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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Atenção, Pais!




Fazer a lição de casa é fundamental para o aprendizado do aluno.

Saiba como ajudar seu filho na hora da tarefa: http://abr.io/especial-licao

Dados: Prova Brasil/2007

sexta-feira, 2 de março de 2012

Por que estudar Português?



Nós usamos a Língua Portuguesa desde que temos apenas dois anos de idade - às vezes um pouco menos, às vezes um pouco mais, é verdade. Então por que estudá-la por toda a vida? Simplesmente porque falar não basta. É preciso saber ler, escrever, interpretar. E mais: é preciso fazer tudo isso muito bem, já que dominar o Português é condição básica para a boa comunicação e para o êxito profissional. 

Por isso, é importante, além de falar bem, conhecer todas as regras ortográficas e gramaticais da nossa língua. O Português, nossa língua mãe, nos possibilita uma boa comunicação, facilita a vida em sociedade e é essencial para o aprendizado de outras disciplinas. E talvez você não saiba, mas é uma das línguas mais faladas do mundo. Como você pode ver, motivos não faltam para levar a sério a disciplina de Língua Portuguesa.

Veja abaixo 9 motivos para estudar a nossa língua.


1. Ensina a se expressar bem
Só estudando Português e treinando (muito) a leitura e a escrita que o seu filho vai aprender a usar a língua da forma correta, tanto oralmente como ao escrever. E você sabe: falar e escrever certo é essencial para conseguir passar em vestibulares, concursos e conseguis bons empregos. Ou seja, já é um grande passo rumo a um futuro brilhante! 


2. Estimula o gosto pela leitura
Além de melhorar a escrita, a leitura é um excelente meio de adquirir cultura e até um ótimo passatempo. Passatempo? Sim, é isso mesmo! Só quem já leu um grande romance, daqueles que a gente não consegue largar antes do fim, sabe como ler é um ato prazeroso. 


3. Aumenta o repertório

Quem sabe interpretar é capaz de ler qualquer tipo de texto e, com isso, adquirir cultura e aumentar o seu próprio repertório em qualquer assunto. Se o seu filho se interessa por astronomia, por exemplo, vai ser muito mais fácil ler e pesquisar sobre o assunto se ele estiver plenamente alfabetizado e se souber interpretar textos. 


4. Evita que o "internetês" saia da internet

É inevitável. Ao usar a internet seu filho terá contato com o "internetês" e suas abreviaturas (você = vc, beleza = blz) e versões de palavras (aqui = aki). É preciso considerar o "internetês" como a linguagem utilizada nos meios eletrônicos. Não force para que ele "corrija" o que escreve neste ambiente. No entanto, o "internetês" deve mesmo ficar restrito à internet, ambiente em que é aceitável. Fora do computador, é preciso que seu filho saiba escrever corretamente - e só um bom professor de Português é capaz de ensinar isso a ele. 


5. É essencial para estar bem informado

Hoje saber o que acontece na nossa cidade, no nosso país e no mundo é essencial para compreendermos a realidade em que vivemos. Portanto, estar bem informado é imprescindível quando se vai a uma entrevista de emprego, por exemplo. E é a capacidade de ler e interpretar textos que nos proporciona isso. E não estamos falando apenas de leitura! Para entender uma explicação sobre os conflitos no Oriente Médio em um documentário na televisão também é essencial entender a nossa língua! 


6. É a sétima língua mais falada no mundo

Fala-se muito que aprender inglês e espanhol é essencial para os estudos e o trabalho hoje em dia. E ninguém discorda disso, já que ambos estão entre as cinco línguas mais faladas da Terra (a mais falada é o mandarim, no entanto). Mas o que muita gente não sabe é que o português é a sétima língua mais falada no mundo, sendo idioma oficial de mais seis países além de Brasil e Portugal. São eles: Moçambique, Angola, Cabo Verde, Timor Leste, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Um bom motivo para aprender - e bem - a nossa língua, não?


7. É a base para a compreensão das outras disciplinas

Saber Português é essencial para aprender Matemática. Achou estranho? Pois pare para pensar: como o seu filho vai entender as explicações do livro de Matemática se não estiver plenamente alfabetizado? O mesmo acontece com Ciências, História, Geografia... Por isso, o Português é a base de toda a vida escolar. 


8. Desenvolve a imaginação

Quem lê uma história de ficção automaticamente está usando a imaginação, afinal é impossível ler a descrição de uma praia, por exemplo, sem imaginá-la. E isso ocorre não só com crianças. Adultos imaginam o tempo inteiro quando estão lendo, muitas vezes sem nem perceber. Então, para incentivar o seu filho a usar a imaginação e torná-lo uma criança mais criativa, nada melhor que uma boa leitura!


9. Treina a coordenação motora

Aprender a escrever é uma atividade que, além de desenvolver o raciocínio, treina a coordenação motora das crianças, já que elas aprendem a "desenhar" letra por letra e depois a juntá-las, para assim formar palavras e textos. Estudar a Língua Portuguesa é, portanto, importante também para desenvolver as habilidades manuais das crianças.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Serpro libera cursos a distância gratuitos


O Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) anunciou nesta quinta-feira, 03/11/11, o licenciamento em Creative Commons de alguns de seus recursos. São quatorze cursos completos sobre temas variados, desde “Ética na Escola Pública” até Ubuntu e “Usando o Mozilla Firefox”. O conteúdo foi desenvolvido pela Universidade Corporativa do Serpro e está disponível para download em www.serpro.gov.br/inclusao/conteudos-educacionais-livres (requer a plataforma Moodle: moodle.org/downloads/). Todo o material adota a licença “Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0″ do Creative Commons. O intuito é prover acesso fácil a recursos educacionais para a população.

Leia a notícia no Portal do SERPRO.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ensino Fundamental em tempo integral?



O poder público poderá ser obrigado a oferecer ensino fundamental em tempo integral. Pronta para ser votada em Plenário, essa proposta (PEC 94/03) muda dois artigos da Constituição e o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para que a mudança ocorra de forma gradual.
Autor do texto, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) o defende com o argumento de que as medidas sociais mais eficientes contra a criminalidade são a distribuição de renda e a educação. Ele considera urgente instalar-se no país a escola em tempo integral, providência que, em sua opinião, reúne “todas as qualidades das melhores iniciativas contra o analfabetismo, a miséria, a violência e a chaga do milênio, as drogas”.
Tramitando há nove anos no Senado, a proposta passou duas vezes pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Casa. Ali, foi reconhecido que a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), objeto da Emenda Constitucional 53/06, veio incentivar a implantação do ensino em tempo integral, embora sem contemplar adequadamente a cobertura dessa despesa.
O texto aprovado pela CCJ prevê a implantação gradual do ensino integral até 2022, com o aumento gradativo da carga horário dos alunos e a expansão das turmas e escolas atendidas.
No Plenário, o texto ainda passará por dois turnos de votação, antes de seguir para a Câmara. Se for aprovado como está, o artigo 159 da Constituição será mudado para que do produto da arrecadação dos impostos sobre renda (IR) e sobre produtos industrializados (IPI) saiam 1% para aplicação exclusiva em programas municipais de apoio à manutenção do ensino obrigatório em período integral.
Será modificado também o artigo 208, o qual determinará que o ensino fundamental obrigatório além de gratuito, será ministrado em período integral, assegurada, inclusive, sua oferta para todos que a ele não tiveram acesso na idade conveniente.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Redes sociais: aliadas da aprendizagem



Sou chamada por alguns colegas de "professora internética". O apelido advém do fato de eu, literalmente, estar sempre conectada com as novas tecnologias. Faço isso porque acredito que as NTICs, além de grande relevância social, podem ser também  importantes ferramentas na prática educativa. Quando digo prática educativa, refiro-me tanto à minha formação (meus estudos, cursos, mestrado, pesquisas, etc), quanto à minha atuação profissional, em sala de aula. 

Parece-me cada dia mais evidente que, no futuro, a educação ocorrerá num espaço criado pela combinação de computadores e telecomunicações. É bem provável que o processo ensino-aprendizagem ocorra de forma online, mediatizado e apoiado por redes de computadores e, nós, educadores, precisamos estar preparados para melhor explorar todos esses instrumentos que estarão (se é que já não estão) à disposição de nossos alunos. 


Em vista disso, peço licença aos meus queridos e-leitores, para reproduzir abaixo uma matéria de outubro de 2011, em que a Revista Nova Escola apresenta dicas de como o professor pode transformar as redes sociais em aliadas no processo de aprendizagem. Então, boa leitura, pessoal!


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Como usar as redes sociais a favor da aprendizagem

Você sabe quantos de seus alunos possuem perfis no Orkut, noFacebook ou no Google +?

Já experimentou fazer uso dessas redes sociais para disponibilizar materiais de apoio ou promover discussões online?

Cada vez mais cedo, as redes sociais passam a fazer parte do cotidiano dos alunos e essa é uma realidade imutável. Mais do que entreter, as redes podem se tornar ferramentas de interação valiosas para auxiliar no seu trabalho em sala de aula, desde que bem utilizadas. "O contato com os estudantes na internet ajuda o professor a conhecê-los melhor", afirma Betina von Staa, pesquisadora da divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática. "Quando o professor sabe quais são os interesses dos jovens para os quais dá aulas, ele prepara aulas mais focadas e interessantes, que facilitam a aprendizagem", diz. 


Se você optou por se relacionar com os alunos nas redes, já deve ter esbarrado em uma questão delicada: qual o limite da interação? O professor deve ou não criar um perfil profissional para se comunicar com os alunos? "Essa separação não existe no mundo real, o professor não deixa de ser professor fora de sala, por isso, não faz sentido ele ter dois perfis (um profissional e outro pessoal)", afirma Betina. "Os alunos querem ver os professores como eles são nas redes sociais". 



Mas, é evidente que em uma rede social o professor não pode agir como se estivesse em um grupo de amigos íntimos. "O que não se pode perder de vista é o fato de que, nas redes sociais, o professor está se expondo para o mundo", afirma Maiko Spiess, sociólogo e pesquisador do Grupo de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Ele tem que se dar conta de que está em um espaço público frequentado por seus alunos". Por isso, no mundo virtual, os professores precisam continuar dando bons exemplos e devem se policiar para não comprometerem suas imagens perante os alunos. Os cuidados são de naturezas diversas, desde não cometer erros de ortografia até não colocar fotos comprometedoras nos álbuns. "O mais importante é fazer com que os professores se lembrem de que não existe tecnologia impermeável, mas comportamentos adequados nas redes", destaca Betina von Staa. 



A seguir, listamos cinco formas de usar as redes sociais como aliada da aprendizagem e alguns cuidados a serem tomados:



1. Faça a mediação de grupos de estudo

Convidar os alunos de séries diferentes para participarem de grupos de estudo nas redes - separados por turma ou por escolas em que você dá aulas -, pode ajudá-lo a diagnosticar as dúvidas e os assuntos de interesse dos estudantes que podem ser trabalhados em sala de aula, de acordo com os conteúdos curriculares já planejados para cada série.

Os grupos no Facebook ou as comunidades do Orkut podem ser concebidos como espaços de troca de informações entre professor e estudantes, mas lembre-se: você é o mediador das discussões propostas e tem o papel de orientar os alunos.

Todos os participantes do grupo podem fazer uso do espaço para indicar links interessantes ou páginas de instituições que podem ajudar em seus estudos. "A colaboração entre os alunos proporciona o aprendizado fora de sala de aula e contribui para a construção conjunta do conhecimento" explica Spiess.



2. Disponibilize conteúdos extras para os alunos

As redes sociais são bons espaços para compartilhar com os alunos materiais multimídia, notícias de jornais e revistas, vídeos, músicas, trechos de filmes ou de peças de teatro que envolvam assuntos trabalhados em sala, de maneira complementar. "Os alunos passam muitas horas nas redes sociais, por isso, é mais fácil eles pararem para ver conteúdos compartilhados pelo professor no ambiente virtual", diz Spiess.


Esses recursos de apoio podem ser disponibilizados para os alunos nos grupos ou nos perfis sociais, mas não devem estar disponíveis apenas no Facebook ou no Orkut, porque alguns estudantes podem não fazer parte de nenhuma dessas redes. Para compartilhar materiais de apoio e exercícios sobre os conteúdos trabalhados em sala, é melhor utilizar espaços virtuais mais adequados, como a intranet da escola, o blog da turma ou do próprio professor.


3. Promova discussões e compartilhe bons exemplos

Aproveitar o tempo que os alunos passam na internet para promover debates interessantes sobre temas do cotidiano ajuda os alunos a desenvolverem o senso crítico e incentiva os mais tímidos a manifestarem suas opiniões. Instigue os estudantes a se manifestarem, propondo perguntas com base em notícias vistas nas redes, por exemplo. Essa pode ser uma boa forma de mantê-los em dia com as atualidades, sempre cobradas nos vestibulares.



4. Elabore um calendário de eventos

No Facebook, por meio de ferramentas como "Meu Calendário" e "Eventos", você pode recomendar à sua turma uma visita a uma exposição, a ida a uma peça de teatro ou ao cinema. Esses calendários das redes sociais também são utilizados para lembrar os alunos sobre as entregas de trabalhos e datas de avalições. Porém, vale lembrar: eles não podem ser a única fonte de informação sobre os eventos que acontecem na escola, em dias letivos. 



5. Organize um chat para tirar dúvidas 

Com alguns dias de antecedência, combine um horário com os alunos para tirar dúvidas sobre os conteúdos ministrados em sala de aula. Você pode usar os chats do Facebook, do Google Talk, doMSN ou até mesmo organizar uma Twitcam para conversar com a turma - mas essa não pode ser a única forma de auxiliá-los nas questões que ainda não compreenderam.


A grande vantagem de fazer um chat para tirar dúvidas online é a facilidade de reunir os alunos em um mesmo lugar sem que haja a necessidade do deslocamento físico. "Assim que o tira dúvidas acaba, os alunos já podem voltar a estudar o conteúdo que estava sendo trabalhado", explica Spiess.


Cuidados a serem tomados nas redes

- Estabeleça previamente as regras do jogo

Nos grupos abertos na internet, não se costuma publicar um documento oficial com regras a serem seguidas pelos participantes. Este "código de conduta" geralmente é colocado na descrição dos próprios grupos. "Conforme as interações forem acontecendo, as regras podem ser alteradas", diz Spiess. "Além disso, começam a surgir lideranças dentro dos próprios grupos, que colaboram com os professores na gestão das comunidades". Com o tempo, os próprios usuários vão condenar os comportamentos que considerarem inadequados, como alunos que fazem comentários que não são relativos ao que está sendo discutidos ou spams.



- Não exclua os alunos que estão fora das redes sociais

Os conteúdos obrigatórios - como os exercícios que serão trabalhados em sala e alguns textos da bibliografia da disciplina - não podem estar apenas nas redes sociais (até mesmo porque legalmente, apenas pessoas com mais de 18 anos podem ter perfis na maioria das redes). "Os alunos que passam muito tempo conectados podem se utilizar desse álibi para convencer seus pais de que estão nas redes sociais porque seu professor pediu", alerta Betina.

A mesma regra vale para as aulas de reforço. A melhor solução para esses casos é o professor fazer um blog e disponibilizar os materiais didáticos nele ou ainda publicá-los na intranet da escola para os alunos conseguirem acessar o conteúdo recomendado por meio de uma fonte oficial.
Com relação aos pais, vale comunicá-los sobre a ação nas redes sociais durante as reuniões e apresentar o tipo de interação proposta com a turma.


Fonte: Revista Nova Escola. Out. 2011

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

I Colóquio do GEPPELE


O GEPPELE – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas de Ensino e Formação de Professores de Língua Espanhola, centrando preocupações relativas ao ensino de E/LE e a formação dos professores de espanhol, realizará o I Colóquio do GEPPELE.

O evento tem como objetivo principal promover uma discussão entre lingüistas aplicados, professores da rede pública e particular, alunos do Curso de Letras e representantes das Secretarias de Educação do Estado do Ceará e do Município de Fortaleza, acerca de questões relacionadas ao ensino de Espanhol como Língua Estrangeira na escola, as políticas linguísticas e a formação de professores, bem como de sua localização como parte dos estudos da Lingüística Aplicada (LA).




Da mesma forma, refletir-se-á sobre as diferentes práticas do professor de Espanhol como Língua Estrangeira (E/LE) e se propiciará discussão sobre o ensino de E/LE a partir de resultados de pesquisas em LA. Finalmente, o encontro visa discutir sobre a formação inicial e continuada do professor de E/LE



PROGRAMAÇÃO
A programação contará com a realização de palestras, mesas redondas, plenária, apresentação de trabalhos, oficinas e minicursos. O evento ocorrerá durante três dias: de 24 a 26 de novembro de 2011. Prevêem-se: duas palestras; duas mesas-redondas, uma plenária; cinco minicursos e duas oficinas, além de apresentações de trabalhos e de grupos culturais. Haverá, ainda, um lançamento de livro organizado pelos professores participantes do GEPPELE, de outros grupos de estudo e pesquisadores de outras IES.



INSCRIÇÕES

Poderão participar do I Colóquio do GEPPELE professores universitários e da educação básica (rede pública e privada de ensino), alunos de Graduação e de Pós-Graduação e pesquisadores de áreas afins. Os interessados devem preencher a ficha de inscrição com seus dados e enviar para o e-mail do colóquio: Icoloquiogeppele@gmail.com.


Quer mais informações? Clique aqui!




quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Recuperação: 10 dicas para se recuperar na escola



Ainda dá tempo de você se recuperar na escola e conseguir passar de ano. 
Saiba como melhorar sua performance nos estudos e garantir um boletim todo azul!
 





1. Escolha a hora de estudar
Procure o horário em que você é mais produtivo(a). Pode ser logo depois da aula ou até no período da noite, vale respeitar o seu ritmo. Só não adianta estudar com sono, pois assim a matéria não se fixa de jeito nenhum.

2. Estabeleça a duração
Tem que ser de duas horas por dia no mínimo! Faça de tudo para cumprir essa meta. Não espere sentir vontade de começar, use a necessidade de ir bem como motivação.


3. Programe-se
Por exemplo, se está mal em matemática, dedique duas horas a essa matéria: uma para reforçar o que aprendeu naquele dia e outra para retomar o conteúdo anterior. Depois, estude as outras matérias dadas em sala.


4. Reveja seus hábitos
Quando chegar do colégio, costuma ir correndo direto sentar em frente ao computador para papear? Sua primeira atitude deve ser agora NÃO LIGAR O COMPUTADOR DE MANEIRA NENHUMA antes de estudar.


5. Saiba o que funciona para você
Experimente jeitos de estudar diferentes. Comece da forma como sempre fez e vá mudando os métodos (as matérias difíceis primeiro ou depois? Anotar no caderno?). Aí, observe em que situações o estudo pareceu render mais.

6. Conte com a sua memória
Na hora de estudar, coloque fórmulas, regras e os conceitos importantes em destaque no livro, caderno ou até post-its na escrivaninha! Antes de fazer a prova, dê uma revisada, pois a memória fotográfica pode ajudar a lembrar esses itens.


7. Tenha um local de estudo
Procure ter, na sua casa, um local especial para estudar. Isso ajuda você a manter uma rotina de estudos e facilita a concentração. É importante que esse espaço seja bem iluminado, bem ventilado e, se possível, afastado dos outros cômodos.



8. Durma bem
Especialistas recomendam dormir oito horas por dia. Ninguém consegue assistir à aula com atenção se estiver com sono. E não adianta varar a noite estudando: isso pode até salvá-la na prova do dia seguinte, mas o conhecimento não se sedimenta.



9. Capriche no cardápio
Comer direito é fundamental na hora de enfrentar uma maratona de estudos. Isso inclui não deixar muito espaço entre uma refeição e outra e preferir alimentos que o ajude. Vale chocolate e café para dar energia e até uma garrafinha de água.


10. Varie os tipos de matéria
Procure estudar, alternadamente, no mesmo dia, as matérias em que tenha maior e menor dificuldade. Mas tente não revisar em sequência aquelas que exigem o mesmo tipo de habilidade mental, como física e matemática ou história e geografia.


Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O livro didático e a ignorância


Por Rokatia Kleania


Livro didático adotado recentemente pelo MEC


É interessante ver como, no Brasil, todo mundo mete o bedelho quando o assunto é educação. Não faltam críticas, receitas prontas, e (pré)conceitos formados. Jornalistas, advogados, médicos, políticos, empresários, artistas, todos falam da educação, pela educação e sobre educação com pose de experts, porém a maioria conhece muito pouco ou sequer conhece as questões sobre as quais está falando. 

Atualmente, o livro didático Por uma vida melhor, da Coleção Viver, Aprender, adotado pelo MEC,  é o objeto de estudo em voga. E a imprensa faz a festa! Basta ligar a TV ou o rádio, acessar a internet ou folhear revistas e jornais para vermos enxurradas de críticas apontando que o MEC, através do livro escolhido, está ensinando a falar errado o nosso idioma.  

Antes de qualquer consideração a respeito, gostaria de indagar: quantos jornalistas que assinam as diversas matérias sobre o livro leram este mesmo livro? E os leitores que fixam um julgamento também o leram? Quantos desses ferrenhos defensores do modo “certo” de falar já estudaram linguística, sociolinguística ou outra ciência da linguagem? Se você estudou e ao menos folheou o livro, podemos discutir. Agora, meu amigo, se você não fez nada disso, me desculpe, você não está capacitado para discutir essa temática. Aliás, creio que este assunto, na verdade, é para ser debatido por professores, em especial os de línguas, e profissionais das letras. Qualquer um outro estará se metendo em território alheio. Assim como eu estaria, se quisesse aqui dizer a um médico os procedimentos a serem adotados em uma intervenção cirúrgica. Entretanto, para emitir juízo de valor não basta ser da área, é preciso ter fundamentação teórico-prática, o que infelizmente muitos (professores, escritores, jornalistas e até pesquisadores) não têm.  

Com relação ao manual didático adotado pelo MEC, tive a oportunidade de folhear uma versão digital e não encontrei razão para essa celeuma toda. Nas páginas do livro, nada de novo. O que ele aborda é semelhante ao que propõe a grande maioria dos manuais didáticos adotados na última década, tanto por escolas públicas quanto por colégios particulares. Outro fator que percebi ao conhecer o livro é que ele está exatamente de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), documento que apresenta as normas a serem seguidas por todas as escolas e livros didáticos. E para quem atribui ao atual governo esse "novo" olhar sobre a gramática, vale lembrar que os PCNs começaram a ser elaborados em 1995 e foram concluídos em 1997. Na época, o presidente da Repúbilca era Fernando Henrique Cardoso e o Ministro da educação, Paulo Renato Souza. Portanto nenhuma novidade na postura defendida pelo livro. Qualquer pessoa que tenha se dedicado a ler os PCNs sabe muito bem que essa abordagem variada da língua é, há anos, defendida pelo MEC e por grandes linguistas, como Marcos Bagno e Luiz Carlos Cagliari, dentre outros.

Meus alunos e ex-alunos são testemunhas de que, há anos, sou ferrenha defensora da tese de que todos sabemos língua portuguesa, pois, mesmo antes de ingressar na escola e sermos alfabetizados, já somos perfeitamente capazes de nos comunicarmos utilizando esse idioma, na sua variedade coloquial. Sustento sem nenhum pudor que eles poderão, sim, fazer uso dessa linguagem, na maior parte de suas vidas. Contudo destaco que os discentes precisam se apropriar também da língua dita culta, uma vez que  em diversas situações a sociedade exigirá dele o uso dessa variedade. É o caso de concursos, vestibulares, entrevistas, seminários, palestras, trabalhos escolares, documentos, etc. Lembro ainda aos meus pupilos que até em situações informais a sociedade poderá cobrar deles a apropriação dessa língua, caso contrário poderão ser, sim, vítimas de preconceito linguístico, uma vez que para muitos a variedade culta ainda é considerada a única "correta". Assim, procuro mostrar aos meus educandos que há, sem dúvida, uma enorme necessidade de nos apoderarmos da norma culta, pois na sociedade em que estamos inseridos, precisamos ser poliglotas de nosso próprio idioma, haja vista que língua é como roupa, você precisa usá-la de acordo com o lugar e a ocasião. Portanto não há a certa nem a errada, há a adequada para cada situação. Desse modo, acredito, não estou ensinando meus alunos a falarem errado. Mas revelando para eles a verdadeira face do ensino da Língua Portuguesa. 

Que me perdoem os colegas conservadores, mas, em pleno século XXI, como professora de Língua Portuguesa e eterna estudiosa da linguagem, não me permito possuir ainda essa concepção limitada de que existe uma língua exata, fixa e perfeita. A língua é viva, por isso varia, transforma-se, inova-se, multiplica-se. E em algo assim tão metamorfoseante, não se adequa a ideia de bom, ruim, feio, bonito, certo ou errado. "A escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma 'certa' de falar, a que parece com a escrita; e o de que a escrita é o espelho da fala", afirma o texto dos PCNs.