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terça-feira, 16 de julho de 2013

Será que a UERN em Apodi é viável?*


Será que é a hora mesmo? Será que o tempo não passou? Será que esse pedido antigo não se torna mais uma simples reivindicação, mais uma exigência? Os fatos comprovam: temos um número considerável de pessoas com curso superior que são filhos da nossa Terra, mas que precisaram sair daqui para adquirirem esta formação. Outros, se sujeitaram a passar 04, 05 ou 06 anos saindo de 17 horas e voltando à meia noite para casa nos ônibus que levam diariamente estudantes de nível superior a Mossoró (agora a Caraúbas) para assistir aulas. No caminho de ida e volta: perigos, sono, cansaço, fome, falta de apoio, medo, preocupação dos pais. Pensamentos e sentimentos dos mais dolorosos dos estudantes e das famílias emergiram e ainda emergem, porque a situação é a mesma de muitos e muitos anos de carência de uma instituição de ensino superior em nossa Apodi. 

Se é viável? É isso que vale para o CONSUNI da UERN? Estudantes nós temos. A viabilidade se comprova com isto. Dinheiro não falta, não importa se existe Campus que precisam ser reformados, reformem-os, exijam isso dos administradores públicos que lidam com nosso dinheiro. Está vendo dona Rosalba Ciarlini, nós precisamos de uma resposta. 

APODI PRECISA! NOSSOS FILHOS E FILHAS PRECISAM, NOSSOS NETOS E NETAS ALMEJAM; E NOSSO MUNICÍPIO MERECE.


Profª. Mônica Freitas


Título sugerido pela proprietária do Blog

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Apodi grita: Eu QUERO A UERN!



Iniciado nas redes sociais, o movimento em prol da implantação de um campus da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN - em Apodi, começa a tomar corpo e se prepara para ir às ruas. O movimento apartidário, denominado: EU QUERO A UERN EM APODI, representa um antigo desejo da população apodiense e da região Oeste, que alimenta há décadas o sonho de ter em seu território um campus universitário. 

Este sonho sobrepõe-se à utopia, uma vez que se sustenta em argumentos fortes. Um deles é que, atualmente, mais de 600 estudantes se deslocam diariamente de Apodi a Mossoró para estudar, um número que, se já parece significativo, também não é estável. A cada ano, cresce consideravelmente o número de estudantes apodienses aprovados em seleções de vestibulares em outras cidades, como Mossoró e Pau dos Ferros, onde a UERN possui campi. 

Outro ponto que deve ser lembrado é que a atual estrutura da UERN em Apodi se limita a um Núcleo, com três cursos: Letras, Educação Física e Matemática, cujas condições são muito precárias, uma vez que o espaço, que já é limitado, precisa ser dividido com uma escola de ensino infantil e fundamental menor. Isso sem falar, no fato de os docentes serem de outros municípios e diariamente precisarem se deslocar para dar aulas na cidade.

Não se pode esquecer também que Apodi é uma cidade polo da região e, como tal, merece ter um Campus, com estrutura própria que beneficiará não apenas os apodienses, mas também várias cidades, como Felipe Guerra, Caraúbas, Severiano Melo, Rodolfo Fernandes, dentre outras.

Faz-se necessário destacar ainda que já se encontra à disposição da UERN, um terreno de 5 hectares, cedido pelo Poder Público Municipal, para a construção de um Campus em Apodi. Contudo faltam recursos para a sua efetivação, o que, segundo o Reitor Milton Marques, se dá por falta de vontade política.

Diante disso, a população apodiense decidiu se mobilizar, afim de chamar a atenção da classe política estadual para esta que foi uma das bandeiras mais defendidas pelos candidatos ao executivo estadual e legislativo estadual e federal, nas últimas eleições. 

Grupo reunido, na CDL, traçando planos para o movimento #EU QUERO A UERN EM APODI

Os apodienses encontraram nas redes sociais uma forma de reivindicar as promessas de campanha dos seus representantes. Em poucos dias, a mobilização cresceu e tem repercutido bastante na imprensa estadual. Agora o grupo sai da virtualidade e parte para as escolas, jornais, emissoras de rádio, TVs e prepara-se para a militância nas ruas, visando conquistar um apoio ainda maior da população para esta causa tão legítima.


AGENDA
Ontem, na CDL - Apodi, o grupo realizou o seu primeiro encontro e traçou as diretrizes para o movimento. E já agendou para SÁBADO (13), às 9h, na CASA DE CULTURA DE APODI, uma segunda reunião, para deliberar sobre o andamento da mobilização e definir novas ações que devem culminar com o grito nas ruas de EU QUERO A UERN EM APODI.


O movimento convida ainda toda a população a encher as caixas de e-mails dos deputados estaduais com mensagens, reclamando, solicitando e/ou exigindo que estes apoiem os apodienses na luta pelo campus.






terça-feira, 21 de maio de 2013

Trabalhadores e Estudantes ocupam as ruas de Natal


Cerca de 7 mil pessoas ocuparam as ruas de Natal na manhã desta terça-feira (21). Trabalhadores sem terra, sindicatos e estudantes se uniram contra o aumento da passagem de ônibus e o descaso da governadora Rosalba (DEM) com os agricultores pobres que sofrem com a seca. 



Uma longa caminhada pela Av. Mor Gouveia em direção à Governadoria marcou a manifestação. O ato público foi organizado pelo MST, CSP-Conlutas, Fetarn, entre outras entidades.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Twittaço: #dezporcentodopibja




A Comissão Executiva Nacional da ANEL decidiu promover um TWITTAÇO nesta quarta, dia 17, às 21h. Será o primeiro dia da Jornada Nacional de Lutas, que acontece este mês, até o dia 26. Essa Jornada é resultado de uma grande unidade feita entre muitas categorias de trabalhadores, movimentos populares, de combate às opressões e o movimento estudantil.


Cada estado deverá realizar manifestações, protestos e todo tipo de iniciativas estaduais em defesa da educação, dos salários, empregos entre outras reivindicações. E no dia 24 de agosto haverá uma grande Marcha a Brasília para levar ao governo federal as reivindicações das entidades e movimentos, entre elas a dos 10% do PIB Já para a Educação.

A ANEL o ANDES-SN, o MST, a CSP-Conlutas e a esquerda da UNE, além de diversas outras entidades, vão fazer também um grande lançamento nacional da Campanha pelos “10% do PIB para Educação Já!”. Antes da Marcha, no dia 23, lá em Brasília, ainda terá um debate sobre o financiamento da educação. Ao longo do semestre, serão realizados debates, seminários, atividades culturais e ainda um grande Plebiscito Popular sobre os 10% do PIB para educação.


Por isso, para divulgar e fortalecer a Campanha e o início da Jornada de Lutas, a ANEL está chamando todos a se somarem ao TWITTAÇO que vai acontecer hoje, dia 17, às 21h. 

Divulguem e participem! 

No Twitter, escrevam #dezporcentodopibja

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Mobilização: a saída para o problema da poluição sonora

Boas idéias podem e devem ser copiadas. É o que sugere em seu blog, Apodiário, o amigo Jânio Duarte*, ao propor que o legislativo apodiense siga o exemplo da Câmara Municipal de Fortaleza que acaba de aprovar um projeto de lei proibindo o uso de paredões** de som em vias, praças e demais logradouros públicos, inclusive em espaços privados de livre acesso ao público, como postos de combustíveis e estacionamentos, na capital cearense. Segundo o jornal O Povo Online, o descumprimento do estabelecido na lei deverá resultar na apreensão imediata do equipamento que, durante o Carnaval, é febre para admiradores e dor de cabeça para os demais moradores da cidade.

Antes mesmo da votação, o projeto ganhou apoio popular, por meio das mídias sociais. A população da capital alencarina desenvolveu, no Twitter, forte campanha em prol da chamada Lei do Paredão. A votação ainda foi acompanhada por diversos segmentos da sociedade, que lotou a Galeria do Povo Dom Hélder Câmara. Toda essa pressão popular desencadeou a aprovação da lei por unanimidade.

Concordo com Jânio, esta é uma ação que merece ser imitada, uma vez que a população apodiense sofre bastante com o uso quase sempre exagerado de equipamentos de som (incluindo muitos carros de som para propaganda). Por isso, acredito está mais do que na hora de nossos edis tomarem a iniciativa de criar (ou copiar, como queiram) uma lei que regulamente melhor esta questão da poluição sonora em Apodi. Faz-se urgentemente necessário acabar com esse tormento que vai muito além do limite tolerável ao ouvido humano de 65 decibéis.

Àqueles que acham que estou exagerando, vale ainda esclarecer que a poluição sonora não é, ao contrário do que pode parecer numa primeira análise, um mero problema de desconforto acústico. Atualmente esse é um dos principais problemas ambientais dos centros urbanos e, eminentemente, uma das mais sérias preocupações com a saúde pública.

Anaxágora Machado***, ao discorrer sobre esse tema, assegura que a poluição sonora é, sim, um problema de saúde pública, uma vez que está comprovado pela ciência médica os malefícios que o barulho causam à saúde. Segundo Machado***, os ruídos excessivos provocam perturbação da saúde mental. Além do que, poluição sonora ofende o meio ambiente e, conseqüentemente afeta o interesse difuso e coletivo, à medida em que os níveis excessivos de sons e ruídos causam deterioração na qualidade de vida, na relação entre as pessoas, sobretudo quando acima dos limites suportáveis pelo ouvido humano ou prejudiciais ao repouso noturno e ao sossego público.

Porém, se mesmo diante dessa constatação, nossos vereadores, por receio ou indiferença, não agem, por que não agirmos nós, cidadãos apodienses? Como indivíduo apodiense no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado e no desempenho de meus deveres para com este, assinalo aqui a minha adesão a campanha lançada pelo Apodiário e convido a todos(as) a se juntarem a nós, seja através das mídias sociais, seja através da imprensa ou de qualquer outro meio, para exigirmos dos nossos edis uma atitude no sentido de resolver, enfim, esse sério problema de nossa cidade.



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* JÂNIO DUARTE é Graduado em Geografia e Especialista em Gestão Ambiental

** PAREDÕES são  equipamentos verticais instalados nas traseiras dos veículos, formados por caixas de som.


*** MACHADO, Anaxágora Alves. Poluição sonora como crime ambiental. Jus Navigandi, Teresina, ano 9, n. 327, 30 maio 2004. Disponível em: <http://jus.uol.com.br/revista/texto/5261>. Acesso em: 25 fev. 2011.