a vida, que molda o caráter, deve ser dada pelo pai e pela mãe, os quais não devem jamais esperar que a escola faça isso no lugar deles." 



(J.R.Jerônimo - www.jrjeronimo.com.br)

Vamos valorizar o professor

Entra ano, sai ano e a conversa é a mesma, não sentimos na prática a mudança que realmente deveria ter em relação à educação no Brasil. Embora tenha havido um aumento no número de vagas e tenha melhorado o acesso dos mais pobres ao ensino superior, ainda há muito o que fazer e não há mais tempo para ficarmos só com conversa, é hora de fazer acontecer.

Para isso, é preciso tratar o professor com dignidade, devolvendo a ele o domínio da situação, além de melhorar as suas condições de trabalho que hoje são péssimas tanto na parte das instalações físicas como nos avanços tecnológicos quanto na parte psicológica e salarial.

Volto a afirmar que é inadmissível um professor com nível superior com especialização ganhar menos do que dois salários mínimos, enquanto um juiz, um promotor, um deputado, um médico ganham em média 40 salários mínimos/mês, ou seja, vinte vezes mais. Isso é uma distorção exorbitante que não pode continuar num país que diz que o seu futuro está na educação.

Já está mais do que na hora de começarmos a corrigir esse tipo de injustiça, pois só existem outros profissionais graças a um professor. Vamos juntos lutar pela educação e pela valorização desse profissional tão importante para a nação. Pense nisso! 


[O Mossoroense]



domingo, 8 de maio de 2011

HOMENAGEM AO DIA DAS MÃES

     William Lopes Guerra

Pintura de Mary Cassat - Mãe e Filho

Mãe de família, Mãe de Deus,
Frágil ser zelando pelos seus.
Flor que se fortalece na dor,
Suportando em nome do amor.
Amor pelos filhos, pela vida,
Na esperança sem petição
De nada em troca. Coração
Imenso onde cabe o sofrimento
As mágoas de cada momento...
Bálsamo que sara qualquer ferida.
Mãe que luta, ó nossa empregada,
Nossa enfermeira abnegada,
Conselheira de todas as horas.
Mãe que enxuga o pranto e chora
A partida de cada um que se vai.
Mulher paciente, dona do lar,
Perpétua santa nesse altar
Feito de suor... Meiga e forte
A nos mostrar o norte
A seguir. Verga mas... não cai.
É uma árvore frutificando
Na vida e, vez em quando,
Vertendo bálsamo, ensombrando
Os dias de cada filho seu.
Mãe que roga por nós,
Ouço ainda a sua fraca voz,
Pedindo segue, com paciência
Ao Pai mais calma, mais clemência.
Sinto seus passos atrás do meu
Passo errante, a me corrigir,
Dando-me força para seguir.
Boa, dedicada e desvelada,
Fonte, origem, e mal amada
Às vezes; berço que Deus me deu.
Mãe! Ser que sofre e que embala,
Dona do maior sentimento,
Ser digno do nosso perdão.
Receba, nesse momento,
Nossa homenagem: que o chão
Onde pisas, hoje, nenhuma dor,
Nem vicissitude, e nenhum lamento.

Apodi - RN, 8 de maio de 2011.

Aventuras do Menino Danta e seu amigo Guerra - Romance.

Autor: WILLIAM LOPES GUERRA



NOTA: A partir desta imagem, toda semana, haverá um Capítulo da história que passamos a contar. Hoje, como "postar" é um verbo transitivo direto e circunstancial, preferimos dizer "publicamos" (infinitivo pessoal) do verbo transitivo direto e, nesse caso, fazer-se conhecer essa história, o verbo é pronominal.

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PALAVRAS INICIAIS
                                                                              
                                                                              
                  NA METADE do século XX, mais ou menos, passou-se essa história extraordinária de dois amigos inseparáveis.
              Dois meninos espertos, vivos, brincalhões e aventureiros. Todos os dias, que chovesse ou fizesse sol, lá iam eles, embornal de pano entrançado nas costas, baladeira nas mãos e, na funda da arma de brinquedo de matar passarinhos, uma pedra feita com lama preta apanhada à beira da lagoa: a lama era burilada com as mãos, formando uma bolinha miúda, e depois colocada ao sol para secar. Em seguida fazia-se outra bolinha, mais uma, dezenas de bolinhas que se transformavam em balas mortíferas.
              Banhos na lagoa, canga-pé, soltos e irresponsáveis, donos dos próprios narizes, os dois, a fazerem estripulias nesse mundão que era a pequena cidade chamada de Verdejante.
              Verdejante possuía um cenário favorável para os folguedos e diabruras inventadas pelos dois amigos: uma serra repleta de árvores seculares, rochedos e grutas milenares e animais de muitas espécies; um vale muito verde onde se plantava de tudo, desde hortaliças às frutas regionais: manga, laranja, goiaba, limão, melancia, mamão, pinha e, ainda, os terrenos alagados adequados ao cultivo do arroz.
              Do outro lado da cidade, zona oeste eram os tabuleiros, terrenos com muita areia próprios para o feijão, o milho, o algodão e o caju, revestida por grande área de mata rala característica pelas capoeiras de marmeleiro, junco, mofumbo, além daquelas resistentes às intempéries como o juazeiro, a oiticica e a carnaúba.
              Mas o que encantava mesmo aos dois aventureiros, e à meninada do lugar, era a lagoa. Peixes e margeada por vazantes que alimentavam muitas famílias. Ali cultivavam a batata, a macaxeira, o jerimum, o tomate, e, com destaque, o arroz, donde surgiu a profissão dos “espantadores de passarinhos”, isto é, passava-se o dia vigiando o arrozal espantando as aves que vinham em busca de comida naquela verdura exuberante, aí os espantava puxando um cordão atado a uma lata com pedras que fazia um barulho capaz de amedrontar aves famintas que fugiam para longe.
              À lagoa Danta e Guerra frequentavam diariamente. Às vezes, com idas pela manhã e pela tarde, para banhos memoráveis e nados acrobáticos. Para eles, e para todos que a desfrutavam, era uma delícia.
              A lagoa, ainda existe, pois possui três léguas de extensão, não seca nunca, mas os banhos estão proibidos, não somente por causa do banho em si, mas porque era em certos pontos de suas margens que as lavadeiras limpavam a roupa suja dos habitantes de Verdejante.
              Uma pena. Os meninos d’agora só têm o direito de contemplar sua beleza, ou passear em botes e canoas. Nada de mergulhar em suas águas calmas e habitadas por peixes. Estes são fisgados por pescadores organizados e que obedecem à lei. Têm a sua associação e retiram da dadivosa lagoa o sustento dos seus familiares.
              Na invernada os rios Umari (afluente do rio Apodi) e o Apodi, este rio que nasce na serra de São Miguel e deságua no mar de Areia Branca, quando enchiam seus leitos respectivos, e ficavam de barreira a abarreira, para lá seguiam os garotos, vê quem atravessava em menos tempo suas águas correntes e caudalosas. Era uma festa, uma aventura nas águas dos rios que cortavam o município, e que traziam alento para os moradores do lugar, sinal que não faltaria água para os animais e, passado o inverno, as cacimbas e as barragens ficariam cheias, prontas para suportarem o verão inteiro.
              Os dois meninos gostavam de diversão, descobrir novos recantos onde pudessem estar descontraídos, camisas abertas ao peito sem importarem com a escola, as obrigações da infância. A infância deles, como dos demais garotos que moravam em Verdejante, era o brinquedo, a passarinhada, o furto de frutas nos quintais alheios, e as mais de mil invencionices pelos arredores da cidade naqueles tempos ditosos.
              Época que mais apreciavam era a das fogueiras: Santo Antônio, São João e São Pedro no mês de junho. Aí tinha o que ver. Balões subindo para o céu, fogos de lágrimas e foguetões explodindo no ar. Milho assado nas fogueiras em frente às residências. Barracas em redor da igreja matriz vendendo bolos, refrescos de abacaxi, cocadas e bonecos de açúcar, um sonho para a garotada inocente.
              Danta e Guerra não perdiam uma noite de foguetão: disputavam à tapa, com outros peraltas, as tabocas que despencavam lá de cima, depois do estouro ensurdecedor, que anunciava o regozijo, a comemoração pela passagem daquele mês abençoado.
              Curiosos, chegavam bem perto do feitor dos balões acendendo a bucha embebida com querosene, óleo diesel e sebo que fazia inflar o colorido balão e, uma vez cheio de gás, subia, subia e sumia do outro lado da lagoa. Mas o gostoso para eles, os meninos, era o balão que apresentasse um defeito, subir pouco e pegar fogo caindo no meio da praça. A gritaria era geral e eles corriam a acompanhar o fracasso daquele misterioso objeto que voava, como na estória de João e Maria que sumiram numa noite escura dentro de um. Outro instante de admiração e gozo dos pequenos, ouvir, em noites de lua, nas debulhas de feijão, a contadora de fábulas infantis os encantarem com João e Maria, O Pavão Misterioso, O Menino Que Não Tinha Medo de Nada, A Mula Sem Cabeça e tantas outras que aguçava a curiosidade da meninada.
              Foi nesse cenário, nessas condições do interior do país que nasceram e cresceram os dois amigos: Guerra e Danta, a aprontarem os mais mirabolantes episódios que, apesar de inocentes, deram muito trabalho aos seus pais e vizinhos, a ponto de terem o direito do registro de tais acontecimentos nas páginas deste livro.
              E tudo começou assim, numa manhã ensolarada...
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Próxima semana, Capítulo I.
             

Feliz Dia das Mães!




"Morrer acontece

com o que é breve e passa

sem deixar vestígio.

Mãe, na sua graça,

é eternidade."



 (Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 7 de maio de 2011

[Greve da educação] Nota à população

Greve da educação


Em três meses, Governo Rosalba arrecada R$ 164 milhões a mais e diz que não tem dinheiro

Depois de quatro meses de conversas infrutíferas, os trabalhadores em educação decidiram entrar em greve para garantir seus direitos. O governo Rosalba admite esses direitos,mas jura que não tem dinheiro para honrá-los e pede 120 dias para estudar o caso.

Quanto ao argumento de não ter dinheiro. Toda sociedade sabe que essa é a desculpa de todo mal pagador. Segundo o Dieese, o Rio Grande do Norte arrecadou, só no primeiro trimestre deste ano, nada menos que R$ 776 milhões. Isso só com o ICMS! Nada menos que R$ 110 milhões a mais que a arrecadação do mesmo período do ano anterior.

Quer mais? O Rio Grande do Norte também recebeu mais dinheiro do FUNDEB este ano. Segundo dados oficiais, de janeiro a abril, o Governo Federal repassou quase R$ 200 milhões para o Estado. Precisamente R$ 54 milhões a mais que no ano anterior.

Quanto aos 120 dias de prazo pedidos pelo Governo, é bom traduzir a proposta para a realidade. Ao todo são mais quatro meses, o que remeteria a resposta às reivindicações lá para setembro deste ano. É bom lembrar que as obrigações administrativas deste governo se iniciaram em janeiro deste ano. Assim, o governo Rosalba quer 9 meses para dar respostas a reivindicações óbvias e justas! Uma gestação duvidosa sem nenhuma garantia de parto.

E depois disso, o Governo Rosalba ainda fala em “estar aberto a negociação”. Para o Sinte-RN, negociar é ir pra mesa com soluções concretas para que todas as partes saiam ganhando. Já para o Governo, negociar é passar horas em conversas infrutíferas sem respostas concretas ou avanços de qualquer tipo.


Não adianta o Governo tentar manipular a sociedade com informações falsas. A greve continuará até que os direitos adquiridos pelos trabalhadores em educação sejam respeitados e haja condições dignas de funcionamento das escolas.






SINTE-RN

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Frase do Dia

"Enquanto sussurrarmos palavras de amor, 
fofocarmos, rezarmos ou conversarmos em português, 
a língua não estará ameaçada.

[José Luiz Fiorin]

Presidenta!


Ao contrário do que pensam alguns e do que vociferam por aí outros, através de equívocos e-mails, o feminino de presidente é presidenta. Isso mesmo: presidentA (com A no final). E quem diz isso não é esta reles Professorinha, mas o Dicionário Aurélio (para verificar clique aqui).

Talvez seja um tanto estranho ao ouvido esta pronúncia, mas essa estranheza ocorre por não termos o hábito de pronunciar esta palavra. Afinal até bem pouco tempo sequer imaginávamos ter uma mulher no comando maior da nação brasileira. Isso, sem dúvida, por causa da machista sociedade em que vivemos. 

Aprofundando a discussão sobre este assunto, o Prof. Hélio Consolaro explica:


"A predominância do masculino na língua reflete o machismo. Se houver numa sala 39 mulheres e um homem, o orador deverá usar o masculino na sua invocação: prezados senhores… No máximo, falará: prezadas senhoras e prezado senhor. Ofenderia o macho presente se o orador generalizar pelo feminino e dissesse apenas: prezadas senhoras. Assim, em passado recente, não havia feminino de presidente e nem de hóspede. Agora, depois da luta das mulheres na sociedade, os dicionários já registram e a gramática aceita os femininos: presidenta, hóspeda.

Por que isso não acontece na hierarquia da Polícia Militar? Na entrevista desta Folha, edição de 1.º/6, Katia Damasceno Sabino foi tratada por soldado, nada de soldada.

Nenhum dicionário registra o feminino “soldada” e tampouco “sargenta”, apenas Luiz Antonio Sacconi em sua “Nossa Gramática – Teoria e Prática”, Editora Atual, admite tais flexões.

Na verdade, a Polícia Militar, com a presença da mulher em suas fileiras, mantém a estrutura machista, segura a feminização das patentes na divulgação de seus documentos oficiais. E gramáticos e jornalistas concordam com isso.

Não se sabe como as soldadas se sentem sendo tratadas como homens, mas há mulheres que escrevem versos e não gostam de ser chamadas de poetisas, querem ser tratadas de poetas, acham que o feminino as desvaloriza. Isso também é machismo, e pior, machismo do feminino.

Talvez seja apenas preocupação de um professor de Português e os soldados femininos estejam gostando desse tratamento."


* Hélio Consolaro é professor do Ensino Médio e jornalista



** Com informações do Blog toque de Acolher Crianças e Adolescentes 

ATENÇÃO!

A Plataforma Paulo Freire esta ofertando, no município de Apodi/RN, 30 vagas para o curso de licenciatura em Geografia, no 2º semestre de 2011,na modalidade presencial. 


Mais informações na Secretaria Municipal de Educação.

UERN de Apodi sedia I Jornada Hispânica

O Grupo de Pesquisa em Estudos Linguísticos e Literários (GPELL) da FALA/DLE promove a "I Jornada Hispânica de Apodi: Ensino, Língua e Literatura Espanhola" que se realizará no período de 01 a 03 de junho de 2011, em Apodi. Os objetivos principais deste evento são despertar e desenvolver o interesse pelo ensino e pesquisa em ensino, língua e literatura hispânica como também mostrar à comunidade acadêmica pesquisas realizadas pelos estudantes do Núcleo Avançado de Apodi e de outras instituições nestas áreas de conhecimento. O evento terá de palestras, minicursos e comunicações orais.

Os participantes deverão enviar o resumo de seus trabalhos no período de 8 a 26 de para o seguinte e-mail:Solangeespanha@yahoo.com.br

A ficha de inscrição que também deve ser preenchida está AQUI.

A taxa de inscrição deverá ser paga diretamente aos monitores. Os participantes de outras cidades ou Estados poderão enviar suas fichas de inscrição por internet e no dia do evento pagar a taxa de inscrição.

Cada participante poderá inscrever até dois trabalhos.

O resumo deverá ser digitado em parágrafo único e obedecendo à seguinte formatação: título centralizado em negrito, fonte times new roman, tamanho 12, letras maiúsculas; logo abaixo deverão ser indicado(s) autor(es), orientador (se houver) e instituição alinhados à direita; o texto deve conter aproximadamente 250 palavras, fonte times new roman, tamanho 12, espaçamento simples, justificado e margens de 3cm (superior e esquerda) e 2cm(direita e inferior). No final do resumo deverão ser indicadas as palavras-chave em número de três.

Divulgação dos trabalhos selecionados: 28/06.

Serviço:
Taxa de inscrição*:
Participação como ouvintes (de 09/05 até o 1º dia do evento): R$ 10,00.
Participação com apresentação de trabalhos (até o dia 26/05): R$ 15,00.



[via:Comunidade Estudantil]

Sexta é Dia de Crônica



Hoje é sexta-feira. 
Dia de crônica da Professorinha 

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Professor terá 1/3 da jornada fora da sala

STF garante a docentes uso de parte do tempo de trabalho para preparar aula



Estados e municípios sofreram ontem uma nova derrota no Supremo Tribunal Federal (STF). A corte manteve uma regra que garante aos professores da Educação básica o direito de ficar fora da sala de aula durante um terço da jornada de trabalho.

Os educadores devem usar esse período para desenvolver atividades de planejamento de aulas e aperfeiçoamento profissional.
 

Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), com a confirmação de que os professores podem gastar parte da carga horária com atividades externas, as prefeituras terão de contratar mais 180 mil docentes para assegurar aos alunos quatro horas diárias de aula. Isso significará um impacto de R$ 3,1 bilhões na conta dos municípios.
 

O julgamento foi concluído ontem, quando a votação terminou empatada em 5 a 5. Nesse caso, há um entendimento segundo o qual a ação deve ser julgada improcedente.
 

Apesar da decisão de ontem, o Judiciário poderá analisar novamente as regras que fixaram a divisão da jornada de trabalho dos professores.
 

Outra derrota
 
Neste mês, o STF já havia imposto uma derrota aos governos e às prefeituras ao julgar a ação movida por Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará.

Na ocasião, os ministros confirmaram a validade da lei que fixou um piso salarial nacional para os professores.
 
De acordo com estimativas da CNM, será de R$ 5,4 bilhões o impacto do piso nacional acrescido da necessidade de contratar mais 180 milprofessores por causa da redução do período em sala de aula.

Salário
 
R$ 1.187,97 é o valor do piso nacional dos professores, que pode ser elevado com benefícios.



Fonte: O Estado de São Paulo (SP)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O poder da educação


Conta-se que o legislador Licurgo foi convidado a proferir uma palestra a respeito de educação. Aceitou o convite mas pediu, no entanto, o prazo de seis meses para se preparar. O fato causou estranheza, pois todos sabiam que ele tinha capacidade e condições de falar a qualquer momento sobre o tema, e por isso o haviam convidado.

Transcorridos os seis meses, compareceu ele perante a assembléia em expectativa. Postou-se à tribuna e logo em seguida entraram dois criados, cada qual portando duas gaiolas. Em cada uma havia um animal,sendo duas lebres e dois cães. A um sinal previamente estabelecido, um dos criados abriu a porta de uma das gaiolas e a pequena lebre, branca, saiu a correr, espantada. Logo em seguida o outro criado abriu a gaiola em que estava o cão e este saiu em desabalada correria ao encalço da lebre. Alcançou-a com destreza, trucidando-a rapidamente.

A cena foi dantesca e chocou a todos. Uma grande admiração tomou conta da assembléia e os corações pareciam saltar do peito. Ninguém conseguia entender o que Licurgo desejava com tal agressão. Mesmo assim, ele nada falou. Tornou a repetir o sinal convencionado e a outra lebre foi libertada. A seguir, o outro cão.

O povo mal continha a respiração. Alguns, mais sensíveis, levaram as mãos aos olhos para não ver a reprise da morte bárbara do indefeso animalzinho que corria e saltava pelo palco. No primeiro instante, o cão investiu contra a lebre. Contudo, em vez de abocanhá-la, bateu-lhe com a pata e ela caiu. Logo a lebre ergueu-se e se pôs a brincar com o cão. Para surpresa de todos, os dois ficaram a demonstrar tranqüila convivência, saltitando de um lado a outro do palco.

Então, e somente então, Licurgo falou: - Senhores, acabais de assistir a uma demonstração do que pode a educação. Ambas as lebres são filhas da mesma matriz, foram alimentadas igualmente e receberam os mesmos cuidados. Assim, igualmente, os cães. A diferença entre os primeiros e os segundos é, simplesmente, a educação.

E prosseguiu vivamente o seu discurso, dizendo das excelências do processo educativo: - A educação, baseada numa concepção exata da vida, transformaria a face do mundo. Eduquemos nossos filhos, esclareçamos sua inteligência, mas, antes de tudo, falemos aos seus corações, ensinemos a eles a despojarem-se das suas imperfeições. Lembremo-nos de que a sabedoria por excelência consiste em nos tornarmos melhores.

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Licurgo foi um legislador grego que deve ter vivido no séc. quarto antes de Cristo.

O verbo educar é originário do latim "educare" (ou "educcere"), e quer dizer "extrair", "sacar fora".

Percebe-se, portanto, que a educação não se constitui em mero estabelecimento de informações, mas sim de se trabalhar as potencialidades interiores do ser, a fim de que floresçam.


Roberto de Albuquerque Cezar




[Texto enviado pela Profª. Francione Brito]