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quinta-feira, 21 de março de 2013

Folha de São Paulo destaca "rodízio" de alunos no RN


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Com um número insuficiente de professores, a rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte decidiu adotar um "rodízio" de alunos.

Ao longo da semana, em geral, os alunos têm passado três dias em sala de aula e os outros dois em casa. O "rodízio" atinge principalmente adolescentes dos últimos anos do ensino fundamental.

O sindicato potiguar dos professores estima em cerca de 20% os estudantes do Estado atingidos pela medida. A rede tem cerca de 280 mil alunos -destes, 56 mil no rodízio, segundo o sindicato.

Nesta semana a Folha visitou algumas dessas escolas.

Uma delas é a Escola Estadual Aldo Fernandes de Melo. Ela tem cerca de 1.200 alunos, biblioteca, laboratório de informática e salas de aulas em boas condições. No entanto, faltam professores de diferentes disciplinas, e cada turma só frequenta a escola três vezes por semana.

"Cada turma fica pelo menos dois dias em casa", disse a diretora, Marluce da Silva. "Estamos sendo obrigados a escolher quais turmas terão as disciplinas", completou.

A própria diretora lembra que a medida vai contra a LDB (Lei de Diretrizes e Bases), que determina o cumprimento de, no mínimo, 200 dias letivos ao ano.

Se um aluno passar todo o ano letivo nesse regime, terá tido apenas 120 dias de aula.

Segundo o governo de Rosalba Ciarlini (DEM), já foram convocados mil professores e outros 500 aprovados em concurso serão chamados nos próximos dias para tentar resolver o problema.

Na periferia de Natal, um dos alunos em "rodízio" é André Mateus Silva, 14, do sétimo ano. "Na hora que deveríamos estar aprendendo na escola estamos em casa."

Joyce Lohane da Silva, 13, e colega de sala de aula de André, afirma que a turma está se preparando para disputar uma vaga no IFRN (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte). "Como estamos sendo prejudicados, não estamos preparados [para o concurso]", disse a estudante, que sonha se formar em medicina.

INTERIOR

Segundo o Sinte-RN (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN), o deficit de profissionais não se restringe apenas a Natal. No interior, a situação é parecida.

De acordo com números do último Ideb (Instituto de Desenvolvimento da Educação Básica), de 2011, o Rio Grande do Norte tem um dos piores desempenhos no ensino fundamental do país.

Nos anos iniciais, o Estado fica à frente apenas de Alagoas, que aparece como último colocado no país. Nos anos finais, ele fica à frente de Alagoas e empatado com Bahia, Paraíba e Sergipe.

Com 2,9 no Ideb, a rede estadual não cumpriu a meta para o 9º ano e ficou abaixo da média nacional, de 3,9.

OUTRO LADO

A Secretaria Estadual da Educação do Rio Grande do Norte informou que foram convocados mais de mil professores para suprir a demanda. O órgão diz que outros 500 docentes concursados serão chamados nos próximos dias para compor o quadro da rede pública de ensino.

A secretária estadual, Betânia Ramalho, diz que o deficit deste ano foi causado por vários fatores, como aumento no número de aposentadorias e de matrículas,cerca de 30 mil delas só em Natal.

Para Ramalho, muitos dos professores aprovados em concurso não atenderam as primeiras três convocações, o que acabou diminuindo a quantidade de efetivos.

A expectativa é que, com a quarta chamada, os novos professores já estejam nas salas de aula em até 30 dias. Até lá, o governo potiguar pretende suprir horários vagos com "aulões" aos sábados e com a contratação de educadores para atuar em horário complementar durante a semana.

Esses "aulões" devem ser aplicados para repor o conteúdo perdido. Ainda não há previsão, porém, de quando os primeiros devem ocorrer.

No interior do Estado, o governo diz que o problema ocorre devido à falta de professores em matérias específicas, o que será resolvido com hora extra de docentes.


Fonte: Folha de São Paulo
Por Danilo Sá 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Professora que fotografou escola alagada tem demissão suspensa

Após divulgar fotos em que mostra estudantes tendo que usar guarda-chuvas dentro de sala de aula
em escola do ensino municipal de Imperatriz (MA), a professora Uiliene Araújo Santa Rosa,
relatou em seu perfil no Facebook ter sido demitida pela Secretaria de Educação do município



A professora que fotografou e divulgou as imagens de estudantes tendo aulas em uma sala alagada no município de Imperatriz, no Maranhão, teve a demissão suspensa nesta quarta-feira. De acordo com a assessoria da prefeitura da cidade, a decisão partiu do próprio prefeito reeleito da cidade, Sebastião Madeira, após a repercussão do caso.


Uiliene Araújo Santa Rosa, que lecionava no Colégio Municipalizado Guilherme Dourado, publicou no dia 12 de outubro fotos que mostravam alunos usando guarda-chuvas enquanto faziam prova dentro da sala de aula.

O conteúdo ainda mostrava o piso do local alagado. Segundo uma publicação feita por Uiliene na quinta-feira em seu perfil no site de relacionamento, ela disse que inicialmente divulgou as imagens sem identificar a instituição de ensino, para preservar os alunos.

No entanto, no mesmo post ela afirma que "depois da denúncia varreram até em cima da escola e colocaram 'telhas de vidro' no local dos buracos e ainda ameaçaram os alunos que compartilharam com expulsão da escola". Também contou a que a diretora do colégio, Ivone Carvalho Milhomem, a afastou do cargo, a colocando à disposição da secretaria de Educação do município, que então teria feito a recisão de contrato.

Ontem foi feita uma reunião na Câmara de Vereadores da cidade para tratar do caso. Os parlamentares aprovaram um pedido de explicação por parte do prefeito sobre a decisão de demitir a professora. O gestor terá um prazo de 30 dias para se manifestar.

O Terra entrou em contato com Uiliene e também com a Secretaria Municipal de Educação de Imperatriz, mas ainda não obteve retorno de nenhum das partes.

Fonte: Blog do Prof. Ivanilson

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Senado aprova limite de alunos por turmas do ensino público




As turmas de pré-escola e do 1º e do 2º ano do ensino fundamental da rede pública deverão ter no máximo 25 alunos. No caso das demais séries dessa etapa e do ensino médio, o limite é 35 estudantes. A restrição está prevista em projeto de lei aprovado nesta terça-feira (16/10), em caráter terminativo, pela Comissão de Educação do Senado.

O texto, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/1996), agora será analisado na Câmara dos Deputados. O autor do projeto, Humberto Costa (PT-PE), destacou que o elevado número de alunos por turma impede o acompanhamento e o aprendizado de cada estudante da rede pública.

Pelo texto aprovado na comissão, uma vez aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, a nova lei entrará em vigor em 1º de janeiro do ano subsequente ao da publicação no Diário Oficial da União.



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Redes sociais: aliadas da aprendizagem



Sou chamada por alguns colegas de "professora internética". O apelido advém do fato de eu, literalmente, estar sempre conectada com as novas tecnologias. Faço isso porque acredito que as NTICs, além de grande relevância social, podem ser também  importantes ferramentas na prática educativa. Quando digo prática educativa, refiro-me tanto à minha formação (meus estudos, cursos, mestrado, pesquisas, etc), quanto à minha atuação profissional, em sala de aula. 

Parece-me cada dia mais evidente que, no futuro, a educação ocorrerá num espaço criado pela combinação de computadores e telecomunicações. É bem provável que o processo ensino-aprendizagem ocorra de forma online, mediatizado e apoiado por redes de computadores e, nós, educadores, precisamos estar preparados para melhor explorar todos esses instrumentos que estarão (se é que já não estão) à disposição de nossos alunos. 


Em vista disso, peço licença aos meus queridos e-leitores, para reproduzir abaixo uma matéria de outubro de 2011, em que a Revista Nova Escola apresenta dicas de como o professor pode transformar as redes sociais em aliadas no processo de aprendizagem. Então, boa leitura, pessoal!


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Como usar as redes sociais a favor da aprendizagem

Você sabe quantos de seus alunos possuem perfis no Orkut, noFacebook ou no Google +?

Já experimentou fazer uso dessas redes sociais para disponibilizar materiais de apoio ou promover discussões online?

Cada vez mais cedo, as redes sociais passam a fazer parte do cotidiano dos alunos e essa é uma realidade imutável. Mais do que entreter, as redes podem se tornar ferramentas de interação valiosas para auxiliar no seu trabalho em sala de aula, desde que bem utilizadas. "O contato com os estudantes na internet ajuda o professor a conhecê-los melhor", afirma Betina von Staa, pesquisadora da divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática. "Quando o professor sabe quais são os interesses dos jovens para os quais dá aulas, ele prepara aulas mais focadas e interessantes, que facilitam a aprendizagem", diz. 


Se você optou por se relacionar com os alunos nas redes, já deve ter esbarrado em uma questão delicada: qual o limite da interação? O professor deve ou não criar um perfil profissional para se comunicar com os alunos? "Essa separação não existe no mundo real, o professor não deixa de ser professor fora de sala, por isso, não faz sentido ele ter dois perfis (um profissional e outro pessoal)", afirma Betina. "Os alunos querem ver os professores como eles são nas redes sociais". 



Mas, é evidente que em uma rede social o professor não pode agir como se estivesse em um grupo de amigos íntimos. "O que não se pode perder de vista é o fato de que, nas redes sociais, o professor está se expondo para o mundo", afirma Maiko Spiess, sociólogo e pesquisador do Grupo de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Ele tem que se dar conta de que está em um espaço público frequentado por seus alunos". Por isso, no mundo virtual, os professores precisam continuar dando bons exemplos e devem se policiar para não comprometerem suas imagens perante os alunos. Os cuidados são de naturezas diversas, desde não cometer erros de ortografia até não colocar fotos comprometedoras nos álbuns. "O mais importante é fazer com que os professores se lembrem de que não existe tecnologia impermeável, mas comportamentos adequados nas redes", destaca Betina von Staa. 



A seguir, listamos cinco formas de usar as redes sociais como aliada da aprendizagem e alguns cuidados a serem tomados:



1. Faça a mediação de grupos de estudo

Convidar os alunos de séries diferentes para participarem de grupos de estudo nas redes - separados por turma ou por escolas em que você dá aulas -, pode ajudá-lo a diagnosticar as dúvidas e os assuntos de interesse dos estudantes que podem ser trabalhados em sala de aula, de acordo com os conteúdos curriculares já planejados para cada série.

Os grupos no Facebook ou as comunidades do Orkut podem ser concebidos como espaços de troca de informações entre professor e estudantes, mas lembre-se: você é o mediador das discussões propostas e tem o papel de orientar os alunos.

Todos os participantes do grupo podem fazer uso do espaço para indicar links interessantes ou páginas de instituições que podem ajudar em seus estudos. "A colaboração entre os alunos proporciona o aprendizado fora de sala de aula e contribui para a construção conjunta do conhecimento" explica Spiess.



2. Disponibilize conteúdos extras para os alunos

As redes sociais são bons espaços para compartilhar com os alunos materiais multimídia, notícias de jornais e revistas, vídeos, músicas, trechos de filmes ou de peças de teatro que envolvam assuntos trabalhados em sala, de maneira complementar. "Os alunos passam muitas horas nas redes sociais, por isso, é mais fácil eles pararem para ver conteúdos compartilhados pelo professor no ambiente virtual", diz Spiess.


Esses recursos de apoio podem ser disponibilizados para os alunos nos grupos ou nos perfis sociais, mas não devem estar disponíveis apenas no Facebook ou no Orkut, porque alguns estudantes podem não fazer parte de nenhuma dessas redes. Para compartilhar materiais de apoio e exercícios sobre os conteúdos trabalhados em sala, é melhor utilizar espaços virtuais mais adequados, como a intranet da escola, o blog da turma ou do próprio professor.


3. Promova discussões e compartilhe bons exemplos

Aproveitar o tempo que os alunos passam na internet para promover debates interessantes sobre temas do cotidiano ajuda os alunos a desenvolverem o senso crítico e incentiva os mais tímidos a manifestarem suas opiniões. Instigue os estudantes a se manifestarem, propondo perguntas com base em notícias vistas nas redes, por exemplo. Essa pode ser uma boa forma de mantê-los em dia com as atualidades, sempre cobradas nos vestibulares.



4. Elabore um calendário de eventos

No Facebook, por meio de ferramentas como "Meu Calendário" e "Eventos", você pode recomendar à sua turma uma visita a uma exposição, a ida a uma peça de teatro ou ao cinema. Esses calendários das redes sociais também são utilizados para lembrar os alunos sobre as entregas de trabalhos e datas de avalições. Porém, vale lembrar: eles não podem ser a única fonte de informação sobre os eventos que acontecem na escola, em dias letivos. 



5. Organize um chat para tirar dúvidas 

Com alguns dias de antecedência, combine um horário com os alunos para tirar dúvidas sobre os conteúdos ministrados em sala de aula. Você pode usar os chats do Facebook, do Google Talk, doMSN ou até mesmo organizar uma Twitcam para conversar com a turma - mas essa não pode ser a única forma de auxiliá-los nas questões que ainda não compreenderam.


A grande vantagem de fazer um chat para tirar dúvidas online é a facilidade de reunir os alunos em um mesmo lugar sem que haja a necessidade do deslocamento físico. "Assim que o tira dúvidas acaba, os alunos já podem voltar a estudar o conteúdo que estava sendo trabalhado", explica Spiess.


Cuidados a serem tomados nas redes

- Estabeleça previamente as regras do jogo

Nos grupos abertos na internet, não se costuma publicar um documento oficial com regras a serem seguidas pelos participantes. Este "código de conduta" geralmente é colocado na descrição dos próprios grupos. "Conforme as interações forem acontecendo, as regras podem ser alteradas", diz Spiess. "Além disso, começam a surgir lideranças dentro dos próprios grupos, que colaboram com os professores na gestão das comunidades". Com o tempo, os próprios usuários vão condenar os comportamentos que considerarem inadequados, como alunos que fazem comentários que não são relativos ao que está sendo discutidos ou spams.



- Não exclua os alunos que estão fora das redes sociais

Os conteúdos obrigatórios - como os exercícios que serão trabalhados em sala e alguns textos da bibliografia da disciplina - não podem estar apenas nas redes sociais (até mesmo porque legalmente, apenas pessoas com mais de 18 anos podem ter perfis na maioria das redes). "Os alunos que passam muito tempo conectados podem se utilizar desse álibi para convencer seus pais de que estão nas redes sociais porque seu professor pediu", alerta Betina.

A mesma regra vale para as aulas de reforço. A melhor solução para esses casos é o professor fazer um blog e disponibilizar os materiais didáticos nele ou ainda publicá-los na intranet da escola para os alunos conseguirem acessar o conteúdo recomendado por meio de uma fonte oficial.
Com relação aos pais, vale comunicá-los sobre a ação nas redes sociais durante as reuniões e apresentar o tipo de interação proposta com a turma.


Fonte: Revista Nova Escola. Out. 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Recuperação: 10 dicas para se recuperar na escola



Ainda dá tempo de você se recuperar na escola e conseguir passar de ano. 
Saiba como melhorar sua performance nos estudos e garantir um boletim todo azul!
 





1. Escolha a hora de estudar
Procure o horário em que você é mais produtivo(a). Pode ser logo depois da aula ou até no período da noite, vale respeitar o seu ritmo. Só não adianta estudar com sono, pois assim a matéria não se fixa de jeito nenhum.

2. Estabeleça a duração
Tem que ser de duas horas por dia no mínimo! Faça de tudo para cumprir essa meta. Não espere sentir vontade de começar, use a necessidade de ir bem como motivação.


3. Programe-se
Por exemplo, se está mal em matemática, dedique duas horas a essa matéria: uma para reforçar o que aprendeu naquele dia e outra para retomar o conteúdo anterior. Depois, estude as outras matérias dadas em sala.


4. Reveja seus hábitos
Quando chegar do colégio, costuma ir correndo direto sentar em frente ao computador para papear? Sua primeira atitude deve ser agora NÃO LIGAR O COMPUTADOR DE MANEIRA NENHUMA antes de estudar.


5. Saiba o que funciona para você
Experimente jeitos de estudar diferentes. Comece da forma como sempre fez e vá mudando os métodos (as matérias difíceis primeiro ou depois? Anotar no caderno?). Aí, observe em que situações o estudo pareceu render mais.

6. Conte com a sua memória
Na hora de estudar, coloque fórmulas, regras e os conceitos importantes em destaque no livro, caderno ou até post-its na escrivaninha! Antes de fazer a prova, dê uma revisada, pois a memória fotográfica pode ajudar a lembrar esses itens.


7. Tenha um local de estudo
Procure ter, na sua casa, um local especial para estudar. Isso ajuda você a manter uma rotina de estudos e facilita a concentração. É importante que esse espaço seja bem iluminado, bem ventilado e, se possível, afastado dos outros cômodos.



8. Durma bem
Especialistas recomendam dormir oito horas por dia. Ninguém consegue assistir à aula com atenção se estiver com sono. E não adianta varar a noite estudando: isso pode até salvá-la na prova do dia seguinte, mas o conhecimento não se sedimenta.



9. Capriche no cardápio
Comer direito é fundamental na hora de enfrentar uma maratona de estudos. Isso inclui não deixar muito espaço entre uma refeição e outra e preferir alimentos que o ajude. Vale chocolate e café para dar energia e até uma garrafinha de água.


10. Varie os tipos de matéria
Procure estudar, alternadamente, no mesmo dia, as matérias em que tenha maior e menor dificuldade. Mas tente não revisar em sequência aquelas que exigem o mesmo tipo de habilidade mental, como física e matemática ou história e geografia.


Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br