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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Os 10 países onde professores são mais bem pagos


Professor Raimundo, personagem de Chico Anysio



A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) atualizou a lista de salários de professores ao redor do mundo. Os dados são deste ano de 2012 e contabiliza o ganho anual de um professor do ensino fundamental 2 (6º a 9º anos). 

Confira o Top 10:


1º) Luxemburgo: US$ 101 mil
2º) Suíça: US$ 65 mil
3º) Alemanha: US$ 60 mil
4º) Holanda: US$ 55 mil
5º) Espanha: US$ 49 mil
6º) Irlanda: US$ 49 mil
7º) Coreia do Sul: US$ 48 mil
8º) Canadá: US$ 48 mil
9º) Dinamarca: US$ 47 mil
10º) Áustria: US$ 46 mil

► Brasil: US$ 16,3 mil*



* Base dos dados do Pnad (Pesquisa Nacional Amostra de Domicílios) 2010

- Fontes: OCDE e Pnad

 
Relátorio completo neste link.

► Precisava nem pagar 101 mil dólares. Pra mim, em reais  já estava bom. ^-* 


sábado, 19 de novembro de 2011

Lei do piso salarial dos professores, aplicação já

Pela aplicação imediata da lei do piso salarial nacional dos professores

por Maria Izabel Azevedo Noronha*







Matérias recentes divulgadas nos meios de comunicação mostram com clareza o descumprimento da lei 11.738/08 (Piso Salarial Profissional Nacional dos Professores) por parte de 17 estados, incluindo Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Sul e outros grandes estados.


No Estado de São Paulo, embora sejam pagos salários-base ligeiramente superiores aos estipulados na lei do piso, não se cumpre a parte da lei que determina que no mínimo 1/3 da jornada de trabalho dos professores sejam destinados a atividades extraclasses, como preparação de aulas, elaboração e correção de provas e trabalhos, formação continuada no próprio local de trabalho e outras. No nosso Estado, apenas 17% da jornada de trabalho são cumpridos fora da sala de aula.


Nós, da APEOESP, e o conjunto dos professores da rede estadual de ensino vimos lutando para que o Governo Estadual cumpra a lei, mas até o momento a posição da Secretaria Estadual da Educação tem sido evasiva, referindo-se a “estudos” que estariam sendo realizados. Ora, como as próprias reportagens informam, o Supremo Tribunal Federal (STF) afirma que a lei tem aplicação imediata.

Recorde-se que cinco governos estaduais (MS, RS, SC, CE. PR), com apoio de outros governadores, ingressaram em 2008 com Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a lei 11.738/08 e perderam. O STF confirmou que a lei é constitucional, deve ser aplicada e que os professores devem recorrer à justiça caso isto não ocorra. É o que pretendemos fazer se o Estado de São Paulo não a aplicar na forma adequada.


Há ainda um terceiro aspecto da lei 11.738/08, que obriga Estados e Municípios a instituirem planos de carreira para os professores. O prazo para tanto já venceu: 31/12/2009 e muitos sindicatos, inclusive nós, da APEOESP, têm acionado as autoridades por improbidade administrativa, pelo descumprimento da legislação.

A lei 11.738/08 é resultado de uma luta de dois séculos dos professores. Hoje, nossa categoria luta em todo o Brasil pelo seu integral cumprimento. No último período, muitas greves foram realizadas com esse objetivo e foram duramente reprimidas pelos governos estaduais que descumprem a lei.

Por isso é muito importante que a imprensa reconheça e divulque que os professores têm razão em sua luta, embora a cobertura que os grandes meios de comunicação tenham realizado das longas greves realizadas em Minas Gerais, Ceará e outros estados tenha sido apenas superficial.

O Brasil tem caminhado de forma constante no sentido de valorizar seus profissionais da educação e de universalizar e melhorar a qualidade do ensino. Tais avanços são resultado das lutas dos educadores, dos movimentos sociais e de todos os segmentos comprometidos com a escola pública inclusiva, de qualidade. A lei 11.738/08 é parte importante dessas mudanças. É lamentável que os governos de grande parte dos estados e municípios se recusem a cumprir uma legislação que beneficia os professores, ao mesmo tempo em que são ágeis em aplicar outras que ferem nossos direitos ou, até mesmo, nos atacam sem qualquer amparo legal.

Nós, professores, não vamos ceder. Vamos continuar lutando e insistindo até que a lei do piso salarial profissional nacional seja integralmente aplicada, em todos os entes da federação. Para isso, esperamos contar com o apoio da sociedade, pois a educação pública só tem a ganhar com professores bem remunerados e valorizados.




* Maria Izabel Azevedo Noronha é presidenta da Apeoesp (Sindicato Professores do Ensino Oficial de São Paulo) e membro do Conselho Nacional de Educação e do Fórum Nacional de Educação.

Extraído do Blog do Prof. Sidney Lopes

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Lei do Piso dos Professores não é cumprida


Aprovada há mais de três anos, a lei nacional do piso do magistério não é cumprida em pelo menos 17 das 27 unidades da Federação, informa a reportagem de Fábio Takahashi e Luiza Bandeira, publicada na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A legislação prevê mínimo de R$ 1.187 a professores da educação básica pública, por 40 horas semanais, excluindo as gratificações.




A lei também assegura que os docentes passem ao menos 33% desse tempo fora das aulas para poderem atender aos estudantes e preparar aulas. A regra visa melhorar as condições de trabalho dos docentes e atrair jovens mais bem preparados para o magistério.

O levantamento da Folha mostra que a jornada extra-classe é o ponto mais desrespeitado da lei: 15 Estados a descumprem, incluindo São Paulo, onde 17% da carga é fora da classe. Entre esses 15, quatro (MG, RS, PA e BA) também não pagam o mínimo salarial.O ministério da Educação afirma que a lei deve ser aplicada imediatamente, mas que não pode obrigar Estados e municípios a isso.

A maior parte dos Estados que descumprem a lei disse que vai se adequar à regra.A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação recomendou a seus sindicatos que entrem na Justiça.



sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Quanto vale um professor?


AULA DE MATEMÁTICA


Hoje vou brincar de professora de matemática e repassar alguns problemas para vocês resolverem.


Problema nº1
Um professor trabalha 5 horas diárias, 5 salas com 40 alunos cada. Quantos alunos ele atenderá por dia?
Resposta: 200 alunos dia.
Se considerarmos 22 dias úteis. Quantos alunos ele atenderá por Mês?
Resposta: 4.400 alunos por mês.
Consideremos que nenhum aluno faltou (hahaha) e, que em cada um deles, resolveram pagar ao professor com o dinheiro da pipoca do lanche: 0,80 centavos, diárias. Quanto é a fatura do professor por dia?
R: 160,00 reais diários
Se considerarmos 22 dias úteis. Quanto é faturamento mensal do mesmo professor?
R: Final do mês ele terá a faturado R$ 3.520,00.


Problema nº2
O piso salarial é 1.187 reais, para o professor atender 4.400 alunos mensais. Quanto o professor fatura por cada atendimento?
Resposta: aproximadamente 0,27 mensais
(vixe, valemos menos que o pacote de pipoca)... continuando os exercícios...


Problema nº3
Um professor de padrão de vida simples,solteiro e numa cidade do interior, em atividade, tem as seguintes despesas mensais fixas e variáveis:
Sindicato: R$12,00reais
Aluguel: R$350,00reais ( pra não viver confortável)
Agua/energia elétrica: R$100,00 reais (usando o mínimo)
Acesso à internet: R$60,00 reais
Telefone: R$30,00 reais (com restrições de ligações)
Instituto de previdência: R$150,00 reais
Cesta básica: R$500,00 reais
Transporte: sem dinheiro
Roupas: promocionais
Quanto um professor gasta em um mês?
Total das despesas: R$1202,00
Qual o saldo mensal de um professor?
Saldo mensal: R$1187,00 - 1202= -15 reais (passando necessidades)


Agora eu te pergunto:
- Que dinheiro o professor terá para seu fim de semana?

- Quanto o professor poderá gastar com estudos, livros, revistas, etc.?

- Quanto vale o trabalho de um professor?

- Isso é bom para o aluno?

- Isso é bom para a educação pública do Brasil?


(Texto recebido via e-mail do colega Lindomar Carlos)

domingo, 29 de maio de 2011

Por que professor ganha tão mal






"Sabe porque professor ganha mal? Porque tem demais! 
Um profissional ganha o equivalente à sua raridade no mercado!"

[Waldez Ludwig, num vídeo do programa Sem Censura]

O pior é que ele tem razão. Quando um professor qualificado se recusa a trabalhar por mixaria, vem um xing-ling qualquer e faz por 1/3 do valor com menos de 1/10 da qualidade.

E o que é mais cruel: A maioria dos alunos de hoje, que nunca leu sequer uma revista, não sabe o que é um artigo científico e é fã do BBB nem nota a diferença...




* Essa também eu pesquei lá no blog do meu primo Judson Gurgel.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O subterrâneo salário do professor brasileiro

Amanhã (24), o Ministério da Educação - MEC - deverá referendar  o novo piso salarial dos professores da rede pública de todo o país. De acordo com  o MEC, o piso dos professores, neste ano, em todo Brasil, deverá ser de R$ 1.187,97. O valor representa alta de 15,84% sobre os R$ 1.024,67 determinados no ano passado. 

Num olhar panorâmico, muitos pensarão que o piso salarial de todos os professores no Brasil é pago conforme anunciado anualmente pelo MEC. Contudo essa não é a realidade de professores de boa parte do país. Muitos ganham menos, bem menos.

Para ilustrar melhor essa realidade, vou utilizar, aqui, o levantamento feito pelo Sindicato dos Trabalhadores do Estado de Goiás (Sintego) com dados das folhas de pagamento de junho de 2010. Esses dados evidenciam que em muitos estados, como o Rio Grande do Norte, a remuneração dos nossos educadores se encontram bem abaixo do piso salarial. Diante do quadro abaixo delineado, podemos constatar que, em nosso país, não existe um piso, mas um subterrrâneo salário do magistério.

Confira agora o ranking dos salários nas redes estaduais*

Estado         --------–        Salário Base    ----   Jornada de trabalho

Rondônia –------------------> R$ 1.339,36 –------ 20 horas
Amazonas**
–--------------> R$ 902  –----–------– 20 horas
Distrito Federal
–----------> R$ 1.467,87 ––----- 40 horas
São Paulo***
–--------------> R$ 1.368,75 –-----– 40 horas
Espírito Santo
–------------> R$ 843,46 ––-------- 25 horas
Bahia
–-----------------------> R$ 1.221,12 ––----- 40 horas
Rio de Janeiro**** –-------> R$ 1,168.20 –
–----- 40 horas
Paraná
–---------------------> R$ 516,56 ––-------- 20 horas
Pará –
–----------------------> R$ 513  ------------- 100 horas (mensais)
Sergipe –
–-------------------> R$ 1.024.67 ––------ 40 horas
Rio Grande do Norte –-
–-> R$ 768 --------------– 30 horas
Amapá –
–-------------------> R$ 1.023 ------------– 40 horas
Paraíba –
–------------------> R$ 758,42 –----------- 30 horas
Alagoas –
–------------------> R$ 473***** –--------- 20 horas
Acre –
–----------------------> R$ 707 –--------------- 30 horas
Piauí –
–----------------------> R$ 930,00 –----------- 40 horas
Goiás –
–---------------------> R$ 920,72 -----------– 40 horas
Mato Grosso –
–------------> R$ 688,54 –----------- 30 horas
Maranhão
–----------------> R$ 427,79 -----------– 20 horas
Mato Grosso do Sul –
----> R$ 856.38 –------------ 40 horas
Ceará –
–--------------------> R$ 816,92 –------------ 40 horas
Tocantins –
–---------------> R$ 720 –---------------- 40 horas
Rio Grande do Sul –
–-----> R$ 336,19 ------------– 20 horas
Roraima –
–-----------------> R$ 640,24 –------------ 40 horas
Minas Gerais –
–------------> R$ 369,26 ------------– 24 horas
Pernambuco –
–------------> R$ 593,76 –------------ 40 horas
Santa Catarina –
–---------> R$ 584,46 ------------– 40 horas


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* O ranking foi montado com base na proporcionalidade dos salários em relação à jornada de trabalho.


** na rede não existe professor do magistério)

*** Em São Paulo, a carreira é dividida em Professor de Educação Básica I (PEB I) (com licenciatura plena que atuam em componente curricular diverso de sua habilitação, bacharelado, licenciatura curta ou docentes não portadores de curso superior) e Professor de Educação Básica II (com curso superior, licenciatura de graduação plena, com habilitação específica em área própria ou formação superior em área correspondente)

.
**** não é filiada da CNTE

***** existe complemento para atingir o salário mínimo


Os dados foram apresentados pela SINTEGO
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