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sexta-feira, 5 de agosto de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Desculpas
Quero aqui pedir desculpas aos leitores deste espaço pela ausência, nos últimos dias. Não sei ao certo a razão, porém tive imensas dificuldades em acessar o Blogger desde a última sexta-feira, por isso somente, hoje, estou retornando com novas postagens. Agora, aos poucos vou tentar normalizar as atualizações.
A todos agradeço pela paciência e compreensão.
Bom dia!
A todos agradeço pela paciência e compreensão.
Bom dia!
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Manifesto por um RN de Leitores
Convoco a todos os leitores e seguidores desta Professorinha para fazer parte desta importante mobilização em defesa de um Rio Grande do Norte de Leitores. Falo do Manifesto por um Rio Grande do Norte de Leitores, cujo objetivo é mobilizar e sensibilizar a sociedade, educadores, dirigentes de escolas, dirigentes municipais de educação e gestores públicos para a criação de uma política pública de promoção da leitura literária no Rio Grande do Norte. Para conhecer e assinar o manifesto, clique aqui.
OUTRAS FORMAS DE COLABORAR
BLOGUEIROS
Se você tem algum site ou blog, também pode colaborar, disponibilizando o banner em seu espaço, como o link para que os seus visitantes possam acessar o endereço do documento e assiná-lo.
JORNALISTASSe você é jornalista, pedimos que ajude-nos com notas e matérias sobre o Manifesto, em seus veículos de comunicação.
SEM INTERNET
É possível ainda colaborar com o manifesto recolhendo adesões de quem não tem acesso à internet. Para isso, basta colher as seguintes informações:
Nome Completo:
Instituição da qual faz parte:
Endereço:
Cidade:
Estado:
País:
Em seguida, você pode voluntariamente passar esses dados para o computador ou, se preferir, me enviar que terei o maior prazer em fazer a transcrição dos dados.
Então é isso, pessoal. Conto com vocês.
A Educação do Rio Grande do Norte agradece a sua colaboração.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
A AEL no Fórum da Rede Potiguar de Escolas Leitoras
| Ao lado do meu diretor, da Sec. Adjunta de Educação e da coordenadora do IDE |
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| Apresentação do projeto AEL |
Considerado um projeto exemplar na formação de leitores, a Academia Estudantil de Letras Poeta Antônio Francisco foi destaque durante o evento. A convite da coordenação do Fórum, apresentamos um relato de experiências vivenciadas por meio desse projeto.
| Recebendo o certificado das mãos da educadora Cláudia Santa Rosa |
A Academia Estudantil de Letras (AEL), nos rendeu ainda uma bela homenagem. Recebemos do Fórum da Rede Potiguar de Escolas Leitoras o Certificado de Reconhecimento pela iniciativa de promover a leitura literária, no município de Apodi.
| Público atento ao relato do projeto, na Assembleia Legislativa |
| Ao lado do Diretor da Escola Lourdes Mota, Gilmar do Carmo |
À querida Cláudia Santa Rosa, ao Ide e a todos que fazem o Fórum da Rede Potiguar de Escolas Leitoras, a minha gratidão pela oportunidade de compartilhar um pouco da nossa vivência educativa, durante o encontro, e por, mesmo distante, reconhecerem e valorizarem o nosso trabalho à frente da Academia Estudantil de Letras Poeta Antônio Francisco.
SOBRE A AEL
| O diretor da Escola Lourdes Mota recebendo certificado, em nome da escola, das mãos do Deputado Hermano Morais |
SOBRE O CERTIFICADO
Esse certificado é concedido pelo Fórum da Rede Potiguar de Escolas Leitoras aos municípios, escolas e profissionais que desenvolvem experiências educacionais exemplares, como instrumento de valorização dos seus esforços de promoverem a leitura literária junto à população do Rio Grande do Norte.
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| O Certificado de Reconhecimento |
SOBRE O EVENTO
| Plenária cheia de autoridades, dentre elas muitos professores, claro. |
SOBRE AS AUSÊNCIAS
| Flávia Cristina recebe das mãos da escritora Salizete Freire certificado em nome da Sec de Educação de Apodi |
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Academia Estudantil será destaque no Fórum Potiguar de Escolas Leitoras
Eventos em Natal e Parnamirim celebram o dia do livro
Por Eugênio Parcelle e Kamilla Lima
Em comemoração ao Dia Nacional do Livro Infantil, celebrado na próxima segunda-feira, 18 de abril, o Instituto de Desenvolvimento da Educação – IDE em parceria com o Instituto C&A, a Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (SEEC), as Secretarias de Educação dos Municípios de Natal e Parnamirim, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime/RN) e a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte, promove nesta data o Fórum da Rede Potiguar de Escolas Leitoras, no auditório da Assembléia Legislativa, a partir das 9h.
A programação consta da mesa redonda “O autor e suas obras” com autores potiguares de literatura Infantil e Juvenil; o Momento Literário – com apresentação de alunos enfocando a obra de Monteiro Lobato; lançamento do documentário “O lugar da literatura na escola pública potiguar” e de uma campanha para coleta de assinaturas para o manifesto “Por um Rio Grande do Norte de Leitores”, e apresentação de relato de experiência da Academia Estudantil de Letras (AEL), com a professora Rokatia Kleania Lopes Marinho Pinto, da Escola Municipal Profa. Lourdes Mota, de Apodi/RN, que na ocasião será homenageada pelo seu trabalho exemplar de formação de leitores.
“O Fórum é um espaço de fomento à incidência de políticas públicas na área de formação de leitores. Este primeiro encontro de 2011 retoma o “Manifesto por um Rio Grande do Norte de Leitores”,enquanto compromisso de Estado e de toda sociedade. A programação busca validar o conteúdo do Manifesto, revelando a pertinência do processo de democratização do acesso à cultura escrita. Realizar o primeiro encontro no Dia Nacional do Livro Infantil não poderia ser mais oportuno” , ressalta a diretora do IDE e coordenadora do projeto Rede Potiguar de Escolas Leitoras, Cláudia Santa Rosa.
O encontro reúne educadores e leitores de escolas públicas que participam do projeto, e que terão a oportunidade de interagir com escritores como José de Castro (membro da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN – SPVA/RN, participante do movimento “Poetas del Mundo”. Entre outros, é autor dos livros “A Marreca de Rebeca e outros poemas”;“O mundo em minhas mãos; Poemares” e “A Cozinha da Maria Farinha”);Juliano Freire (escritor e Jornalista com passagens pelas redações de diversos veículos de comunicação do Estado e correspondente da “Agência Estado” e de “O Estado de São Paulo” desde 2006. A sua paixão pela literatura já lhe rendeu três trabalhos literários publicados:”Felizardo contra a bruxa da feira” “Doninha e o Marimbondo” e “Pereyra- O menino bom de bola”) e a escritora e professora, Salizete Freire Soares (autora dos livros “A semana tem sete sonhos” e “A lua no céu e ela na terra”, entre outros. Atualmente é vinculada aos Programas do Livro e Leitura da Secretaria da Educação e da Cultura do Rio Grande do Norte).
A comemoração prossegue dia 20, com a realização de um Ato Literário em Parnamirim. Também celebrando o Dia Internacional do Livro (23), a Rede Potiguar de Escolas Leitoras em parceria com a Secretaria de Educação de Parnamirim realizam um evento na Praça Paz de Deus, a partir das 10h, com apresentações ao público das escolas integrantes do projeto, exposição de livros, contação de histórias e outras atividades.
“Um país se faz com homens e livros”. A frase criada por Monteiro Lobato, um dos mais importantes escritores da literatura infantil brasileira, demonstra a valorização que o mesmo dava à leitura. Em homenagem a ele foi instituído o 18 de abril, data do seu nascimento, como o Dia Nacional do Livro Infantil. Autor de várias obras, entre as quais “A menina do nariz arrebitado” que mais tarde daria origem ao “Sítio de pica-pau amarelo”, com estórias que encantou diversas gerações. Monteiro Lobato virou “gás inteligente” – o modo como costumava definir a morte, em 4 de julho de 1948.
O dia internacional do livro foi instituído pela Unesco em1996. A data é lembrada em cerca de 100 países, e mobiliza uma vasta rede internacional de editores, livreiros, bibliotecários, associações de autores, tradutores e muitos outros amigos da causa do livro e da leitura. A escolha do dia deve-se ao fato que vários escritores consagrados, como Miguel de Cervantes, William Shakespeare, Vladimir Nabokov e Josep Pla, nasceram ou morreram em um 23 de abril.
É importante que se tome consciência dos benefícios econômicos, morais e cívicos da leitura, para que os indivíduos possam engajar-se na luta por um mundo melhor. O acesso à herança cultural através do livro possibilita o enraizamento do sujeito na comunidade, por dar-lhe suporte e coesão de idéias. O sentido comunitário do livro deve ser visto como prioritário, principalmente na educação das crianças, futuros cidadãos. Como em toda construção, o livro é um alicerce importantíssimo à formação de uma sociedade mais justa e igualitária. Esta busca de direito está expressa no Manifesto “por um Rio Grande do Norte de Leitores”, cuja íntegra e adesão pode ser feita a partir do link http://www.ideducacao.org.br/?p=manifesto.
Fonte: www.escolasleitoras.org.br
Fonte: www.escolasleitoras.org.br
terça-feira, 12 de abril de 2011
AEL receberá homenagem durante Fórum da Rede Potiguar de Escolas Leitoras
Na última sexta-feira, recebi do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE) o comunicado de que a Academia Estudantil de Letras Poeta Antônio Francisco foi escolhida como projeto a ser socializado e certificado durante o 1º Encontro 2011 do Fórum da Rede Potiguar de Escolas Leitoras, que acontecerá no próximo dia 18 de abril, das 9h às 13h, na Assembléia Legislativa.
O Certificado de Reconhecimento é concedido pelo Fórum da Rede Potiguar de Escolas Leitoras aos município, escolas e profissionais que desenvolvem experiências educacionais exemplares, como instrumento de valorização dos seus esforços de promoverem a leitura literária junto à população do Rio Grande do Norte.
O Certificado de Reconhecimento é concedido pelo Fórum da Rede Potiguar de Escolas Leitoras aos município, escolas e profissionais que desenvolvem experiências educacionais exemplares, como instrumento de valorização dos seus esforços de promoverem a leitura literária junto à população do Rio Grande do Norte.
O Fórum foi criado em junho de 2009, fruto da parceria do IDE com o Instituto C&A, a Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (SEEC), as Secretarias de Educação dos Municípios de Natal e Parnamirim, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime/RN) e a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. De lá para cá, o Fórum tem se tornado um importante espaço de sensibilização, articulação e formação de Prefeitos (as), Dirigentes Estaduais e Municipais de Educação, Gestores (as) das Escolas e Profesores (as), tendo em vista políticas públicas de promoção da leitura literária nas escolas.
Além desta Professorinha que vos escreve, foram também convidados a participar da homenagem o Diretor da Escola Municipal Profª. Lourdes Mota, Gilmar do Carmo Carvalho, o Secretário de Educação, Izauro Camilo de Oliveira e a Prefeita Goreti Silveira Pinto.
Confira abaixo a programação completa do evento.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Reportagem sobre a AEL na Gazeta do Oeste
Uma academia que agoniza Em Apodi, entidade que reúne jovens alunos, amantes da literatura, poderá fechar suas portas |
Já não existem tantos grêmios literários como antigamente. As escolas primam, cada vez menos, pelo bom trabalho de literatura e a internet traz resumos mal elaborados sobre livros e autores. Está aí o Google para não nos deixar cometer injustiça...
Nas cidades de pequeno porte, os grêmios literários e os concursos de poesia sequer são citados quando se fala em promoção cultural. Bandas de forró e carnavais fora de época são dois exemplos que arrastam multidões e esvaziam os espaços destinados à leitura. Em Apodi, uma proposta diferenciada de uma professora local pode simplesmente deixar de existir. Trata-se da Academia Estudantil de Letras Poeta Antônio Francisco. Fundada em 2008, a entidade possui membros (estudantes) por toda a localidade e é exemplo de despertar para a leitura num Estado em que seus autores penam para publicar livros e não sabem o que é apoio de livrarias. "A academia surgiu diante de uma inquietação que sempre tive com relação à leitura praticada em nossas escolas. Incomodava-me (e ainda incomoda) a não existência de espaços que promovam o gosto pela leitura nas escolas. O que a maioria de nossas escolas promove é a obrigatoriedade da leitura, não o prazer. Agindo assim, só afastamos nossos estudantes da magia que a literatura pode nos proporcionar. A Academia Estudantil de Letras surgiu dessa necessidade. Senti que ela poderia ser uma excelente oportunidade de oferecer aos nossos jovens momentos prazerosos de contato com a leitura, de forma espontânea; com incentivo, não com cobranças", destaca Rokátia Kleânia.
Segundo ela, o grupo começou pequeno, coisa de meia dúzia de alunos. "Aos poucos, de forma espontânea, foram chegando mais. Na solenidade de fundação, 2008, já éramos 17. A partir daí, o grupo só cresceu. Hoje, temos aproximadamente 40, entre titulares, correspondentes e simpatizantes", diz.
A professora salienta que apesar de não contar com recursos financeiros, realiza, além das rodas de leitura e contação de histórias, seminários sobre os patronos, encontros com escritores, oficinas de poesia e de teatro e passeios a bibliotecas, museus e teatros. "Fizemos apresentações culturais em eventos dentro e fora da escola e, ainda, participamos da Feira do Livro em Mossoró, com direito à exposição de textos literários produzidos pelos próprios acadêmicos", destaca.
Atualmente, a realidade da academia estudantil é delicada. "Quando iniciei com o grupo, era professora da Sala de Leitura da Escola Lourdes Mota e isso fazia com que tivesse mais disponibilidade de tempo para planejar e executar as atividades acadêmicas, além de certa liberdade de realizar essas atividades em meu horário de trabalho. Muitas oficinas, seminários e círculos de leitura foram realizados na própria biblioteca, sem atrapalhar o trabalho da Sala de Leitura, nem o desenvolvimento das outras atividades. O fato de executar todo trabalho acadêmico sozinha dificultava, mas não chegava a atrapalhar o seu andamento", diz.
No entanto, desde 2010 a professora foi removida da Sala de Leitura e conduzida de volta, com carga horária completa, à sala de aula. "Isso tem prejudicado bastante o andamento da AEL, uma vez que possuindo 50 hora/aulas por dia, se torna praticamente impossível para apenas uma pessoa planejar e realizar as diversas atividades que a academia requer. Afinal, a proposta da AEL é oferecer aos estudantes momentos prazerosos de contato com a leitura e isso demanda tempo e dedicação não apenas na execução das atividades, mas principalmente no planejamento e preparação dessas ações", destaca.
Ela lamenta que devido a isso as atividades tenham diminuído. "Em 2008 e 2009 tínhamos, em média, dois encontros semanais. No início de 2010, passamos a nos reunir quinzenalmente, mas devido à inviabilidade, os encontros passaram a ser mensais. Agora, em 2011, só tivemos um único encontro até agora", salienta.
UM FECHAMENTO IMINENTE - Com isso, o cenário não é nada animador. A falta de apoio tem tornado inviável o crescimento da AEL. "Lutamos para não deixar morrer esse grupo de pequenos futuros imortais. A iminência do fim da AEL dói intensamente em mim, mas dói mais ainda nos jovens acadêmicos. Afinal, ninguém mais do que eles sabem o quanto a AEL significa em suas vidas. Ninguém melhor do que um acadêmico para sentir os benefícios que um projeto dessa natureza provoca na sua vida escolar, familiar e, sobretudo, na sua vida em sociedade", lamenta a professora.
Nesse sentido, ela destaca que é fundamental que se reveja "a forma como a prática de incentivo à cultura literária é desenvolvida em nosso país. Precisamos ampliar e melhorar os poucos espaços que possuímos e promover ações de incentivo não apenas ao hábito, mas especialmente ao gosto pela leitura, prática indispensável nos dias de hoje. Só assim, com uma completa transformação de postura e atitude, nosso país terá um povo mais culto e, sobretudo, mais crítico e desenvolvido", diz.
'Academia pode contribuir na melhoria na hora da aprendizagem dos jovens'
De acordo com a professora, a entrada para a AEL ajuda, sim, aos estudantes, na melhoria da aprendizagem. "A AEL pode, sim, contribuir significativamente na aprendizagem dos jovens que participam de suas atividades, uma vez que a leitura amplia nosso vocabulário, nossa visão de mundo. Além disso, a realização de seminários possibilita aos estudantes exercitarem o 'protagonismo' juvenil tão necessário no desenvolvimento da aprendizagem", diz.
Além disso, ela acrescenta que os estudantes alegam que lá a leitura deixa de ser algo chato e cansativo e passa a ser divertido. "Alguns dizem também ter muito orgulho em serem acadêmicos. Afirmam que a academia os faz se sentirem importantes, pois lá têm vez e voz. Através da AEL, eles deixam de ser meros espectadores e passam a ser protagonistas, valorizados dentro e fora da escola. Acredito que por isso a maioria continua participando dos encontros, mesmo quando conclui o ensino fundamental e precisa se transferir para outro estabelecimento de ensino", fala. "Visamos tão somente proporcionar aos jovens o contato prazeroso com a leitura, de forma a torná-lo um legítimo leitor. Todavia não se pode negar que uma coisa pode levar a outra. É o que ocorre com alguns de nossos acadêmicos que, com a prática constante da leitura, acabaram se identificando com as letras e já começam devagarzinho a produzir seus próprios textos literários", comenta.
Ela, no entanto, aponta um dado triste. "Infelizmente, o que vemos em Apodi são muitos talentos literários sendo adormecidos ou, quiçá, destruídos devido à ausência de ações, que promovam à prática da leitura e o exercício da produção literária. É o caso de Marina Viana, acadêmica, 17 anos, uma poetisa de mão cheia, que já possui uma rica produção poética. Contudo, apesar de nossos esforços, até o momento não conseguiu recursos para a publicação de seu primeiro livro", lamenta.
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Reportagem publicada no caderno Expressão, do jornal Gazeta do Oeste, em 03 de abril de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
A verdade sobre a Nova Escola
Venho novamente agradecer a todos pelos elogios e pelos parabéns. Mas gostaria de esclarecer mais uma vez que esta imagem minha na capa da revista Nova Escola que está sendo divulgada na imprensa apodiense não é real. Já fui tema, sim, de reportagens em alguns veículos de comunicação de âmbito nacional, como a revista Língua Portuguesa, a revista Agitação e ainda no site UOL e na Folha de São Paulo. Entretanto a Nova Escola ainda não realizou qualquer matéria comigo.
Essa imagem que anda circulando em alguns blogs da cidade, na verdade, trata-se de uma montagem que pode ser feita por qualquer assinante apenas acessando o site da Nova Escola. É uma espécie de promoção de aniversário da revista. Fiz a montagem e, sem qualquer pretensão, publiquei-a em meu perfil do Orkut e no meu blog. Ou seja, era apenas uma inocente brincadeira. Exatamente por isso em ambos espaços procurei disponibilizar um link direcionando o visitante/leitor para a página do site da revista que explica exatamente que se trata de uma montagem.
Portanto tudo não passou de um mal entendido. Alguém, ao ver a imagem, não verificou a informação junto ao link e, acreditando que se tratava de uma capa real foi logo publicando. Peço, portanto, àqueles que divulgaram essa errônea notícia, corrigir essa informação, uma vez que ela não condiz com a realidade. Para isso, basta tão somente fazer uso da mesma estratégia, ou seja, fazer o velho e conhecido Ctrl C + Ctrl V desta nota. Vale ressaltar que já enviei e-mails ou registrei (em vários blogs) comentários para os blogueiros apodienses, em especial aos que publicaram a referida imagem, solicitando a correção da informação. Porém até o momento nenhum fez o devido esclarecimento.
De qualquer forma, registro aqui meu agradecimento a todos que sempre me apoiam e torcem pelo sucesso desta humilde Professorinha. Mas torno a afirmar: para mim o sucesso não estar em ser capa de revista alguma, nem "aparecer" em qualquer veículo de comunicação. A mim, bastará tão somente ver a aprendizagem de meus alunos e contar com o apoio daqueles que fazem a educação da minha querida Apodi.
Aos colegas blogueiros, fica a dica: antes de saírem republicando alguma matéria, verifiquem atentamente se a informação procede.
Muito obrigada!
Essa imagem que anda circulando em alguns blogs da cidade, na verdade, trata-se de uma montagem que pode ser feita por qualquer assinante apenas acessando o site da Nova Escola. É uma espécie de promoção de aniversário da revista. Fiz a montagem e, sem qualquer pretensão, publiquei-a em meu perfil do Orkut e no meu blog. Ou seja, era apenas uma inocente brincadeira. Exatamente por isso em ambos espaços procurei disponibilizar um link direcionando o visitante/leitor para a página do site da revista que explica exatamente que se trata de uma montagem.
Portanto tudo não passou de um mal entendido. Alguém, ao ver a imagem, não verificou a informação junto ao link e, acreditando que se tratava de uma capa real foi logo publicando. Peço, portanto, àqueles que divulgaram essa errônea notícia, corrigir essa informação, uma vez que ela não condiz com a realidade. Para isso, basta tão somente fazer uso da mesma estratégia, ou seja, fazer o velho e conhecido Ctrl C + Ctrl V desta nota. Vale ressaltar que já enviei e-mails ou registrei (em vários blogs) comentários para os blogueiros apodienses, em especial aos que publicaram a referida imagem, solicitando a correção da informação. Porém até o momento nenhum fez o devido esclarecimento.
De qualquer forma, registro aqui meu agradecimento a todos que sempre me apoiam e torcem pelo sucesso desta humilde Professorinha. Mas torno a afirmar: para mim o sucesso não estar em ser capa de revista alguma, nem "aparecer" em qualquer veículo de comunicação. A mim, bastará tão somente ver a aprendizagem de meus alunos e contar com o apoio daqueles que fazem a educação da minha querida Apodi.
Aos colegas blogueiros, fica a dica: antes de saírem republicando alguma matéria, verifiquem atentamente se a informação procede.
Muito obrigada!
domingo, 13 de março de 2011
Esclarecimento
Gente, agradeço pelos elogios e pelos parabéns. Mas só esclarecendo: a capa da Nova Escola publicada em minha última postagem não é real. É apenas uma brincadeira. Trata-se de uma montagem. Essa montagem pode ser feita por qualquer assinante, apenas acessando o site da revista Nova Escola.
De qualquer forma, meu agradecimento a todos que sempre me apoiam e torcem pelo sucesso desta humilde Professorinha. Mas para mim, o sucesso não estar em ser capa de revista nenhuma. Sucesso para mim seria ter o reconhecimento e o apoio daqueles que fazem a educação da minha Apodi.
sábado, 12 de março de 2011
Agradecimento
Quero aqui agradecer a todos amigos, leitores e seguidores, que, através do Twitter, de e-mails, de telefonemas ou de comentários neste blog, têm me dado apoio diante da iminente paralisação das atividades da Academia Estudantil de Letras (saiba mais, clicando aqui).
O mais interessante é que a maioria dos apoios e ofertas reais de ajuda para a AEL tem vindo de fora, de outras cidades e até de outros estados do Brasil. Cada vez mais fica claro que, infelizmente, em minha cidade este trabalho não é considerado mesmo importante. Ainda há quem se surpreenda quando digo que vou acabar indo embora dessa cidade. Não é que, aqui, "santo de casa não faz milagre". Aqui, santo não tem sequer chance de fazer milagre, pois não se dá oportunidade para tal. Mas, se mesmo assim, ele teimar em tentar, pode ter certeza, logo acabam cortando suas asinhas.
Republico abaixo algumas das mensagens de apoio recebidas nos últimos dias.
A todos a minha sincera gratidão.
O mais interessante é que a maioria dos apoios e ofertas reais de ajuda para a AEL tem vindo de fora, de outras cidades e até de outros estados do Brasil. Cada vez mais fica claro que, infelizmente, em minha cidade este trabalho não é considerado mesmo importante. Ainda há quem se surpreenda quando digo que vou acabar indo embora dessa cidade. Não é que, aqui, "santo de casa não faz milagre". Aqui, santo não tem sequer chance de fazer milagre, pois não se dá oportunidade para tal. Mas, se mesmo assim, ele teimar em tentar, pode ter certeza, logo acabam cortando suas asinhas.
Republico abaixo algumas das mensagens de apoio recebidas nos últimos dias.
A todos a minha sincera gratidão.
"Realmente, é desanimador enfrentar tais problemas, quando nossos ideais são os mais belos. Entendo seu sentimento, sou acadêmica da AEL desde 2006, e reconheço a importância da Academia de Letras na minha vida. Hoje estou cursando o 3º ano do ensino médio, e já não estudo na escola que tem o projeto há 3 anos, mas continuo acadêmica. Mesmo diante dessas "pedras no meio do caminho", acredito no poder da educação em nossas vidas. Infelizmente não lhe dão o devido valor em nosso país. Profª Rokátia, seu trabalho e dedicação são fiéis exemplos, educar é uma arte. Dedicarei minha vida a essa causa também." (Érica Araújo - Acadêmica da AEL Cecília Meireles - SP)
"Querida,satisfação de está navegando novamente no seu blog,sou testemunha ocular do seu desempenho com a AEL.O Orgulho de sermos da Escola que desenvolvia alguns projetos,teatro,AEL ... infelizmente parece ficar na saudade de quem acompanhou e viu os jovens empolgados ,Conte com o meu apoio." (Marly - Professora da Escola Lourdes Mota )
"Querida Rokátia. infelizmente a cultura em nosso município e no restante do Brasil é vista como 'coisa de quem não tem o que fazer'. Talvez seja por isso que temos alguns gestores de níveis tão deprimentes. Mas fazer o que né! Tomara que alguém que possa fazer algo, faça logo." (Caubi Tôrres - Professor)
"Querida Rokátia. infelizmente a cultura em nosso município e no restante do Brasil é vista como 'coisa de quem não tem o que fazer'. Talvez seja por isso que temos alguns gestores de níveis tão deprimentes. Mas fazer o que né! Tomara que alguém que possa fazer algo, faça logo." (Caubi Tôrres - Professor)
"Prof.ª Rokatia é uma satisfação e tanto conhecer seu novo blog que, como tudo o que fazes como educadora, é excelente! Sinceramente, é uma pena que a AEL esteja enfrentando tais dificuldades e, não sei se é atrevimento da nossa parte mas, sonhamos com uma academia aqui, na EEPGL, sob sua coordenação. É um trabalho muito valioso." (Cléa Morais - Apoio pedagógico da Escola Gerson Lopes)
"Mas vale a pena insistir: a causa e o Brasil merecem! Força por aí. abs." (Galeno Amorim - Jornalista, escritor e militante da causa do livro e da leitura. E presidente da Fundação Biblioteca Nacional. - SP)
"@Profssorinha qual o tipo de apoio que vcs precisam?!" (Rilder Medeiros, jornalista - Natal/RN)
"@Profssorinha Espero que isso não ocorra. Ainda resta uma semente de esperança." (Evangelista Filho, vereador)
"Professora, mesmo estando em Natal, quero aqui disponibilizar o apoio da Associação Leitura Viva ao seu projeto. Por favor entre em contato para vermos que ações podem ser feitas nesse sentido"... (leituraviva_rn@hotmail.com)
"É lamentável que o poder público da sua cidade não tenha a sensibilidade de perceber que este projeto da academia é um verdadeiro tesouro. Ficamos bastante interessados neste seu projeto. Queremos contribuir doando um acervo bibliográfico de cem livros para apreciação por parte dos garotos da sua academia. Envie-nos o endereço para que possamosprovidenciar o envio. (bibliotecascaetano.sp@gmail.com)
"Lamentamos essa total inércia dos gestores do seu município. Disponibilizamos aqui nosso total apoio a você vir realizar este trabalho em nossa cidade.Portanto se quiser, basta vir para São Bento que lhe daremos toda a condição possível para desenvolver esse projeto..." (seceducaçãosaobento@uol.com.br)
"Profa. Kleania, já havíamos ouvido falar nesse projeto através da internet Ficamos muito tristes ao saber da atual situação em que se encontra a Academia Estudantil de Apodi. Ao contrário do que ocorre aí, aqui em Viçosa estamos querendo adotar esse projeto e gostaríamos de contar com sua ajuda nesse sentido. Você teria disponibilidade em vir a nossa cidade para nos ajudar a implantar esse projeto? Claro que custearemos todas as despesas para seu deslocamento e pagaremos pelos seus serviços, com o maior prazer. Aguardamos contato." (Coordenadoria de Leitura da Sec de Educação de Viçosa)
Cara Professora, sou professor do curso de Letras da UFRN. Acompanho, por meio da imprensa, seu trabalho junto a Academia Estudantil de Letras desde o início. Sensibilizado com a situação da AEL, disponibilizo aqui meu endereço para interagirmos no sentido de contribuir com o que for viável para o prosseguimento com o referido projeto. Ponho-me à diposição para interceder para que o seu trabalho tão belo não seja mais inviabilizado, como ocorre, por total ignorãncia administrativa daqueles que gereciam a educação da nossa querida Apodi. (prof.pauloleite@ufrn.br)
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Jovens imortais podem acabar por falta de apoio
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| Academia Estudantil de Letras Poeta Antônio Francisco - primeira e única do Nordeste |
Em meu último artigo, intitulado "Povo leitor, país desenvolvido", abordei a questão da falta de compromisso de nossos gestores com a promoção de acesso à leitura, fato que se evidencia, sobretudo, na escassês de bibliotecas públicas. As poucas existentes se encontram, em sua maioria, com infraestrutura precária e entregue nas mãos de profissionais despreparados, o que compromete de forma significativa a formação de leitores, prejudicando, especialmente aqueles que vêm das classes menos favorecidas, onde o acesso ao livro muitas vezes só se realiza em bibliotecas públicas ou na escola. Para mudar esse quadro, é preciso investir na construção de novas bibliotecas e na aperfeiçoamento das já existentes, através da ampliação de seus acervos e seleção de profissionais comprometidos e capacitados para desenvolver ações que fortaleçam ou influenciem o gosto pela leitura. Se o profissional não apresenta essas caracterísiticas, jamais deverá assumir o trabalho em um espaço tão importante como é a biblioteca.
Mas no cotidiano escolar, os critérios acima elencados não tem qualquer relevância e isso posso afirmar de cátedra, haja vista que já tive a oportunidade de ser professora da Sala de Leitura da Escola Municipal Professora Lourdes Mota, em Apodi. Durante o período em que fiquei lotada nesse espaço (2008 e 2009), elaborei, a cada ano letivo, um plano de trabalho (com objetivos, justificativa, metodologia, cronograma, avaliação, etc.) a ser executado naquela biblioteca, durante o ano, coisa que honestamente nunca vi outro professor de uma sala de leitura fazer, pelo menos não nas instituições em que trabalhei. O fiz porque acredito que não é apenas o professor de sala de aula, que tem o dever de planejar suas ações. Defendo que todos os funcionários de uma escola (diretor, supervisor, coordenador, etc.) devem, a cada ano, fazer um planejamento do trabalho que pretendem desenvolver, no exercício de sua função, durante aquele ano letivo. Afinal de contas o planejamento é imprescindível ao educador a medida que esse se preocupa em ter qualidade no que faz. Como qualidade sempre foi o objetivo dominante em tudo que me proponho a fazer, planejar foi minha primeira atitude.
Em meu plano, busquei propor ações que privilegiassem um melhor uso daquele espaço. Dentre as atividades propostas e realizadas, se encontrava uma que já algum tempo pretendia desenvolver, mas não tinha condições devido a excessiva carga horária em sala de aula. Tratava-se da criação de uma Academia Estudantil de Letras (AEL), um grupo de jovens estudantes que semanalmente se reúne para realização de rodas de leituras, contação de histórias e estudos literários. A AEL segue, com as devidas adaptações, o modelo de uma autêntica Academia de Letras, ou seja, os estudantes escolhem patronos e ocupam cadeiras literárias em ato solene de posse. Mas para fazer parte da AEL Poeta Antônio Francisco (nome escolhido pelos próprios acadêmicos) não há qualquer exigência. Aliás, apenas uma: ser aluno da Escola Lourdes Mota.
O grupo começou pequeno, cerca de meia dúzia de alunos que convidei, com a ajuda de alguns colegas professores. Aos poucos, de forma espontânea, foram chegando outros estudantes. Na solenidade de fundação já éramos 17. A partir daí, o grupo só cresceu. Hoje, temos aproximadamente 40 acadêmicos, entre titulares, correspondentes e simpatizantes, que são aqueles que ainda não realizaram juramento de posse, mas já participam das atividades acadêmicas.
Apesar de não contarmos com recursos financeiros, com a ajuda de alguns amigos parceiros, além das rodas de leitura e contação de histórias, realizamos também seminários sobre os patronos, encontros com escritores, oficinas de poesia e de teatro e passeios à bibliotecas, museus e teatros; fizemos apresentações culturais em eventos dentro e fora da escola e, ainda, participamos da Feira do Livro em Mossoró, com direito a exposição de textos literários produzidos pelos próprios acadêmicos.
A realização de tantas atividades acabou levando a AEL a ganhar destaque na imprensa de todo estado: blogs, jornais, revistas, rádios e até um canal de TV a cabo. Isso sem falar nas reportagens em veículos de abrangência nacional, como nas revistas "Língua Portuguesa", "Agitação" e no site da "UOL". Devido a essa notoriedade, fui conivdada por algumas instituições para proferir palestras em eventos; recebi de entidades locais comendas de reconhecimento pelos serviços culturais e educativos realizados, através da Academia Estudantil. E, com muita alegria, em 2009, recebi a indicação ao Prêmio Darcy Ribeiro de Educação e Cultura, concedido anualmente como reconhecimento aos trabalhos ou ações que se destacaram na defesa e na promoção da educação, especialmente as iniciativas relacionadas à educação popular. Inegavelmente, isso tudo me serviu de combustível para continuar esse trabalho, buscando, a cada dia, ampliar e melhorar ainda mais as nossas ações.
A realização de tantas atividades acabou levando a AEL a ganhar destaque na imprensa de todo estado: blogs, jornais, revistas, rádios e até um canal de TV a cabo. Isso sem falar nas reportagens em veículos de abrangência nacional, como nas revistas "Língua Portuguesa", "Agitação" e no site da "UOL". Devido a essa notoriedade, fui conivdada por algumas instituições para proferir palestras em eventos; recebi de entidades locais comendas de reconhecimento pelos serviços culturais e educativos realizados, através da Academia Estudantil. E, com muita alegria, em 2009, recebi a indicação ao Prêmio Darcy Ribeiro de Educação e Cultura, concedido anualmente como reconhecimento aos trabalhos ou ações que se destacaram na defesa e na promoção da educação, especialmente as iniciativas relacionadas à educação popular. Inegavelmente, isso tudo me serviu de combustível para continuar esse trabalho, buscando, a cada dia, ampliar e melhorar ainda mais as nossas ações.
Se para outras instituições, nosso trabalho era considerado importante, para os gestores municipais de educação de Apodi, ele nada significou. Pelo menos é o que parece, haja vista que mesmo diante de tudo que conseguimos realizar, fui afastada da biblioteca da escola abruptamente, sem qualquer preocupação com a interrupção do trabalho até então desenvolvido. A alegação era de que lugar de professor de Língua Portuguesa é na sala de aula e como tal deveria dar minhas aulas. Nunca questionei. Aliás, nunca pedi para sair de sala de aula. E quando fora dela, nunca deixei de ser uma legítima professora.
Eles parecem esquecer de que durante todo o período em que estive à frente da biblioteca, continuei atuando como uma verdadeira professora, quer nas atividades da AEL, quer no projeto Prazer em Saber, em que ministrava aulas de reforço aplicadas em forma de oficinas, quer no atendimento aos alunos que visitavam aquele espaço, orientando-os em suas pesquisas, estudos ou simples leituras.
Eles parecem esquecer de que durante todo o período em que estive à frente da biblioteca, continuei atuando como uma verdadeira professora, quer nas atividades da AEL, quer no projeto Prazer em Saber, em que ministrava aulas de reforço aplicadas em forma de oficinas, quer no atendimento aos alunos que visitavam aquele espaço, orientando-os em suas pesquisas, estudos ou simples leituras.
Quero ressaltar, entretanto, que em nenhum momento contestei o fato de voltar a atuar em sala de aula, como professora de Língua Portuguesa, pois amo, repito, amo lecionar. O que esperava, pelo menos, é que me fossem concedidas algumas horas aulas para que eu pudesse continuar me dedicando a Academia Estudantil. Mas não. Isso não pode. A carga horária deve ser cumprida completamente em sala de aula. Até aí tudo bem. Há uma certa lógica nesse pensamento. Ou não?
Contudo, me nego a aceitar que seja correto interromper um trabalho que vinha dando tão certo, que vinha gerando frutos, como o visível hábito leitor adquirido pelos alunos da academia ou a possível futura publicação de um livro composto por obras já escritas por alguns deles. Mas nada disso importava! Voltei para sala de aula.
Havia em mim ainda uma esperança. A pessoa a me substituir na biblioteca poderia continuar o trabalho junto à AEL. Não me negaria de forma nenhuma a ajudar. Mas se achasse que era muita responsabilidade (E é mesmo!), se ela preferisse, poderia pelo menos me auxiliar nas reuniões e demais atividades acadêmicas. O sonho não acabou - dizia eu para mim mesma!
Início do ano letivo de 2010. Na primeira oportunidade, corri para conhecer o novo professor responsável pela biblioteca da escola. Mas eis que sou surpreendida ao constatar que a pessoa escalada para a função não possuia licenciatura, não era sequer graduada e, principalmente, não possuía qualquer afinidade com a leitura, características que, acredito, são indispensáveis para exercer essa função. Provavelmente por não ter as habilidades didático-pedagógicas necessárias ou proximidade com a literatura, a colega se mostrou indiferente a ideia de dar prosseguimento a Academia Estudantil de Letras. Não a culpo por isso. Ela não é qualificada para o cargo e àqueles que lá a colocaram sabiam bem disso. Se o fizeram, foi tão somente por acharem insignificante o papel de uma biblioteca no âmbito escolar e não encontarem mérito no trabalho ali desenvolvido nos dois últimos anos.
Apesar disso, resolvi seguir em frente com a academia. Com uma carga horária de 50 aulas semanais, distribuídas entres os turnos matutino e vespertino, só me restaram as noites para planejar minhas aulas, preparar diários, elaborar e corrigir trabalhos escolares, organizar e realizar as atividades da academia. E isso, caros leitores, não foi fácil. Principalmente por ter que fazer tudo isso sozinha, sem a ajuda da direção, coordenação ou de qualquer outro colega da escola. Nunca ninguém me procurou para oferecer qualquer ajuda, nem sequer para saber como estava a academia. Era como se ela jamais tivesse existido.
Mesmo sozinha e com imensuráveis dificuldades, continuei coordenando o grupo de acadêmicos. É claro que, diante dessa realidade, a qualidade do nosso trabalhou diminuiu significativamente. E muitas das atividades planejadas para 2010 ficaram impossíveis de serem executadas.
Concluí o ano, extremamente cansada e com grande desânimo. Diagnóstico? Alto nível de estresse, adquirido devido à excessiva carga de trabalho.
2011. Um novo ano se inicia. Mais uma vez ninguém desmonstra qualquer preocupação ou interesse pela Academia Estudantil de Letras, a primeira e única do Nordeste. Mais uma vez estou aqui, sozinha, tentando remar contra a maré da falta de apoio e de recursos. Até onde iremos? Não sei. Mas temo que a AEL esteja com os seus dias contados. Sem recursos, sem apoio e sem tempo, as atividades tendem a ficar menos frequentes e, principalmente, menos atraentes. E isso é muito grave para um projeto que se propõe a criar um ambiente saudável e prazeroso para a prática da leitura.
A iminência do fim da AEL dói intensamente em mim, mas dói mais ainda nos jovens acadêmicos. Afinal ninguém mais do que eles sabem o quanto a AEL significa em suas vidas. Ninguém melhor do que um acadêmico para sentir os benefícios que um projeto dessa natureza provocam na sua vida escolar, familiar e, sobretudo, na sua vida em sociedade.
Enquanto isso, continuamos a assistir a divulgação dos baixos indicadores educacionais do nosso município. Nas escolas, a cada início de ano letivo, os gestores fazem sempre questão de atribuir ao professor a responsabilidade por esse fracasso. Mas esquecem de aplaudir aqueles que protagonizam iniciativas que contribuem para que esses resultados não sejam ainda piores.
Convém, portanto, refletirmos sobre as reais razões para tanta evasão e repetência em nossas escolas. Pensemos maduramente sobre o que leva nossos jovens a concluírem o ensino básico com um nível tão baixo de aprendizagem. É sempre muito fácil culpar o professor pelos fracassos educacionais. Mas será que temos cuidado bem da infraestrutura de nossos estabelecimentos de ensino? Temos estimulado e apoiado às boas práticas pedagógicas? Temos valorizamos os bons professores? Enfim, temos criado políticas públicas que promovam o ensino de qualidade?
Somente quando formos capazes de responder com maturidade a essas questões e nos debruçarmos sobre novas práticas administrativas e pedagógicas é que poderemos exigir e esperar melhores resultados educacionais em nosso município, em nosso estado e em nosso país.
Contudo, me nego a aceitar que seja correto interromper um trabalho que vinha dando tão certo, que vinha gerando frutos, como o visível hábito leitor adquirido pelos alunos da academia ou a possível futura publicação de um livro composto por obras já escritas por alguns deles. Mas nada disso importava! Voltei para sala de aula.
Havia em mim ainda uma esperança. A pessoa a me substituir na biblioteca poderia continuar o trabalho junto à AEL. Não me negaria de forma nenhuma a ajudar. Mas se achasse que era muita responsabilidade (E é mesmo!), se ela preferisse, poderia pelo menos me auxiliar nas reuniões e demais atividades acadêmicas. O sonho não acabou - dizia eu para mim mesma!
Início do ano letivo de 2010. Na primeira oportunidade, corri para conhecer o novo professor responsável pela biblioteca da escola. Mas eis que sou surpreendida ao constatar que a pessoa escalada para a função não possuia licenciatura, não era sequer graduada e, principalmente, não possuía qualquer afinidade com a leitura, características que, acredito, são indispensáveis para exercer essa função. Provavelmente por não ter as habilidades didático-pedagógicas necessárias ou proximidade com a literatura, a colega se mostrou indiferente a ideia de dar prosseguimento a Academia Estudantil de Letras. Não a culpo por isso. Ela não é qualificada para o cargo e àqueles que lá a colocaram sabiam bem disso. Se o fizeram, foi tão somente por acharem insignificante o papel de uma biblioteca no âmbito escolar e não encontarem mérito no trabalho ali desenvolvido nos dois últimos anos.
Apesar disso, resolvi seguir em frente com a academia. Com uma carga horária de 50 aulas semanais, distribuídas entres os turnos matutino e vespertino, só me restaram as noites para planejar minhas aulas, preparar diários, elaborar e corrigir trabalhos escolares, organizar e realizar as atividades da academia. E isso, caros leitores, não foi fácil. Principalmente por ter que fazer tudo isso sozinha, sem a ajuda da direção, coordenação ou de qualquer outro colega da escola. Nunca ninguém me procurou para oferecer qualquer ajuda, nem sequer para saber como estava a academia. Era como se ela jamais tivesse existido.
Mesmo sozinha e com imensuráveis dificuldades, continuei coordenando o grupo de acadêmicos. É claro que, diante dessa realidade, a qualidade do nosso trabalhou diminuiu significativamente. E muitas das atividades planejadas para 2010 ficaram impossíveis de serem executadas.
Concluí o ano, extremamente cansada e com grande desânimo. Diagnóstico? Alto nível de estresse, adquirido devido à excessiva carga de trabalho.
2011. Um novo ano se inicia. Mais uma vez ninguém desmonstra qualquer preocupação ou interesse pela Academia Estudantil de Letras, a primeira e única do Nordeste. Mais uma vez estou aqui, sozinha, tentando remar contra a maré da falta de apoio e de recursos. Até onde iremos? Não sei. Mas temo que a AEL esteja com os seus dias contados. Sem recursos, sem apoio e sem tempo, as atividades tendem a ficar menos frequentes e, principalmente, menos atraentes. E isso é muito grave para um projeto que se propõe a criar um ambiente saudável e prazeroso para a prática da leitura.
A iminência do fim da AEL dói intensamente em mim, mas dói mais ainda nos jovens acadêmicos. Afinal ninguém mais do que eles sabem o quanto a AEL significa em suas vidas. Ninguém melhor do que um acadêmico para sentir os benefícios que um projeto dessa natureza provocam na sua vida escolar, familiar e, sobretudo, na sua vida em sociedade.
Enquanto isso, continuamos a assistir a divulgação dos baixos indicadores educacionais do nosso município. Nas escolas, a cada início de ano letivo, os gestores fazem sempre questão de atribuir ao professor a responsabilidade por esse fracasso. Mas esquecem de aplaudir aqueles que protagonizam iniciativas que contribuem para que esses resultados não sejam ainda piores.
Convém, portanto, refletirmos sobre as reais razões para tanta evasão e repetência em nossas escolas. Pensemos maduramente sobre o que leva nossos jovens a concluírem o ensino básico com um nível tão baixo de aprendizagem. É sempre muito fácil culpar o professor pelos fracassos educacionais. Mas será que temos cuidado bem da infraestrutura de nossos estabelecimentos de ensino? Temos estimulado e apoiado às boas práticas pedagógicas? Temos valorizamos os bons professores? Enfim, temos criado políticas públicas que promovam o ensino de qualidade?
Somente quando formos capazes de responder com maturidade a essas questões e nos debruçarmos sobre novas práticas administrativas e pedagógicas é que poderemos exigir e esperar melhores resultados educacionais em nosso município, em nosso estado e em nosso país.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Nasce o novo Blog da Professorinha
Olá, Pessoal.
Ausente da blogosfera, desde maio de 2010, devido minha antiga conta ter sido hackeada, finalmente estou de volta. Agradeço a todos que durante esse período de hibernação, me enviaram mensagens incentivando e alguns até exigindo o retorno da Professorinha. Esses incentivos foram, sem dúvida, primordiais para que eu voltasse a blogar.
Confesso que por diversas vezes pensei em não mais retornar, sobretudo, pela questão de falta de tempo. Ministrar 50 aulas semanais e ainda coordenar uma Academia Estudantil de Letras, pode crer, é muito complicado e demanda muito trabalho em off, ou seja, fora do horário de expediente. Isso sem falar no serviço de revisão de textos jornalísticos e acadêmicos que presto a algumas pessoas, empresas e instituições, como forma de complementar a renda, já que, como professora, o meu salário "ó"...
Contudo preciso confessar também que senti muita falta de tudo isso aqui. Escrever é uma das minhas maiores paixões. No entanto não gosto de escrever para mim, para guardar na gaveta ou arquivar no computador. Gosto de escrever para interagir com as pessoas e sempre fora essa a finalidade do Diário de uma Professorinha: expor minhas ideias, mas principalmente discutir com os leitores essas concepções, como forma de ampliá-las ou até mesmo reformulá-las completamente. Por isso a ideia de retornar à blogosfera era constante, porém não urgente. Deixei, então, essa semente do retorno germinando em mim...
Ausente da blogosfera, desde maio de 2010, devido minha antiga conta ter sido hackeada, finalmente estou de volta. Agradeço a todos que durante esse período de hibernação, me enviaram mensagens incentivando e alguns até exigindo o retorno da Professorinha. Esses incentivos foram, sem dúvida, primordiais para que eu voltasse a blogar.
Confesso que por diversas vezes pensei em não mais retornar, sobretudo, pela questão de falta de tempo. Ministrar 50 aulas semanais e ainda coordenar uma Academia Estudantil de Letras, pode crer, é muito complicado e demanda muito trabalho em off, ou seja, fora do horário de expediente. Isso sem falar no serviço de revisão de textos jornalísticos e acadêmicos que presto a algumas pessoas, empresas e instituições, como forma de complementar a renda, já que, como professora, o meu salário "ó"...
Contudo preciso confessar também que senti muita falta de tudo isso aqui. Escrever é uma das minhas maiores paixões. No entanto não gosto de escrever para mim, para guardar na gaveta ou arquivar no computador. Gosto de escrever para interagir com as pessoas e sempre fora essa a finalidade do Diário de uma Professorinha: expor minhas ideias, mas principalmente discutir com os leitores essas concepções, como forma de ampliá-las ou até mesmo reformulá-las completamente. Por isso a ideia de retornar à blogosfera era constante, porém não urgente. Deixei, então, essa semente do retorno germinando em mim...
Pois bem, eis que, depois de exatos nove meses de gestação, nasce o novo Blog da Professorinha. Além do novo nome e endereço (http://blogdaprofessorinha.blogspot.com), o blog chega com novo layout e nova proposta, uma vez que pretendo aqui fazer um trabalho mais ideológico do que informativo, o que não exclui a possibilidade de trazer aqui informações sobre os mais diversos assuntos. Mas certamente o que deverá prevalecer aqui serão minhas ideias e sentimentos. Aos leitores cabe o direito de concordar, discordar, criticar, reclamar, gritar. Portanto peço que sempre que possível deixem aqui seus comentários. As discussões aqui serão sempre bem vindas, desde que sem ofensas pessoais, sem termos pejorativos e sem anonimato. Quer opinar? Então faça como eu, mostre a cara. Aqui não há espaço para covardia.
Pensando também na minha razão maior de ser professora, este blog destinará ainda um espaço para o meu alunado, por isso postarei sempre aqui dicas, orientações e material didático para complementar os estudos dos meus e de todos os alunos que por aqui passarem. Registrarei também aqui, sempre que possível, minhas experiências no cotidiano escolar.
Enfim, este Blog da Professorinha será um espaço para dividirmos conhecimentos, angústias, alegrias, desabafos e experiências.
Sejam todos bem vindos!
Sejam todos bem vindos!
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