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sexta-feira, 12 de julho de 2013
Recesso é Direito Legal
Como se não bastasse não obedecer as Leis, nem as determinações Judiciais, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte tenta fazer colocar uma mera determinação da Secretaria de Educação acima da Lei que altera o Estatuto e o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos profissionais do Magistério Público do RN. O SINTE-RN reafirma: o recesso deve ser cumprido sem reposição de aulas. A Lei está do nosso lado!
quarta-feira, 15 de maio de 2013
ATENÇÃO, PROFESSORES!
A Câmara dos Deputados lançou a terceira edição do programa Missão Pedagógica no Parlamento. Trata-se de uma capacitação em educação para democracia exclusiva para professores de escolas públicas, dos Ensinos Fundamental e Médio, e totalmente gratuita.
É destinada a professores que possuam interesse em conhecer de perto a Câmara dos Deputados e obter aprofundamento sobre como trabalhar as temáticas de democracia, cidadania e Poder Legislativo com seus alunos. O período de inscrição vai até 26 de maio.
O programa conta com carga horária de 90 horas, divididas em dois módulos: Módulo Presencial (40 horas), que ocorrerá em Brasília no período de 26 a 30 de agosto; e Módulo de Aplicação, com carga horária de 50 horas, na modalidade a distância.
A Câmara custeia passagens áreas, hospedagem e alimentação para que os professores selecionados participem do Módulo Presencial.
Para participar, dentre outros requisitos, o interessado deve estar trabalhando como professor regente em escola pública, possuir graduação concluída e ter interesse em trabalhar temas como democracia, cidadania, política e/ou Poder Legislativo com seus alunos.
O processo seletivo para ingresso no programa consistirá em participação no curso a distância “Educação para Democracia e o Parlamento”. Para participação no processo seletivo, serão disponibilizadas 216 vagas, oito por estado e DF, por ordem de inscrição. Os 54 professores com melhores desempenhos no curso, observada a distribuição de duas vagas por estados e DF, serão selecionados para participar do programa.
Oportunizem -se!
Para mais informações:
Missão Pedagógica no Parlamento
Câmara dos Deputados
Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento – CEFOR
Tel.: (61) 3216-7618/7619 (tratar com Alice e Ana Paula)
mpedagogica.cefor@camara.gov.br
SINTE/RN reivindica ajuda de custo para deslocamento dos novos professores
Em audiência com a secretária estadual de Educação Betânia Ramalho a direção do SINTE/RN reivindicou ajuda de custo para os professores que lecionam em cidades distantes de sua residência.
Ficou acertado que as Direds devem fazer o levantamento e dialogar com a SEEC para ver a forma de atender essa demanda.
Fonte: ASCOM SINTE-RN
Governo não pagará promoções horizontais prometidas para esse mês
Mais uma promessa do governo quebrada. As promoções horizontais prometidas para este mês não serão pagas. A Coordenadoria de Recursos humanos informou que, quando forem pagas, será com efeito retroativo a abril, mas não confirmou data.
A categoria, cada vez mais, desacredita em um governo que torna sem valor documentos escritos. “Palavras ditas e sem efeito tem sido assim ao longo desses dois anos e quatro meses. Diante dessa postura só tem um caminho, responder com mobilização da categoria e lutas para que a sociedade acompanhe o que o governo está fazendo com os profissionais da educação”, ressaltou a coordenadora geral Fátima Cardoso.
Fonte: SINTE/RN
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Nova Escola disponibiliza material para alfabetizadores
A Revista Nova Escola está disponibilizando em seu site materiais para ajudar nas aulas de alfabetização. São fichas com animais para criação de um jogo de memória
Para baixar, é só clicar aqui e a imagem irá abrir em outra janela do navegador. Depois, é só clicar nela com o botão direito do mouse e escolher a opção "salvar imagem como".
Confira a reportagem que explica como utilizar o jogo em http://abr.io/65Uf. E boa aula!
quinta-feira, 9 de maio de 2013
RN paga os piores salários para professores em todo Brasil
O jornal Tribuna de Notícias destacou a triste condição em que o RN se encontra quando o assunto é salário dos professores:
Mais uma vez o governo do RN é destaque em nível nacional. Em pesquisa realizada pela revista Educação junto às secretarias de educação das 27 unidades da federação, pode-se observar que os piores salários para professores são pagos no Rio Grande do Norte. Tanto o Estado como o Município pagam os piores salários para seus professores.
Paga-se R$ 1.387,00 para um professor com uma carga horária de até 40 horas semanais da educação básica.
VALORES
Os valores pagos em outros estados chegam a ser mais do que o dobro daquilo que é pago em terras potiguares. Em Brasília paga-se R$ 4.100. Em Goiás, R$ 3.821. Roraima aparece na terceira colocação com 3.619 e logo em seguida, em 4º lugar, o Sergipe, com R$ 3.196. A média salarial nacional é de R$ 2.024 reais para a rede Municipal e de R$ 2.633 para a rede Estadual. No RN paga-se, respectivamente, R$ 1.347 e R$ 1.387. No segundo caso, a média de salários pagos pelo Estado é metade do que se paga em relação à média nacional.
Só para se ter ideia, os salários pagos em Sergipe, estado próximo ao RN, é mais do que o dobro pago em terras potiguares, fato que demonstra o total “desleixo” com a educação por parte do atual governo e dos governos que passaram pelo RN. O RN, mais uma vez, mostrando para o Brasil que consegue ser destaque.
FONTE: Tribuna de NotíciasProfessora Janeide Cruz é destaque no Escolas do Brasil
Esse é o Ano Paulo Freire de Educação no Rio Grande do Norte, em que o governo estadual está aproveitando a importância política e histórica do aniversário de 50 anos da experiência de Freire em Angicos para ampliar as ações na área e para repensar o currículo da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O Ano é formado por diversas ações de incentivo e promoção da EJA no Estado, desde eventos para celebrar a data, até a formação de educadores e reformulação dos currículos.
"Nossa perspectiva é justamente reduzir a incidência do analfabetismo nos municípios do Rio Grande do Norte. Estamos reforçando o Programa Brasil Alfabetizado e as ações do Pacto Paulo Freire serão feitas em conjunto com o Brasil Alfabetizado", explica Joaquim Oliveira (foto).
O eixo norteador do projeto é o de que a alfabetização não se limita a ler, escrever e fazer contas matemáticas, ou seja, retoma o pensamento freiriano. As universidades auxiliarão o governo principalmente nas questões de formação de educadores e de reformulação do currículo. "Precisamos de educadores qualificados e preparados para trabalhar com esse público específico. Principalmente por esta especificidade, a secretária tem insistido na reformulação dos currículos de EJA. “Por que a gente não começa a trabalhar com as áreas de conhecimento? Por que não trabalhamos buscando descobrir naquele contexto, naquela região, quais são as habilidades e competências necessárias para o indivíduo progredir, crescer e se desenvolver, independente da idade?", defende o secretário adjunto.
As secretarias municipais de educação também serão parceiras. "Vamos fazer encontros com os secretários municipais de educação. Assim, não vai existir Educação de Jovens e Adultos do município e do Estado; vai ser tudo uma coisa só. O olhar precisa ser o mesmo e não pode haver conflito", defende Janeide Cruz, que faz parte do comitê criador do Ano no Estado. O Estado também premiará gestores e professores que tiverem os melhores resultados para incentivar os educadores envolvidos.
A Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Norte ainda não definiu todos os pontos do plano de ação e nem as metas do programa. Espera-se que os índices de analfabetismo apresentem melhores resultados e que a educação pública tenha formação com viés mais democrático e cidadão entre 6 e 8 anos. Tentamos contato com dois partidos de oposição via e-mail, mas não tivemos sucesso. Espero que, daqui alguns anos, em uma próxima viagem pelo Brasil, encontre pessoas beneficiadas pelas ações do Ano Paulo Freire de Educação no RN e que elas tenham tanta vontade de melhorar a educação e a realidade de conterrâneos quanto Janeide.
Ela nasceu em 1963, o mesmo ano de início do projeto que ficou conhecido como "As 40 horas de Angicos" e que tornou a metodologia de Paulo Freire nacional e internacionalmente conhecida. Cinco anos depois desse importante projeto e a 370 km da cidade de Angicos (RN), Janeide era alfabetizada precocemente no sítio por duas irmãs que eram professoras e tinha as primeiras aulas de matemática com o pai. "Meu pai foi um agricultor, mas sabia ler e era muito respeitado na cidade por isso. Ele e minha mãe sempre deram muito valor à educação e ao conhecimento. Toda noite a família se reunia em volta do rádio para ouvir A Hora do Brasil", conta a filha de Seu João da Cruz, que nunca frequentou a escola e foi alfabetizado por uma tia em casa. Todo final de dia, ele colocava Janeide em cima da cerca para contar os carneiros do sitio e dizer ao pai se estava faltando algum animal.
"Só descobri que meu pai era um excelente professor de matemática quando estava estudando Metodologia da Matemática no Magistério", diz. Foi também no magistério que se descobriu uma apaixonada por educação. Sempre uma das melhores da turma, tornou-se professora substituta na mesma escola que estudou. Depois, mudou-se para Apodi, a 340km de Natal, como professora concursada e foi promovida à diretora. Como as três filhas foram mudando aos poucos para fazer universidade em Natal, ela conseguiu transferência no emprego. Pouco tempo depois, foi convidada para coordenar as ações do Estado no Programa Brasil Alfabetizado.
Para ler a matéria na íntegra, acesse: /www.escolasdobrasil.blog.br
Professores terão de melhorar alunos para ganhar diploma
O Ministério da Educação lançará nas próximas semanas programa para tentar melhorar o desempenho de alunos e professores em matemática, física, química e biologia, tanto no ensino médio quanto no superior.
As quatro matérias são as que mais possuem problemas de qualidade, de acordo com o próprio governo federal.
Uma das ações será a oferta de pós-graduação em universidades federais e privadas a professores que lecionam as disciplinas nas escolas públicas de ensino médio.
O certificado garantirá aumento salarial ao docente (progressão na carreira), mas só será concedido se houver a comprovação de que seus estudantes melhoraram --exigência inédita em programas federais de educação.
"Hoje, gasta-se muito com formação dos professores, mas a melhoria não chega aos alunos", disse Mozart Neves, que coordenará o programa do Ministério da Educação.
| Editoria de Arte/Folhapress |
A forma de avaliar a evolução dos estudantes não está definida. O docente reprovado poderá refazer o curso.
O número de professores participantes do programa dependerá da adesão dos Estados, que são os responsáveis pelos docentes.
O país tem cerca de 250 mil docentes de ensino médio em matemática, física, química e biologia, segundo os últimos dados do governo. Mas boa parte não tem formação na área --em física, são 90%.
OUTRAS FRENTES
"Temos um número insuficiente de professores nessas áreas. E a procura pelas licenciaturas é insuficiente", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Para tentar reverter o quadro, o programa terá outras duas frentes.
Em uma delas, o governo tentará incentivar alunos do ensino médio a escolherem o magistério nessas áreas.
Para isso, estudantes com interesse nessas matérias passarão a ter aulas de reforço e ganharão ajuda mensal de R$ 150 (paga pela União).
Eles participarão também de atividades nas universidades em grupos que reunirão docentes universitários, alunos de licenciaturas e professores das escolas básicas. A meta é recrutar 100 mil estudantes do ensino médio.
Em outra frente, os estudantes que já estão nas licenciaturas poderão fazer aulas de reforço nos conteúdos básicos, numa tentativa de diminuir a evasão nos cursos.
Ex-diretor da Unesco no Brasil (braço da ONU para educação), Jorge Werthein diz que o programa é interessante. Ele faz, porém, ressalva sobre a vinculação do certificado de pós-graduação ao professor à melhoria dos alunos.
"Ainda não se encontrou uma boa forma de avaliar o trabalho do professor. Pode haver injustiças."
Fonte: Folha de São Paulo
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
MEC entrega tablets a professores do ensino médio
| Ministro entrega tablets para iniciar formação de professor do ensino médio |
Os 53 coordenadores estaduais do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo Integrado) e representantes de 18 universidades federais participantes do programa receberam tablets nesta terça-feira, 20, em Brasília. A entrega foi feita pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O MEC adquiriu 5 mil unidades do equipamento, a serem usadas em cursos de formação dos coordenadores. Após o curso, eles treinarão multiplicadores, que serão os responsáveis por capacitar professores do ensino médio.
O ministro destacou a importância da inserção dos professores e das escolas no ambiente tecnológico. “Estamos avançando em uma sociedade do conhecimento, os acervos digitais estão disponíveis na internet”, disse. “Então, é preciso inserir os professores e a escola neste contexto. Temos este desafio.”
Segundo Mercadante, os equipamentos auxiliarão os professores na sala de aula. Ele explicou que o professor do ensino médio poderá preparar a aula no tablet e transmitir o conteúdo em um projetor interativo ou ainda fazer pesquisas. Todas as escolas indicadas pelos estados receberão um projetor para cada quatro salas de aula e dois tablets de 9,7 polegadas.
Este ano, o MEC transferiu recursos a 24 estados e ao Distrito Federal para a compra dos equipamentos no valor de R$ 117 milhões, o equivalente a 382.317 tablets, destinados a escolas públicas. Foram licitados dois modelos — um com sete e outro com 9,7 polegadas. A tela do equipamento tem resolução de 1.024x600 pixels, armazenamento interno de 16 gigabytes e processador de um giga-hertz. A entrega dos aparelhos nas escolas ocorrerá no próximo ano.
Conexão — O aparelho conecta-se a redes sem fio (tecnologia WiFi), entre outras especificações técnicas. Além disso, para ampliar as funcionalidades pedagógicas, o tablet pode ser conectado a televisores, monitores e projetores, de forma a possibilitar apresentações em sala de aula ou em outros ambientes.
A compra dos equipamentos ocorreu por meio de pregão eletrônico, que contou com a participação de 20 empresas. As vencedoras foram a Positivo e a Digibrás, ambas nacionais, que fazem a montagem dos equipamentos no Brasil.
Estados e municípios podem aderir diretamente ao registro de preços, cuja ata terá vigência até junho de 2013. Além disso, as empresas farão a entrega e oferecerão garantia de 24 meses.
O modelo de sete polegadas, para distribuição nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste, tem um custo de R$ 278,90 e R$ 276,99 para Nordeste e Sul. Já o modelo de 9,7 polegadas pode ser adquirido pelos estados por R$ 461,99 para o Centro-Oeste, Norte e Sudeste e por R$ 462,49 para Nordeste e Sul.
O modelo de licitação dos tablets é o mesmo de outros processos licitatórios do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), como compras de uniformes, ônibus escolares, mobiliário para escolas da rede pública, entre outros. A aquisição em escala reduz os preços dos produtos licitados. Outras vantagens são maior transparência nas licitações, rapidez na contratação, padronização e controle de qualidade.
Fonte: Portal do MEC
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Professora que fotografou escola alagada tem demissão suspensa
A professora que fotografou e divulgou as imagens de estudantes tendo aulas em uma sala alagada no município de Imperatriz, no Maranhão, teve a demissão suspensa nesta quarta-feira. De acordo com a assessoria da prefeitura da cidade, a decisão partiu do próprio prefeito reeleito da cidade, Sebastião Madeira, após a repercussão do caso.
Uiliene Araújo Santa Rosa, que lecionava no Colégio Municipalizado Guilherme Dourado, publicou no dia 12 de outubro fotos que mostravam alunos usando guarda-chuvas enquanto faziam prova dentro da sala de aula.
O conteúdo ainda mostrava o piso do local alagado. Segundo uma publicação feita por Uiliene na quinta-feira em seu perfil no site de relacionamento, ela disse que inicialmente divulgou as imagens sem identificar a instituição de ensino, para preservar os alunos.
No entanto, no mesmo post ela afirma que "depois da denúncia varreram até em cima da escola e colocaram 'telhas de vidro' no local dos buracos e ainda ameaçaram os alunos que compartilharam com expulsão da escola". Também contou a que a diretora do colégio, Ivone Carvalho Milhomem, a afastou do cargo, a colocando à disposição da secretaria de Educação do município, que então teria feito a recisão de contrato.
Ontem foi feita uma reunião na Câmara de Vereadores da cidade para tratar do caso. Os parlamentares aprovaram um pedido de explicação por parte do prefeito sobre a decisão de demitir a professora. O gestor terá um prazo de 30 dias para se manifestar.
O Terra entrou em contato com Uiliene e também com a Secretaria Municipal de Educação de Imperatriz, mas ainda não obteve retorno de nenhum das partes.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Professora é demitida após divulgar fotos de escola
| Chão da sala de aula ficou alagado após chuva (Foto: Uiliene Araújo/Arquivo Pessoal) |
A divulgação em redes sociais de fotos que mostram alunos fazendo prova embaixo de guarda-chuvas causou a demissão de uma professora do ensino municipal de Imperatriz (MA). As imagens causaram impacto e o caso ganhou repercussão na cidade. O secretário municipal de Educação, Zeziel Ribeiro da Silva, disse que a medida foi tomada porque a professora procedeu de forma errada. A reportagem foi sugerida por um internauta através do VC no G1.
Uiliene Araújo Santa Rosa, de 24 anos, foi afastada e teve seu contrato com a Prefeitura Municipal de Imperatriz encerrado nesta sexta-feira (26), após a publicação das fotos que mostravam uma sala de aula do Colégio Municipalizado Guilherme Dourado. Nas imagens, é possível ver os alunos se protegendo com guarda-chuvas, além do chão da sala de aula alagado e buracos no telhado da instituição. De acordo com a professora, a intenção ao publicar as imagens era chamar a atenção para os problemas da rede municipal. “Não identifiquei o nome do colégio ou de qualquer funcionário da instituição, mas publiquei as fotos em meu perfil pessoal, pois acredito que não se deve ficar de braços cruzados diante de uma situação assim”, falou ao G1.
Após a publicação das fotos, Uiliene conta que percebeu que os colegas a tratavam de forma diferente. “Quando voltamos do feriado, percebi que os funcionários me olhavam de uma forma diferente e já não falavam comigo. Era por causa das fotos. Então começaram a boicotar minhas aulas. Não liberavam data-show ou televisão para que eu trouxesse material para os meus alunos, coisa que faziam para os outros professores”, afirmou ela.
Na mesma semana em que as imagens foram divulgadas, a professora conta que a Secretaria de Educação providenciou reparos imediatos no telhado da escola. No dia 25 deste mês, no entanto, Uiliene foi afastada de seu cargo na unidade Guilherme Dourado e na sexta-feira (26), a professora recebeu um comunicado que anunciava o encerramento de seu contrato com a Prefeitura Municipal de Imperatriz por atos de conduta incabível.
“Fui punida pela publicação das fotos e isso não é justo. É o tipo de coisa que acontecia na época da ditadura, mas estamos em uma democracia, não é? Ela [a diretora] não está agindo como uma gestora. Está tratando a escola como propriedade privada, mas a escola é de propriedade pública, é do município. Acredito na liberdade de expressão e em formar alunos com uma visão crítica, que não se conformem com as coisas do jeito que elas estão. Cresci vendo meu pai e meus professores reivindicando os direitos de educação e aprendi a dar valor a ela, então não poderia ficar de braços cruzados frente a essa situação”, relatou a professora.
Uiliene, que se formou no ano passado, começará a dar aulas no ensino superior, mas não pretende abandonar a luta pela valorização da educação fundamental. “Passarei a dar aula para o ensino superior, mas já dei aulas em várias escolas municipais desde a época da faculdade e sei o estado delas. Tenho um filho pequeno e fico pensando, será em um colégio como esse que ele terá que estudar?”, pergunta a jovem.
Repercussão
| Após chuva, sala de aula do Colégio Municipalizado Guilherme Dourado ficou alagada e alunos tiveram que se proteger com guarda-chuvas (Foto: Uiliene Araújo/Arquivo Pessoal) |
Publicadas em seu perfil pessoal no Facebook, as quatro fotos que mostram o estado da sala de aula do Colégio Municipalizado Guilherme Dourado já contam com quase 200 compartilhamentos e diversos comentários em apoio à professora e indignação diante da estrutura e atitude da unidade.
Em contato com o G1, o secretário municipal de Educação, Zeziel Ribeiro da Silva, confirmou a demissão da professora. De acordo com ele, Uiliene Araújo Santa Rosa é seletivada e seu contrato foi rescindido após a postagem da situação da escola nas redes sociais. O secretário afirmou que o episódio foi isolado e que a escola, que fica no parque São José, um bairro da periferia de Imperatriz, tem um dos melhores prédios entre as municipalizadas da cidade.
Ainda segundo o secretário, uma ventania ocorrida logo após a eleição destelhou a sala mostrada nas imagens e que no dia em que as fotos foram tiradas uma prova seria realizada, mas que a professora poderia ter evitado a situação. Zeziel alegou que em nenhum momento a professora procurou a direção da escola ou mesmo a Secretaria de Educação para denunciar o caso. Ele afirmou, ainda, que a demissão foi comunicada ao prefeito Sebastião Madeira, que autorizou o procedimento.
O secretário alegou que problemas internos não deveriam ser tratados em redes sociais e que a funcionária, efetivada há quatro meses, procedeu de forma errada. Ele afirma que não há perseguição contra a professora e que a medida administrativa também seria tomada em relação a outro funcionário que cometesse o erro.
Fonte: g1.globo.com
terça-feira, 23 de outubro de 2012
I Congresso de Pedagogia do RN
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Com o tema: "O pedagogo do século XXI e os novos desafios da pedagogia contemporânea", o primeiro Congresso de Pedagogia do RN tem como missão ser um espaço de promoção e fortalecimento da profissão e do profissional do conhecimento, possibilitando a divulgação de trabalhos de pesquisas e de atuações nas diversas áreas de desempenho da pedagogia, dentro e fora dos ambientes escolares. Será também um espaço para reflexões sobre politicas pedagógicas e de discussões sobre relatos de experiências e pesquisas realizadas em articulação com o ensino e a extensão nas instituições de ensino superior.
Assim sendo, a organização do 1º Congresso de Pedagogia do Rio Grande do Norte - 1º CONPED RN, tem a honra de convidar todos os acadêmicos, pesquisadores e profissionais interessados no fortalecimento da pedagogia e valorização do pedagogo, na divulgação das pesquisas desenvolvidas na graduação, pós-graduação e atuação em pedagogia e áreas correlacionadas, para participarem deste evento que terá como foco de debate o despertar de uma identidade profissional mais efetiva e um envolvimento maior dos pedagogos desde sua formação até a sua atuação nas diferentes faces da pedagogia contemporânea.
O evento realizar-se-á dias 08, 09 e 10 de novembro de 2012 no Complexo Cultural de Natal, na Zona Norte, através de palestras, mesas-redondas, oficinas, grupos de trabalhos e apresentações culturais, e tem como público-alvo estudantes da graduação e pós-graduação em pedagogia e suas vertentes, bem como os profissionais pedagogos e das áreas correlacionadas, como: pedagogia formal (Ed. Infantil, Ens. Fundamental, Ed. Inclusiva, EJA, Coordenação e Gestão Pedagógica), pedagogia empresarial, pedagogia hospitalar, pedagogia da terra (Ed. do Campo), pedagogia da informação (Ed. Tecnológica, EAD).
O evento tem como objetivo principal viabilizar o encontro de estudantes, docentes e profissionais em pedagogia, promovendo uma vasta discussão sobre os elementos constitutivos fundamentais da/na formação destes profissionais do conhecimento e suas muitas atuações.
Como objetivos específicos o CONPED tem a intensão de: promover a socialização da produção do conhecimento na graduação em pedagogia, nas diversas IES, como forma de se pensar politicas e fomentos para a realização de pesquisas científicas na área da educação em todo o país; constituir parcerias entre graduandos/pós-graduandos, pesquisadores e profissionais participantes do 1º CONPED-RN, considerando as especificidades da área de educação a que cada um se insere; e, propiciar um espaço de criação da Associação dos Pedagogos do RN (ASPEDRN) como forma de fortalecer, valorizar e promover as muitas ações/atuações dos pedagogos do estado do RN.
Mais informações, acesse: http://www.conpedrn12.blogspot.com.br
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Reajuste de piso de professores deve ser menor que o previsto
O piso nacional dos professores deverá sofrer um reajuste menor que o previsto em razão da queda da arrecadação de tributos pelo governo. A expectativa no início do ano era de que os docentes teriam um aumento de 21% em 2013, mas o índice corre o risco de ficar abaixo dos 7,86% concedidos em 2010. O Ministério da Educação (MEC) diz que a taxa só será definida no fim do ano.
Este ano a categoria recebeu 22,22 % de aumento, o que comprometeu o orçamento de Estados e municípios e reabriu a discussão sobre o cálculo do reajuste. Um acordo entre prefeitos e docentes pode equilibrar a situação. Pela proposta, a atualização dos salários seria feita pela reposição da inflação do ano anterior mais 50% da variação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) nos últimos dois anos. A previsão do reajuste do Custo Aluno para o ano de 2013 é da ordem de 23,14%.
Para o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a mudança deve acabar com as dificuldades para cumprir a Lei do Piso. “É preciso melhorar os vencimentos iniciais dos professores para tornar a carreira mais atrativa”, diz. A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) apoia a proposta, elaborada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). “O modelo atual torna o salário do professor impagável com o passar do tempo”, afirma o prefeito de Vitória (ES), João Coser, presidente da FNP.
Cara chama de “inaceitável” um projeto de lei que aguarda votação na Câmara e determina que a correção do piso seja feita com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). “O trabalhador precisa ter aumentos reais”, argumenta.
Atualmente os professores da educação básica (ensino infantil ao médio) na rede pública recebem R$ 1.451 mensais. A remuneração vale para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Entidades ligadas ao magistério, porém, afirmam que nem todos os Estados e municípios cumprem a norma.
Segundo a CNTE, apenas os governos de Acre, Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso e Rondônia obedecem a todos os pontos da Lei do Piso, o que inclui a destinação de 1/3 da jornada para atividades extraclasse.
A lei existe desde 2008 e já foi contestada por alguns governadores na Justiça. No mês passado seis deles questionaram no Supremo Tribunal Federal (STF) a regra em vigor, alegando que perderam a autonomia para determinar os vencimentos de seus servidores. O ministro Joaquim Barbosa será o relator do processo, que ainda não tem data para ir a julgamento.
O piso é atualizado de acordo com a variação no valor mínimo de investimento por aluno previsto no (Fundeb). Com menos tributos alimentando o fundo por conta da desaceleração da atividade econômica, caíram também as projeções de reajuste salarial para os docentes.
Em nota, o MEC diz que a reestimativa de recursos do Fundeb só é definida pelo Tesouro Nacional no fim do ano. “Portanto, qualquer avaliação sobre o volume de reajuste, ou de eventual mudança na fórmula, é precipitada”, afirma a pasta.
Fonte: PB Agora
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
A Capitã Lili
Luiz Henrique Gurgel
Ela se assustou ao me ver correndo em sua direção. Mal soara o sinal do intervalo e disparei para a sala em que ela estava, para dar a notícia em primeira mão. Eu desviava dos alunos, saindo esbaforidos para o corredor estreito rumo ao pátio.
“Lili! Lili! Eu vou fazer Letras! Quero ser igual a você!”.
A cara da minha ex-professora de língua portuguesa e literatura nos três anos do ensino médio era de espanto. Pareceu sentir um travo na garganta e gaguejou com falsa indignação: “Você tá louca, menina! Não! Pelo amor de Deus! Vá fazer Economia, Direito. Professora, não!”.
Ouvi isso com ela me abraçando e sorrindo. Ficou comovida. Na hora veio à lembrança o verso drummondiano que ela nos recitava: “Vai Carlos! ser gauche na vida”. Eu devia ser a primeira aluna a dizer que queria ser professora por causa dela.
Lili hipnotizava. Não nos controlava com broncas ou caras feias, embora também recorresse a esses “recursos pedagógicos”. Era pela transfiguração de seu corpo e de sua voz ao ler poemas, contos, crônicas, trechos de romance, cartas e até artigos de jornal que ela nos segurava.
Éramos adolescentes e ficaríamos marcados por aquela experiência pedagógica, lúdica e literária. Lili tinha sido atriz de teatro, em seus tempos de faculdade. “Atriz das boas”, confidenciou o professor de matemática, antigo admirador platônico. No começo ninguém sabia da condição daquela estranha e simpática professora. Era uma novidade. Ao contrário do que estávamos acostumados, não ficava discorrendo gramática por todos os poros, nem percorríamos correntes literárias, suas origens, influências e autores principais, sem ver um trecho sequer daquilo que falávamos. Não, ela preferia ler para nós. Mais que isso, interpretar. Uma benção! Subia no tablado da sala e, como num palco, entrava em cena. Sem afetação, o gesto mínimo, uma folha de papel, uma revista ou um livro aberto nas mãos, caminhar ritmado de um lado a outro, voz pausada e suave, suficiente para encher a sala sem excessos: “Meu coração é um almirante louco/ que abandonou a profissão do mar/e que a vai relembrando pouco a pouco/ em casa a passear, a passear...”.
Extasiados, podíamos ouvir Drummond, Pessoa, Manuel Bandeira, Machado, Cecília Meireles, Patativa do Assaré, uma crônica de Fernando Sabino, uma carta de Clarice Lispector, de Mario Andrade ou até um artigo furibundo do jornal do bairro. Lembro mais dos poetas, claro. É que a leitura provocava um transe - "Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo..." - só quebrado ao final, quando havia comentários a fazer sobre estilo, referências, diferenças de gênero etc. etc. Então despertávamos e voltávamos para casa com vontade de ler aquilo do mesmo jeito que ela.
Não sei se provocava o mesmo efeito em todos. Lembro de colegas fascinados, Zeca, que sonhava ser médico; Clara, que queria ser advogada; Jô, que queria ser arquiteta, e eu, que não sabia o que queria.
Hoje caminho para ser uma orgulhosa Lili. Tal como ela, de leve esperança, de aérea esperança e, assim, me juntar a tantas outras espalhadas por salas de aula do Brasil. “Trago dentro do meu coração,/Como num cofre que se não pode fechar de cheio,/ Todos os lugares onde estive,/ Todos os portos a que cheguei”. Aquele porto eu já deixei, mas jamais sem esquecer o rondó da minha querida capitã.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Belo exemplo
| Foto: Anna Ruth/Especial para Terra |
“Eu e minha família dispomos do necessário para termos uma vida digna.”
[Eleika Bezerra (PSDC), vereadora eleita em Natal (RN) que registrou em cartório certidão em que atesta renúncia ao salário. Professora aposentada, ela disse que vai repassar o dinheiro a instituições filantrópicas de educação.]
[Eleika Bezerra (PSDC), vereadora eleita em Natal (RN) que registrou em cartório certidão em que atesta renúncia ao salário. Professora aposentada, ela disse que vai repassar o dinheiro a instituições filantrópicas de educação.]
Curtiu o exemplo? Clique e saiba mais: http://bit.ly/TmUbeu
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Os 10 países onde professores são mais bem pagos
| Professor Raimundo, personagem de Chico Anysio |
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) atualizou a lista de salários de professores ao redor do mundo. Os dados são deste ano de 2012 e contabiliza o ganho anual de um professor do ensino fundamental 2 (6º a 9º anos).
Confira o Top 10:
1º) Luxemburgo: US$ 101 mil
2º) Suíça: US$ 65 mil
3º) Alemanha: US$ 60 mil
4º) Holanda: US$ 55 mil
5º) Espanha: US$ 49 mil
6º) Irlanda: US$ 49 mil
7º) Coreia do Sul: US$ 48 mil
8º) Canadá: US$ 48 mil
9º) Dinamarca: US$ 47 mil
10º) Áustria: US$ 46 mil
► Brasil: US$ 16,3 mil*
* Base dos dados do Pnad (Pesquisa Nacional Amostra de Domicílios) 2010
- Fontes: OCDE e Pnad
→ Relátorio completo neste link.
► Precisava nem pagar 101 mil dólares. Pra mim, em reais já estava bom. ^-*
Já pensou em ser professor?
| Foto: Fernanda Preto |
Ser professora já foi sonho de menina. Hoje faltam profissionais porque ninguém quer trabalhar só por amor. Mas existem incentivos que podem fazer você mudar de ideia
Tatiana Sanson, 29 anos, foi chamada de louca por alguns amigos. Esse drama aconteceu porque, no início do ano, ela deixou o cargo de gerente em uma empresa de pesquisa de marketing para ganhar metade do salário como professora de história e geografia. "Adoro ensinar! Eu sinto que faço diferença na vida dos meus alunos", ela comemora.
Embora a carreira de docente seja a terceira que mais emprega no país - só perde para escriturário e prestador de serviços -, faltam profissionais com formação específica. Por exemplo, apenas 25,2% dos professores de física têm curso superior na área. O déficit também é enorme em química, biologia e matemática. E, justamente porque a demanda de "profes" é urgente, existem incentivos do governo federal para que os vestibulandos optem por cursos de licenciatura (veja quadro).
Apesar disso, a maioria das mulheres ainda responde "Não, obrigada" a essa carreira - até mesmo as que já sonharam com uma turminha para chamar de sua. Pesquisa da Fundação Victor Civita aponta que 32% dos estudantes do ensino médio cogitam tornar-se professores, porém apenas 2% decidem fazer vestibular para pedagogia ou alguma licenciatura. Os motivos já são velhos conhecidos: baixos salários, condições de trabalho difíceis e desprestígio social.
Não vamos pintar o quadro-negro de cor-de-rosa. A grana é de fato curta - o piso nacional de R$ 1 024 nem chega a ser cumprido em todo o país. Por outro lado, a remuneração varia de acordo com a escola (no ensino privado) e com o estado ou o município (no ensino público) e é diferente para cada nível de ensino. "Por incrível que pareça, no Acre se paga um dos melhores salários, com piso acima de R$ 1 600", comenta Ângela Dannemann, diretora da Fundação Victor Civita.
A realidade enfrentada dentro da sala de aula também é muito diversa. Depende da direção da escola, da participação dos pais e do envolvimento dos demais funcionários. "No interior, a figura do professor é mais respeitada, pois geralmente ele pertence à comunidade e é conhecido por todos", completa Ângela.
Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br
Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
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