sábado, 16 de julho de 2011

Professores de seis estados do Brasil continuam em greve



Iniciadas a partir da aprovação da Lei do Piso pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em abril deste ano, as greves de professores ainda se mantém no Rio de Janeiro, Sergipe, Ceará, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Norte.

A lei, de número 11.738/2008, determina que todos os professores de nível médio da educação básica, com jornada de quarenta horas semanais, têm direito a uma remuneração mínima de R$1.597,87, além de plano de carreira adequado aos novos valores.
Veja aqui a Lei do Piso

Segundo Roberto Leão, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), “as greves começaram após muitas tentativas de negociação com as autoridades locais”. Na maioria delas, informa Leão, os gestores alegaram falta de recursos para o cumprimento da lei.



“O que eles se esquecem de dizer é que a própria lei prevê um fundo da União para ser utilizado pelos estados e municípios que não tiverem recursos para aplicar o piso. Só que para acessar esse dinheiro é preciso comprovar o investimento de 25% da arrecadação de impostos em educação. E, diante de tantos desvios de recursos, são poucos os que conseguem alcançar esse valor.”

Outro problema, segundo o dirigente, é que a correção do piso que acabou gerando distorções nos salários de professores com um nível maior de formação. “Em alguns casos, a diferença de salário entre um profissional de nível médio e um de nível superior ficou em R$ 16, o que é um absurdo.” Para evitar que a carreira seja “achatada”, a CNTE propõe que essa diferença seja de 50%.

Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, a greve de professores já dura 77 dias e não tem previsão para acabar. A última assembléia, realizada na manhã de quinta-feira (14/7), a categoria votou pela continuidade da paralisação, mesmo após Tribunal de Justiça do estado ter decretado a ilegalidade do movimento.


De acordo com Fátima Cardoso, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública do Rio Grande do Norte (Sinte/RN), 90% das escolas estão sem aulas. “Estamos bastante preocupados com os alunos. Como se não bastassem as péssimas condições da educação no estado, o governo nos obriga a tomar esse tipo de medida. Não esperávamos estender tanto a greve”, afirma ela.

A Lei de Diretrizes e Bases, de 1996, determina a carga horária mínima anual de 800 horas, distribuídas em 200 dias de trabalho escolar, sem contar o tempo destinado aos exames finais, caso haja necessidade. Após a determinação da Justiça, por meio de nota, a Secretaria de Educação do Rio Grande do Norte convocou os professores a retornarem ao trabalhos nas escolas, a fim de “garantir a eficiência na reposição das aulas”.

Fátima acredita que “os desembargadores entenderão que a greve dos professores faz parte da democracia e da luta pelos direitos dos trabalhadores. É preciso que o governo reconheça o magistério como reconhece as outras categorias”.

Além do cumprimento da Lei do Piso, os professores e funcionários reclamam um Plano Estadual da Educação, com diretrizes específicas para o ensino na região. Segundo a representante do sindicato, “durante a vigência do último Plano Nacional de Educação (PNE), o Rio Grande do Norte não conseguiu atingir grande parte das metas porque não houve discussões sobre as necessidades locais”.


Rio de Janeiro


Em greve desde o dia 7/6, os professores do Rio de Janeiro pedem reajuste de 26%, incorporação imediata da gratificação do Nova Escola, descongelamento do plano de carreira dos funcionários administrativos e incorporação imediata dos chamados animadores culturais.

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe/RJ) estima que 30 mil servidores, entre professores e funcionários, estejam paralisados. Nesta semana, um grupo de 50 pessoas chegou a ocupar o 5º andar da Secretaria de Educação Estadual (Seeduc), onde se localiza o gabinete do chefe da pasta, Wilson Risolia, mas se retiraram logo em seguida.

Com o fim da ocupação, um acampamento foi montado em frente ao edifício da Scretaria, no centro da capital do estado. “A proposta apresentada pelo governo de Cabral até agora não contempla a principal reivindicação da categoria, que é o reajuste de 26%”, afirma Alex Trentino, diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro. Em reunião na tarde de quinta-feira (14/7), secretários do governo propuseram aos grevistas um reajuste para o mês de agosto, ainda sem valor definido.

Além dessa medida, o governo ofereceu a antecipação de mais uma parcela do programa Nova Escola para os professores da rede e de todas as parcelas restantes para os funcionários, e prometeu o descongelamento do plano de carreira dos técnicos-administrativos.

“As propostas serão analisadas e votadas na assembleia da categoria que acontece hoje [15/7] à tarde, mas as perspectivas são de que a greve continue”, analisa Trentino.

Dia Nacional de Paralisação

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) marcou para 16/8, um Dia Nacional de Paralisação. Está prevista uma jornada pela implementação do piso nacional, adequação dos planos de carreiras e pela aprovação de investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB), mais 50% do fundo social do pré-sal para a educação, nos marcos do plano nacional de educação. “As mobilizações serão ainda mais fortes no segundo semestre”, ressaltou Roberto Leão.

Veja o quadro da greve

Estado Início da Greve Próxima Assembleia
Ceará 30/06 1/08
Minas Gerais 8/06 3/08 – 14h
Rio de Janeiro 7/06 15/07 – 14h
Rio Grande do Norte 2/05 19/07 – 8h
Santa Catarina 18/05 18/07
Sergipe (Aracaju) 13/06 15/07 – 15h

Fonte: Aprendiz

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Com licença, eu também vou à luta...

por Rogério Marques


ENGRAÇADO, o Ministério Público recomendou à secretária de educação do Estado, Betânia Ramalho, “a instauração de processo administrativo disciplinar contra os servidores que inviabilizem a prestação de serviço educacional”. Devia, também, condenar o estado pelas péssimas condições das escolas públicas.


Não bastasse o difícil exercício da profissão, que inclui longas jornadas em salas de aula superlotadas, os trabalhadores em educação ainda são criminalizados. Além das graves doenças da profissão, como enfermidades vocais, LER/Dort, síndrome de bernout ou estresse crônico. Essa é uma realidade vivida pelos educadores que o poder público e a grande imprensa não quer ver. Fingem não saber ou fazem questão de esconder.

A greve é um direito garantido pela Constituição Federal do Brasil que os trabalhadores têm para enfrentar governantes autoritários e insensíveis à dura realidade de quem depende de salários miseráveis. Portanto, secretária de educação e Ministério Público, fazer greve não é cometer crime.

Descontar dia de trabalho de quem luta por uma educação de qualidade e salário digno , isso sim, é ilegal, imoral.

A lei, ora a lei... E os dias de aula que não são cumpridos devido a falta de professores e as condições precárias das escolas públicas? Quem vai pagar por isso? A greve não tem culpa do ensino brasileiro ser um dos piores do mundo.

Então, não adiante criminalizar trabalhadores para poupar os verdadeiros culpados das péssimas notas atribuídas ao ensino brasileiro.

Os trabalhadores da rede pública estadual de ensino no Rio Grande do Norte merecem todo o respeito. Afinal, lutar não é crime. Por isso, numa decisão corajosa, a assembleia dos trabalhadores em educação realizada nesta quinta-feira (14/7), na Escola Estadual Winston Churchill, decidiu continuar a greve, mesmo sob as ameaças dos poderes executivo e judiciário. Com licença, eu também vou à luta...

Fonte: Foque

Greve dos professores já é a maior realizada no Estado

Os professores do Estado decidiram, por unanimidade, que a greve encampada pela categoria vai continuar. A decisão foi tomada ontem à tarde, 14, durante uma assembleia realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE). Os docentes adotaram a mesma postura que já tinha sido tomada em Natal, pela manhã.


Com isso, o movimento paredista, deflagrado, inicialmente, na capital do Estado, no dia 28 de abril e em Mossoró no dia 29, completa 79 dias de sua deflagração e se torna a maior greve do Rio Grande do Norte, embora, oficialmente, só tenha sido iniciada no dia 2 de maio.


Paralisação desse porte tinha sido realizada apenas no ano de 1979, durante o governo de Geraldo Melo, conforme informou o coordenador regional do Sinte, Rômulo Arnaud. “Por unanimidade, a greve continua”, afirma.

Diante da negativa do governo em acatar as reivindicações dos professores, a categoria resistiu até mesmo à decisão do Pleno de desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), que acatou o pedido do Governo do Estado e julgou a greve como sendo ilegal, na quarta-feira passada, 11.


Rômulo Arnaud explica que a decisão não pune os professores, ela apenas estipula o pagamento de multa diária no valor de R$ 10 mil. Ele menciona ainda que o governo ganhou a tutela antecipada, mas a categoria, através de seus advogados, irá recorrer para que o plenário reveja a posição e anule a multa. Caso isso não seja possível, o coordenador menciona que o sindicato está consciente da situação e irá arcar com as consequências.

O coordenador enfatiza que a decisão adotada pela categoria nada tem a ver com uma queda de braço com a Justiça. A consideração acerca da ilegalidade da greve, no entanto, não intimidou os professores e o movimento parece ganhar fôlego.

“Cada ação tem uma reação”, afirma o coordenador do Sinte, acrescentando que a atitude do governo em judiciar a greve despertou um sentimento de revolta muito grande nos professores.


A categoria, a exemplo de muitas outras, não chegou a ser recebida pela governadora. De acordo com Rômulo Arnaud, houve uma conversa com o secretário da Casa Civil do Governo do Estado, Paulo de Tarso, porém, não houve avanço em relação à situação dos professores.

Hoje haverá uma reunião com o comando de greve para definir ações do movimento paredista e na próxima terça-feira, às 8h, na sede do Sinte, os docentes se reunirão em nova assembleia.


FONTE: Gazeta do Oeste

Sinte-RN encaminha ofício ao Governo

Na tarde dessa quinta-feira (15), a direção do Sindicato encaminhou ofício à Governadoria e à Secretaria de Educação do Estado informando os motivos da continuidade do movimento paredista. Na ocasião, as reivindicações da categoria foram reafirmadas:
1- Antecipação dos 34% para os meses de julho, agosto e setembro;
2- Aplicação dos 21,76% de correção no mês de janeiro de 2012;
3- Totalização da tabela salarial do magistério em junho de 2012.
O Sindicato deixou claro, ainda, o interesse em flexibilizar a negociação propondo que os valores retroativos sejam escalonados em uma discussão pós-greve.

Para a coordenadora geral do Sinte, o Sindicato tem dado bom exemplo de diálogo. “Resta ao governo aproveitar esse diálogo para desfazer qualquer imagem negativa em relação aos serviços da Educação e de seus profissionais. Esse é o caminho para a superação do impasse”, disse. 



 Fonte: www.sintern.org.br

Educação: a greve continua, apesar da injustiça!

Em assembleia realizada na tarde de ontem (14), no Salão paroquial, os trabalhadores em Educação do Estado da Regional de Apodi decidiram pela manutenção da greve. Durante os debates, nenhuma das falas dos trabalhadores presentes se mostrou contrária à defesa da direção do Sindicato pela continuidade e fortalecimento do movimento.

De acordo com os coordenadores da Regional do SINTE-RN de Apodi, a assessoria jurídica do Sindicato entrará com uma ação contra a liminar que determina o início das aulas. 

Portanto, Educação de Apodi continua em greve, apesar da injustiça!

Frase do Dia

"O pior governo é o que exerce a tirania
em nome das leis e da justiça." 

(Barão de Montesquieu)

Crônica de Sexta

Clique aqui para ler!

A Voz do Silêncio é a minha crônica de hoje no Aspirinas & Urubus

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Twittada do Dia:

Sentença do TJ não acaba com a greve de professores



A decisão do Tribunal de Justiça de considerar a greve dos profissionais da rede pública de ensino do Rio Grande do Norte ilegal não foi suficiente para levar os educadores de volta às salas de aulas. Em assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte - RN) e encerrada há poucos instantes, a categoria decidiu que recorrerá da decisão do TJ de pagar multa de 10 mil reais a cada dia sem trabalho e continuará em greve.

A paralisação dos profissionais de educação do Rio Grande do Norte caminha para ser a mais longa da história do Rio Grande do Norte. Hoje, a paralisação completa 74 dias. Segundo o Blog da Thaisa Galvão, a maior greve registrada, no estado potiguar, ocorreu no governo Geraldo Melo, nos anos 80, e durou 79 dias.


Lançamento da primeira edição da revista “Cruviana”



Será lançada hoje, às 19h, na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, a primeira edição da revista "Cruviana", espaço virtual dedicado à publicação de contos. Iniciativa do jornalista José de Paiva Rebouças, em parceria com a editora Sarau das Letras, a iniciativa reúne trabalhos inéditos de escritores conhecidos e iniciantes do Brasil, Argentina e Portugal.

Entre os colaboradores, estão os escritores Carlos Gildemar Pontes, cearense com mais de 10 livros publicados e diversos prêmios recebidos, Clauder Arcanjo, que recentemente publicou um livro sobre poesia, e a Olga Savary, uma das poucas mulheres que aparecem na coletânea dos Cem Melhores Contos do Século (XX).

O projeto está disponível no endereço: www.revistacruviana.blogspot.com e pode ser lido através da interface ISSUU ou baixado como PDF.

"A união de trabalhos de autores conhecidos com principiantes é o dá o equilíbrio dessa primeira edição", diz José Paiva Rebouças, destacando entre os iniciantes do mundo do conto o professor Joaquim Dantas, a paulista Arlete Mendes e o poeta Pedro Fernandes.
"Temos uma média de 25 contos publicados que vieram de várias partes do Brasil. Muitos nunca publicaram nada", complementa, destacando ainda a fotografia de Pacífico Medeiros, que selecionou algumas de suas melhores fotos para ilustrar a "Cruviana" e do artista plástico Anchieta Rolim, de Areia Branca, que disponibilizou uma série inédita de abstrato construída no computador como estudo de uma próxima exposição.

No lançamento de hoje, o organizador anunciará a abertura da próxima chamada pública para a segunda edição da revista virtual, prevista para o mês de janeiro de 2012, já que o projeto é semestral.

No evento de hoje à noite, será lançada ainda a terceira edição do Caderno-Revista 7Faces, de organização do poeta e escritor Pedro Fernandes. Nesta edição, Pedro inaugura o 7faces Acadêmica com artigos dedicados à poesia do poeta português José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura.

O projeto demorou um ano para ficar pronto e conta com artigos de estudiosos de várias partes do Brasil e, principalmente, de Portugal, inclusive do reitor da Universidade Aberta de Lisboa, Carlos Reis, que faz a apresentação do Caderno-Revista. O endereço é: www.set7aces.blogspot.com.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

CAPÍTULO X

         As pessoas se apertando, cada vez mais se achegaram para o centro. Queriam saber o que aquele homem esquisito, com nome de índio – ou de cangaceiro? – tinha para dizer. Houve um empurra, empurra, foi necessária a intervenção de padre Benedito para que houvesse ordem.

         - Calma minha gente! Tenham paciência. Não precisa tumultuo. Se não ficar todo mundo quieto, vamos levar este cristão para longe daqui.

         Parece que surtiu efeito. Informados de que poderiam perder o que estava para acontecer, assim como a curiosidade matou o gato, não contrariaram o Vigário. Enfim o silêncio voltou com todos se acomodando como podiam. Agora era só esperar a hora que aquele andarilho, vindo se sabe-se lá de onde, começasse a falar.

         Saindo um pouco do meio da multidão, Guerra puxou Danta pela camisa e comentou:

         - Espere aí, amigo. Que esse bandido tenha vindo parar em nossa cidade, vá lá. Mas como é que ele sabia que estava havendo todo esse parangolé na tenda dos ciganos?

          Danta encolheu os ombros, espichou os beiços e abriu as mãos dizendo:

         - Sei lá...!

         Os curiosos e as três autoridades naquele momento estavam impacientes com a demora do esquisito sujeito. O delegado, retirando o chapéu do panamá, coçando o cocuruto com força, demonstrando raiva, gritou, com a sua voz histriônica:

         - Como é amigo, vai falar ou não vai!? Pensa que nós aqui estamos distribuindo simpatia? O trabalho aqui é de alta responsabilidade, prestes a prendermos um criminoso, e vem o senhor com esse negócio que tem segredo para revelar...! Quem é você, desembucha se não quiser ir para o xilindró!

         Os verdejantenses gostaram da palavra poderosa do delegado Luiz Marchante. Homem sem papas na língua. Às vezes cai do cavalo, mas naquele momento estava sendo muito macho. Houve um ensaio de aplauso para as palavras do delegado.
         - Ta, ta, ta, vou explicar. Sou Vento Solto, apelido, é claro. Fazia parte do bando de Massilon. Desentendi-me com ele, aí fui ameaçado, fugi. Mas primeiro passei por aqui para dar um aviso, ou melhor, contar um segredo...

         E chupava o cigarro feito de fumo de rolo e soprava. Cuspia uma cusparada para longe, parecendo uma cagada de pato. Retornava a sugar a fumaça, soprava e cuspia. Nisso o tempo passava. O prefeito, magro que parecia que a barriga ia recuar até às costas, com sua voz fanhosa, advertiu:

         - Cabra, se você mentir aqui perante nós, vier com conversa fiada só para nos enganar, pensando que vai tirar algo dessa gente daqui, pode tirar o cavalinho da chuva. Mando te prender, amarrar e dar uma surra para aprender a respeitar a terra dos outros e seus habitantes! Estamos combinados?

         - Assim é que eu gosto...

         Foi a resposta do homem forasteiro, enquanto empurrava para cima o mais grosso tufo de fumaça que pode sair de sua boca de dentes estragados e acabou o cigarro, o jogou ao chão e pisou em cima, como para apagar de vez a bagana sem mais serventia, dava a impressão que esmagava a cabeça de um réptil rastejante.  

         Um circunstante, que estava lá por trás, levantando a cabeça para que sua voz fosse ouvida na frente, já possuído de certa revolta com aquele vai-e-vem sem que se chegasse a lugar nenhum, falou:

         - Acabem logo com essa porcaria de papo furado! Coloca esse vassalo detrás das grades, que aí ele diz a que veio!

         Aplauso. Assovios. Risadas e novamente aquela algazarra que, mais uma vez, padre Benedito tentou acalmar, sendo que, deste instante, foi mais difícil porque houve alguns protestos. Depois de muito pedido e explicações, aquela reunião que já durava mais de três horas voltou ao silêncio desejado, sem, antes, João de Deus, um comerciante do lugar, indagasse:

         - Padre Benedito, Massiolon que este sujeito está a se referir é aquele coiteiro de Lampião? E que mora pras bandas da Paraíba?

         - Exatamente!

         Respondeu o Vigário, retornando ao centro, para ouvir o bandoleiro falar. Toda essa confusão estava acontecendo dentro da tenda principal dos ciganos, gentilmente cedida pelo chefe, mas que já se ouvia palavreado ramani – dialeto próprio dos caló -, como que não estivessem gostando da demora demasiada de toda a balbúrdia, a hora do almoço se aproximava.

         - Bom, sou alagoano. Cedo entre para o bando de Lampião. Andei pela Paraíba, e por causa de um rabo de saia, fiquei por lá. Fui perseguido e aí me juntei ao bando de Mssilon...

         Começou, finalmente, a falar o Vento Solto. Mas ainda interrompeu sua falação, queria beber um copo d’agua. Arranjaram-lhe e, depois de limpar os beiços com a manga da camisa, continuou:

         - Numa noite chegou ao acampamento, dois homens a cavalo, conhecido do chefe. Apearam-se e foram para um canto escuro conversar com Massilon. Eu, toda a vida fui bastante curioso, segui os três e fiquei escondidinho, no escuro, abaixado por trás de uma moita, ouvi todo o papo.

         O sujeito estava sentado narrando essa história que, a partir daquele momento, começou a despertar o interesse de todos, principalmente do prefeito. Mas levantou-se, fez alongamento esticando os braços para cima, o chapéu de couro caiu da cabeça, apanhou, recolocou, deu alguns passos.

         - Mas com seiscentos diabos, homem! Será que você não vai terminar logo de contar esse segredo não?! Fala de uma vez, seu, seu meliante!

         Esbravejou o delegado Luiz Marchante. Mas aí já foi o próprio prefeito quem pediu calma ao delegado:

         - Espera Luiz, espera. Deixa o homem tomar fôlego. Pode continuar meu chapa.

         - Ouvi bem quando um disse: “Nós queremos que você dê fim ao Coronel Chico Pinto, da cidade de Verdejante, no Rio Grande do Norte. Diga quanto é a empreitada. Nós lhe damos a metade agora e a outra metade quando o serviço tiver sido feito”.

         - Vi bem quando Massilon ficou pensando, pensando, depois disse: “Mil contos de réis. Nem um cruzado a menos”. O outro homem, que não havia falado ainda, bateu o martelo: “Está firmado! Pega os quinhentos. Mas nós queremos para já, o trabalho, e que ninguém fique sabendo que nós estivemos aqui!”

         - Tinha um claro pouco, mas tinha da lua, aí Massilon conferiu o dinheiro. Apertaram as mãos uns dos outros. Voltaram. Foi quando ouvi bem Massilon dizer: “Quinta-feira da próxima semana estarei lá com os meus cabras!”

         Os homens entreolharam-se. Uns com medo, outros desconfiados de que Vento Solto estivesse mentindo. Logo iria pedir alguma recompensa pela informação. Hoje é segunda-feira... Daqui a três dias... Pensou lá com os seus botões Lucas Pinto, irmão do Coronel que parecia estar ameaçado de morte.

         O impacto foi grande. Ninguém quis mais saber sobre o ladrão do bode Merlim, nem onde morava, nem nada. O assunto agora, da maior importância, era o caso contado pelo forasteiro.

         O delegado, assumindo um ar de superior, na qualidade de comandante das forças policiais do lugar, perguntou com redobrada voz de histrião:

         - Sujeito alagoano que habitava a Paraíba, diga-nos: como poderemos acreditar no que estás a revelar?

         Guerra, Danta e Wilson encontravam-se bem perto do homem, podiam sentir a fedentina que saia de sua roupa que pedia uma limpeza urgente, mistura de poeira, suor e do emporcalhado andarilho que, seguramente, há muitos dias não sabia o que era um banho. Por isso os meninos não perderam nenhum pormenor. Até riram por terem conseguido lugar privilegiado para assistirem todo aquele drama de conotações chocarreiras apresentado por alguém que ninguém nunca vira na vida.

         - Os senhores me coloquem em algum recanto, bem vigiado. Se acontecer os senhores me libertem para eu seguir meu caminho, Não acontecendo podem fazer comigo o que quiserem.

         Lucas Pinto, o prefeito. Andou de um lado para o outro. Mão na cintura, outra levava à boca tamborilando com um dedo. Pensava. De repente, voltando-se para o delegado, ordenou:

         - Leve este homem para o Apanha Peixe, no meu terreno. Que dois soldados fiquem com ele por lá o vigiando de dia e de noite. Vou passar um telegrama para o presidente da Província. Chico Pinto está para Caraúbas, foi resolver assuntos de interesse particular, volta somente depois de amanhã.

         Padre Benedito perguntou, como que já aconselhando:

         - Não seria viável mandar um mensageiro ao Coronel Chico Pinto para que se resguarde, ficando por lá alguns dias, enquanto se resolve a situação?

         O prefeito balançando o dedo indicador concordou:
        
          - Isso, isso, isso. Vou mandar Manoel Cosme. Mas duvido que ele aceite se esconder. Não custa tentar, fazer o que estiver ao nosso alcance.

         Logo a reunião foi desfeita. As ordens seriam cumpridas. As pessoas voltaram a comentar a possível vinda de um bando de marginais para matar o Coronel Chico Pinto. A mulher do Coronel ficou aflita, bem como toda a sua família.

         Manoel Dantas deu as doze badaladas do meio dia. Os ciganos, ouvindo aquela narração enfadonha, mas ameaçadora do ex-integrante do bando de Massilon, resolveram desarmar as tendas e, amanhã bem cedo, partiriam.

         Guerra e Danta ainda aproveitaram para um rápido mergulho na lagoa. Wilson não se interessou, foi para casa, ansioso para contar tudo ao seu pai. Mas os dois amigos que tomavam um delicioso banho nas águas calmas da dadivosa lagoa conversavam:

         - E o nome de quem roubou o bode?

         Disse Guerra. Danta avaliou:

         - Talvez o delegado recomece a investigação depois de quinta-feira.

         Guerra afundou na água, voltou à tona e ponderou:

         - O nome do matador de Merlim o delegado sabe. Mas como é pessoa que está por aqui, não é daqui, não sabe onde ele mora.

         Danta observou:

         - Coitado do Merlim, nunca ninguém vai saber quem o carregou e se ainda vive, se realmente o mataram e o comeram... Ainda mais agora com essa história de Massilon.

         Os meninos davam pernadas na água. Do outro lado da cerca, que separava o poço das Matutas - lugar reservado para as lavadeiras de roupa, mulheres protegidas com enormes chapéus de palha retiravam a sujidade das vestimentas dos habitantes de Verdejante. Batiam nos panos ensaboados com um cacete, deixando a barrela escorrer para dentro da lagoa. Algumas lavadeiras se encontravam ali, trabalhando duro, colocando trouxas de roupa para quarar. As mais experientes fumavam cachimbo, outras ainda cantarolavam. Lugar predileto para boatos, mexericos e falar da vida alheia.

         Danta e Guerra finalmente saíram, batiam nos ouvidos como para retirar a água por ventura foi deslocada para dentro dos mesmos e, subindo as barreiras, rumo as suas casas, ainda remoíam o assombroso caso do bando que viria quinta-feira para dar cabo do Coronel Chico Pinto.

         Dizia o menino Danta;

         - Melhor o Coronel se esconder.

         - Também acho.

         Respondia Guerra e em seguida inquiriu o amigo:

         - Será que aquele homem misterioso disse a verdade?

         Danta apenas falou:

         - Sei lá. O prefeito mandou que ficassem dois soldados com ele todo o tempo.

         E assim seguiam, subindo sempre. Passam pela residência do marceneiro Janoca Pade, Francisca, sua filha, sentada na janela, brincava com uma boneca de pano. Avistou os meninos desceu da janela, entrou em casa.

         Danta comentou:

         - Você viu? Francisca de Janoca parece que estava com medo de nós...
        
         Não sabe ele que, anos mais tarde, aquela garota viria a ser sua esposa, mãe de uma prole de muitos filhos.


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RESUMO: Que confusão! Nome do sujeito que roubou o bode Merlim; aonde foi morar tal sujeito; chegada de Vento Solto; segredo revelado, ou seja, péssima notícia para os Vedejantenses, pois poderá haver uam invasão dos cangaceiros à cidade. E não é que a cigana tinha razão? Padre Benedito tem que se benzer três vezes seguidas durante um dia inteiro. Um dia de expectativa, ou dois dias calculando as probabilidades? Ninguém sabe o que acontecerá de hoje para amanhã naquela pequena e pacata cidade. O conveniente é aguardar os próximos capítulos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Direção do SINTE vai até a Casa Civil do Estado

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Na tarde desta terça-feira (12), o Coordenador Geral do SINTE, José Teixeira e as diretoras Janeayre Souto e Larrúbia Tavares vão à governadoria, o objetivo dessa reunião foi de solicitar uma audiência com a Casa Civil do Estado.



De acordo com José Teixeira é necessário que o governo estadual tenha responsabilidade e receba a direção do sindicato em audiência. A direção do sindicato tem colocado que não interessa a queda de braço com o governo estadual. O governo não pode fazer dialogo de surdo mudo.





A direção do sindicato fará um plantão na Casa Civil do Estado a partir das 10 horas, dessa quarta-feira (13), esse plantão é para que essa audiência aconteça.Governadora tenha responsabilidade, respeite a população do Rio Grande do Norte.


Fonte: http://janeayresouto.com.br

Para ler e refletir...

Recebi o texto abaixo por e-mail e achei uma lição maravilhosa, por isso compartilho com vocês que são pessoas especiais para mim.


Boa terça-feira para todos.

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UBUNTU*

A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África  chamada Ubuntu. Ela  contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da  tribo e, quando  terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte  que o levaria até o aeroporto de volta pra casa.

Sobrava muito tempo,  mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma  brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva. Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto  bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele  chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas  deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.

As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no  chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas   as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes. O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós  poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"


Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda  não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"

Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...

UBUNTU PARA VOCÊS!






* Desconheço a autoria

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Frase do Dia




Imagem: Blog Literatura Fascinante

GREVES NA UERN: MOBILIZAÇÃO EM PAU DOS FERROS


A Associação dos Docentes da UERN – ADUERN e o Sindicato dos Técnicos Administrativos da UERN – SINTAUERN convidam todos os professores, técnicos administrativos e alunos, a participarem na próxima terça-feira 12.07.2011 do dia de mobilização em defesa da UERN.
A programação consta de: 

8h30min. - Reunião no auditório do Campus de Pau dos Ferros/RN com professores, técnicos, alunos e o Comando Geral de Greve; 

9h30min. - Caminhada/panfletagem com saída do Campus até o centro de Pau dos Ferros – RN; 

11h45min. - Entrevista na Rádio Obelisco. 




Mais informações: http://www.professoreneasneto.net.

Projeto oferece capacitação em leitura e artes



O Projeto de Extensão Biblioteca Ambulante e Literatura nas Escolas - BALE, do Departamento de Educação do Campus Avançado "Profa. Maria Elisa de Albuquerque Maia" (CAMEAM), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em Pau dos Ferros, está oferecendo capacitação na área de Leitura e Artes, com cursos e oficinas direcionados à formação de leitores e de repertório de leitura. Os cursos são destinados à formação de profissionais que atuam nas redes públicas de ensino estadual e municipais da Educação Básica, bem como em espaços não-escolares, bibliotecários, instituições superiores e demais entidades que desejem melhorar o desempenho na mediação da leitura. O período destinado à capacitação é entre os meses de junho a outubro de 2011, sendo que os cursos e oficinas ocorrerão nos próprios locais de destino, em dias acordados entre os interessados.

O "BALE-Capacitação", como é conhecido essa atividade, é uma iniciativa do Projeto de Extensão Biblioteca Ambulante e Literatura nas Escolas e tem por objetivo geral capacitar mediadores de leitura nas cidades do Alto Oeste Potiguar ou outros municípios, incentivar o gosto pela leitura e oferecer estratégias para trabalhar a leitura de maneira dinâmica em sala de aula, utilizando recursos simples e práticos. Essa iniciativa se justifica pela necessidade de alguns alunos de graduação e de pós-graduação, membros do BALE, em angariar recursos financeiros para garantir a participação da equipe no IV Fórum Internacional de Pedagogia - FIPED, que acontecerá na Cidade do México, no período de 07 a 11 de novembro de 2011.


Os contatos e contratos com o BALE-Capacitação podem ser feitos por meio de Prefeituras, Secretarias Municipais de Educação e Cultura, Escolas públicas e privadas, Bibliotecas e demais instituições ou pessoas interessadas no desenvolvimento da leitura e das artes literárias.




Outras informações podem ser obtidas com a professora Diana Saldanha (DE/CAMEAM/UERN), nos seguintes contatos:
Email: projetobale@yahoo.com.br
Blog: http//:projetobaleuern.blogspot.com
Twitter: @projetobale
Orkut: projetoBALE
Tel.: CAMEAM/UERN: (84) 3351 2560, (84) 3351 3909,
Coordenação: (84) 99879621/9625 2076

Novo Projeto do Pessoal do Tarará‏


O Grupo de Teatro O Pessoal do Tarará inicia mais um projeto, em parceria com o Banco do Nordeste, a partir da próxima quarta-feira (13), em Upanema. Trata-se do projeto A Construção da Cena, que consiste na realização de oficinas em cinco cidades da região: Upanema, Apodi, Janduís, Umarizal e Governador  Dix-Sept Rosado. O projeto será realizado graças ao Programa BNB de Cultura 2011, parceria BNDES e Governo Federal, e chega à população de forma gratuita.
Em cada uma das cidades, o grupo O Pessoal do Tarará permanecerá por cinco dias realizando oficinas, e documentando o trabalho realizado e os causos e histórias da comunidade, através de vídeo, fotografia e literatura, para, ao final do projeto, abrir um outro canal de divulgação, através de um documentário e uma revista.


Estamos querendo muito este momento, porque sempre passamos por estas cidades com nossos espetáculos, e quase nunca temos tempo de ajudar na formação artística, a partir da nossa experiência no grupo”, explica o ator Antônio Marcos.




A primeira cidade a receber o grupo será Upanema, de 13 a 17 deste mês; depois, Apodi, de 25 a 29 também de julho; em agosto O Pessoal do Tarará finaliza o projeto em Janduís, de 7 a 11; Umarizal, de 14 a 18; e Governador Dix-Sept Rosado, de 21 a 25.

Fonte: Assessoria de Comunicação d'O Pessoal do Tarará

Aluno envia carta à Governadora exigindo o fim da greve

Caicó-RN,11/07/2011

Excelentíssima Governadora do RN Rosalba Ciarlini,

Venho nesta carta, demonstrar minha indignação com o desrespeito com todos norte-rio-grandenses com respeito a educação do nosso estado.Já não agüento mais esperar, estou no Terceiro ano do ensino médio, em pleno ano de vestibular, e não sei qual será minha situação e a de muitos estudantes do estado e especialmente da minha cidade Caicó, minha escola  a EECCAM é uma das mais prejudicadas devido essa Greve, pois nossas aulas começaram com mais de um mês de atraso, devido uma reforma feita na escola. 


É de assustar a sua posição com respeito a educação - A base de todas demais profissões; como a Senhora Governadora Rosalda Ciarlini quer ver um Estado como nosso o RN crescer, se a base para o desenvolvimento de qualquer lugar, aqui não é vista como um bem precioso para toda população? É bom a Senhora rever o seu passado, pois a Senhora vai ver que as conquistas que a Senhora teve ao longo de sua vida, foi graças a um simples professor, que ensinou o pouco que ele sabia, para que hoje a Senhora estivesse onde está.

Muitos não tiveram a oportunidade de estudar devido as condições e dificuldades que o passado os infligiram, mas HOJE todos temos essa oportunidade, mas para que ela seja concretizada em vitórias(nossa vida de estudo), é preciso valorizar o precursor da transmissão do conhecimento para todos. Sei que se a Senhora fizer sua parte, o nosso estado não terá nenhum prejuízo com isso, pois o maior investimento que a Senhora pode fazer para nosso RN crescer, é simplesmente valorizar os transmissores do conhecimento - o "Professor", esse agente tão importante no crescimento de uma Nação; colocando ao mesmo tempo a Educação como o ponto central de melhoramento e investimentos ao longo do seu mandato como Governadora do RN.

Escrito Por : Sérgio Medeiros de Almeida

(Aluno do Terceiro ano da EECCAM)







Fonte: http://www.glaucialima.com