terça-feira, 11 de outubro de 2011

Professor que marca, a gente nunca esquece


Não esqueça: durante todo mês de outubro, estarei abrindo aqui espaço para que os leitores do Blog da Professorinha façam suas homenagens aos mestres que marcaram sua vida escolar. 

Recordações, exemplos, imitações, contrariedades, referências. O que você tem a dizer sobre um professor especial que teve? 

Deixe um comentário, envie um e-mail (profa.kleania@gmail.com), com uma mensagem, foto, vídeo ou mensagem e, no mês do professor, aproveite para homenagear o seu. Afinal professor que marca, a gente nunca esquece!



E por falar em amor...



Perguntaram a John Lennon:

- Por que você não pode ficar sozinho, sem a Yoko?


E ele respondeu:



- Eu posso, mas não quero. Não existe razão no mundo porque eu devesse ficar sem ela. Não existe nada mais importante do que o nosso relacionamento, nada. E nós curtimos estar juntos o tempo todo. Nós dois poderíamos sobreviver separados, mas pra quê? Eu não vou sacrificar o amor, o verdadeiro amor, por nenhuma piranha, nenhum amigo e nenhum negócio, porque no fim você acaba ficando sozinho à noite. Nenhum de nós quer isto, e não adianta encher a cama de transa, isso não funciona. Eu não quero ser um libertino. É como eu digo na música, eu já passei por tudo isso, e nada funciona melhor do que ter alguém que você ame te abraçando.


Colhido no: Vide Bula

Amor verdadeiro



‎... O médico então lhe perguntou:

- Por que a pressa?

E ele respondeu:

- Todos os dias, neste horário, vou visitar minha esposa, que está em um asilo.

E o médico comentou:

- Que bacana! Então vocês matam as saudades, batem papo, namoram um pouquinho!

E o velhinho diz:

- Não! Ela não me reconhece mais, por causa de sua doença.

O médico, surpreso, então pergunta:

- Mas, por que então tanta pressa para vê-la, já que não o reconhece mais?

E, com um sorriso no rosto, o velhinho responde:

- Mas eu a reconheço! Eu sei quem ela é e o que representa na minha vida a tantos anos. Por isso, todos os dias eu a reconquisto, como se cada conquista fosse única e verdadeira. Nisso consiste o verdadeiro amor!



[Autoria desconhecida]

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Giro pelo Estado na TV

Idealizadores do Giro Pelo Estado na TV: Márcio Costa e Adriana Ísis 


Após dez anos de dedicação aos fatos que marcam o interior potiguar a coluna Giro pelo Estado dará vida a um novo projeto.

A partir de novembro a coluna ganhará uma versão para a TV, com uma revista eletrônica que abordará as particularidades turísticas, culturais, econômicas e políticas dos munícipios potiguares.

O projeto realizado numa parceria com a TV Mossoró,  contará com a marca do jornalista Márcio Costa e da radialista Adriana Isis.

A dupla encabeçará uma competente equipe de técnicos e produtores que leverão ao RN reportagens especiais com abordagem diferenciada sobre a rotina dos municipios.

O projeto será lançado no próximo sábado (15), durante a programação do Sertão Mix na cidade de Pau dos Ferros.


domingo, 9 de outubro de 2011

CRÔNICA: DOMINGO É DIA DE FUTEBOL!


Por Bruno Coriolano de Almeida Costa*







Domingo é mesmo um dia diferente na vida de todo brasileiro que se prese; é dia sagrado para quem tem sangue tupiniquim na veia. Não seria diferente para Reginaldo, um flamenguista apaixonado pelo time. Ele nem sabia pronunciar direito o nome do clube do coração.


– Hoje tem jogo do Framengo – dizia ele.

Não adiantava corrigir. Era o mesmo que mudar a essência; a magia futebolista em seu pensamento limitado. Flamengo e Framengo soavam a mesma coisa na cabeça do Reginaldo. 

Chegou então o momento sagrado. Ele tinha que ter certeza de que estava tudo no mesmo lugar, assim como estava no ultimo clássico contra o Vasco da Gama. Reginaldo estava usando a mesma cueca, o mesmo uniforme suado do Mengão e já havia deixado a mulher e os filhos na casa da sogra agorenta, que era vascaína. 

Pronto. Olhou para o relógio na parede, que tinha as mesmas baterias do ultimo jogo; ligou a televisão e checou para ver se a esponja de aço, grudada nas anteninhas, estava ajudando a capitar o melhor sinal possível. Não poderia deixar de ouvir as palavras da chamada da partida pronunciadas pelo Galvão Bueno: 

– Bom dia amigos da Rede Globo...

Agora vai. É definitivo. Começa com a escalação. Brasileiro que é apaixonado por futebol começa seu ritual pela escalação. É nesse momento que começam as analises também:

– Porra o Sávio não vai jogar. Agora o negocio ficou feio mesmo. – pensou o Reginaldo.

No meio do jogo o Reginaldo já estava quase maluco porque Flamengo atacava, atacava e a bola não entrava. O goleiro adversário parecia uma muralha que não permitia passar nem o vento.

Intervalo. Reginaldo não ficava quieto. É nesse momento que todo brasileiro apaixonado por futebol começa a fazer suas promessas. Agora todos lembram que existe um Deus que pode servir de reforço para o time. Muitos não têm nem certeza, mas para ganhar o jogo vale tudo. Tudo mesmo.

– Se o Framengo ganhar, eu paro de beber às segundas-feiras! – prometeu Reginaldo.

Começa o segundo tempo e o Flamengo volta pior. Não consegue mais se encontrar em campo e toma o primeiro gol. Reginaldo fica desesperado e inicia o processo de arrependimento da promessa que fizera.

– Porra de promessa que nada. Eu prometi ficar um dia na semana sem beber se o meu Framengo ganhasse... Prometi deixar de beber toda segunda-feira. Você sabe o que isso significa Deus? – falava ele de joelhos fazendo pose de reza e olhando para cima como se estivesse realmente vendo o Senhor.

Coincidência ou não, o Mengão empata e de tanto gritar, Reginaldo esquece de que estava há pouco tempo implorando por aquele mísero golzinho e deixa a conversa com o Divino de lado.

Finalzinho do jogo, o Flamengo estava na pressão e Reginaldo com a cabeça atolada no travesseiro. Nesse momento, sua mulher, que voltara mais cedo para casa, fica assustada com o estado da sala: está tudo bagunçado e cheia de lata vazias de cervejas ao redor do sofá.

– Você está maluco, Reginaldo da Silva? – esbravejou a mulher.

Quando se levantava, tomado pelo susto de ser pego de supetão, Reginaldo se vira para a mulher e pergunta:

– O que você está fazendo aqui uma hora dessas?

Nesse momento o Flamengo toma o gol que decidiria o jogo. Resultado final: Flamengo é derrotado.

Como todo brasileiro, Reginaldo procura alguém para por a culpa pelo insucesso do seu time do coração.

– A culpa foi sua. Se você não tivesse chegado na hora errada, o Framengo teria pelo menos empatado. 

Depois do jantar em família, Reginaldo se despediu de todos, entrou no quarto e deitou na cama. Depois de passar horas deitado ao lado da mulher na cama fitando o teto, segundo antes de dormir, disse:

– Pelo menos vou continuar bebendo minha cervejinha nas segundas-feiras!

A mulher obviamente não entendeu nada. Quando pensou em perguntar ao marido o que ele queria dizer, o mesmo já estava roncando. O Flamengo perdeu, mas domingo que vem tem outra partida. Já são três domingos seguidos que o Flamengo do Reginaldo perde e ele ainda não parou de beber nem na segunda-feira, terça-feira e quarta-feira. Ah, homem de sorte esse Reginaldo! 


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* Bruno Coriolano de Almeida Costa tem trabalhado no ensino de Inglês por mais de nove anos e tem experiência no ensino de Inglês como língua estrangeira nas universidades, no Instituto Federal de Ciência e Tecnologia, escolas particulares e pós-graduação. Formou-se em Línguas Modernas (Inglês e Literatura Americana eInglês). É pós-graduado em Língua Inglasa e possui certificação TEFL. Seus principais interesses no campo incluem aquisições de linguagem e vocabulário segundo e o desenvolvimento de atividades inovadoras para a sala de aula. Mais informações: www.portaldalinguainglesa.blogspot.com




Romance de Domingo...


Aventuras do Menino Danta e seu amigo Guerra

  Por William Guerra*

CAPÍTULO XXX

         O homem que queria cortar a secular árvore não era um verdejantense. Viera há poucos dias morar em Verdejante. Pedreiro de profissão desejava que a casa onde fora morar, no centro da cidade, ficasse bem clara, sem nada na sua frente. Por isso estava prestes a cometer um crime, não fora a coragem e determinação do menino Guerra.

         O prefeito proibiu que aquele forasteiro fizesse qualquer menção de cortar, não só àquela árvore em particular, mas quaisquer outras existentes na cidade. O delegado também lhe passou um pito. Até o padre Benedito Basílio Alves vem em socorro da árvore, como também do afilhado, pois soubera na casa paroquial, que o garoto Guerra estava em apuros. Tambémse aproxima o professor João Batista, irmão do Guerra. Abraça-se àquele e, se dirigindo ao homem, que ainda empunha um afiado machado, diz:

         - Não vê que uma árvore também tem vida? O costume nesta cidade é o de se proteger as árvores, os animais, as pessoas, não de maltratá-las ou até mata-as, como você queria fazer!

         O homem abaixou a cabeça, Sua esposa veio e o levou pelo braço para dentro de casa, remendo uma revolta maior por parte da população. As pessoas se dispersaram e Guerra foi se juntar a Danta. Os dois desceram à lagoa para um delicioso mergulho.

         Também, já acabada a questão, chegou o avô do menino, Adrião Bezerra, que se dirigiu ao Vigário que caminhava lentamente em direção à casa paroquial.

         - Padre!

         Chamou àquele e, ao ouvir o chamado, o Vigário voltou à vista em direção a Adrião Bezerra.

         - Amigo Adrião! Em que posso servi-lo?

         Com sua bengala reluzente, chapéu de massa, rindo um riso descontraído sob o sol que começava a castigar, apertou a mão do padre e saíram, os dois, rumo à residência do Cura da Paróquia.

         Lá chegando, acomodando-se cada um numa cadeira de balanço, Adrião Bezerra foi direto ao ponto:

         - Quando parte, meu bom padre?

         O padre ficou admirado, surpreso com aquela pergunta.

         - Partir para onde?

         - Ora, então já não estás de malas prontas?

         O Vigário, levantando-se, chamando por Mercês, ordenou que trouxesse duas xícaras de café, mas só se fosse bem quente. Nada de café frio. Foi apanhar dois charutos. Entrega um a Adrião Bezerra e começa a burilar o seu, cheirando-o, e dizendo:

         - Puro Havana!

         Adroão Bzeera, retirando o chapéu, mostrando mais uma vez a cabecinha branca, concorda, imitando todos os gestos do padre. Chega o café, o visitante lança um olhar perscrutador sobre a fogosa empregado e, não notando nada de anormal, fala ao seu interlocutor:

         - Bom. A hora do almoço se aproxima, vou ser muito breve, somente o tempo de dar umas boas baforadas neste belo charuto.

         Padre Benedito solta uma gargalhada com gosto, empinando a cabeça para trás. Depois de beberem o café fumegante, automaticamente, acendem os respectivos charutos. O amigo de batina solta um esposo tufo de fumaça para cima e repergunta:

         - Quem foi o boateiro que inventou mais essa de que estou para ir embora?

         Adrião Bezerra, mais uma vez, invejando o gesto de prazer do padre, deixa escapar da boca uma fumaça que mais parece saída de uma chaminé de um trem.

         Complementa:

         - Ninguém. Apenas intuição. Como já deixastes uma obra espetacular em nosso município que vai lembrá-lo para sempre em Verdejante, pensei:padre Benedito deve ir embora, talvez...

         - Não, não, não pense. Claro que vou ter que sair de Verdejante. Mas não agora...

         Disse o padre Benedito, sempre fumando e soltando tufos de fumaça para cima. Olhando-se para o teto, poder-se-ia distinguir que um verdadeiro nevoeiro de fumaça boiava, procurando as brechas no telhado para sumirem de vez.

         Adrião Bezerra ficou satisfeito com as explicações do amigo padre. Agora poderia tranqüilizar o neto. Recolocando o chapéu e pegando a bengala para o apoio e levantar-se da cadeira, ao mesmo tempo foi dizendo:

         - Vou mandar o Guerra ter com você. Ele que, de fato, ouvira os outros fedelhos propalarem que ias embora de Verdejante. Confesso que ele quase chorou, e eu quase o acompanho naquele prenúncio de grande tristeza.

         Padre Benedito ficou comovido.

         - Obrigado meu grande amigo. Diga ao meu afilhado que fique descansado. Ele será o primeiro a saber, de mim mesmo, se um dia eu tiver que ir embora de Verdejante. Manda ele hoje à tarde. Quero tomar as últimas lições com ele.

         Adrião Bezerra fez que sim com a cabeça e saiu a caminho da porta de saída. O Vigário insistia para que ficasse e almoçasse com ele. Agradeceu mais uma vez, apertou a mão do amigo e se encaminhou à sua residência.

         Nem calculavam o quanto os amigos Danta e Guerra, livres e soltos tomavam um banho prolongado nas águas mornas da lagoa. Cangas-pé, brinquedo do “capão cozido”, que já estavam cansando de tanta algazarra.

         Resolveram voltar da lagoa. Hora de matar a fome. Subiram quase correndo as barreiras. Cada um para a sua residência. Baião-de-dois com corredor de boi. Que delícia! Guerra comeu à valer. Bebeu água dormida de ontem. Seu irmão, João batista, perguntou-lhe pelas lições do dia anterior. Foi buscar o caderno e mostrou ao professor. Este lhe fez elogios:

         - Muito bom. Está mais adiantado do que o previsto. Assim, logo, logo você vira um doutor!

         Os dois riram.

         - Sim, antes que me esqueça, padre Benedito quer que você vá até à casa paroquial. Quer levar um papo com você e fazer perguntas sobre o seu progresso nos estudos. Mas basta ir tardezinha.

         - Quem deixou recado?

         - Vicência veio que avô Adrão Bezerra mandou.

         Guerra pensou: Meu avô é o maior!

         Disse que sim, ao irmão. Nada mais havendo a tratar com o irmão, correu em busca do amigo Danta. Este estava a engolir, queimando até o céu da boca, arroz de leite fumegante. Ao avistar o amigo, fez um gesto com a mão para que esperasse um pouco. Doma Joana ofereceu a Guerra arroz, agradeceu. E lá estava Manoel Dantas, sempre a mastigar e girando o molho de chaves no dedo indicador da mão direita.

         Quando Danta largo, finalmente, o prato. Os dois correram até o fim do quintal. Debaixo de uma sombra que havia por ali, espécie de latada que protegia as galinhas do sol inclemente.

         Danta foi o primeiro a falar:

         - Hoje de tarde vou jogar bola aí na frente da Legião.

         Guerra nada dizia, somo sempre. Mas, depois de alguns instantes, convidou o amigo:

         - Vamos ao Estreito pegar areia fina e algumas buchas. Socorro me pediu para fazer isso.

         Danta ficou todo animado.

         De um salto, ficou em ponto de bala, queria mesmo mergulhar na parte mais funda da lagoa. O nome Estreito é porque os dois extremos da lagoa, norte e sul, naquelas imediações focam a menos de 10 met5ros uma margem da outra. Em compensação ninguém toma pé por lá. Bom para mergulhar de ponta, isto é, com a cabeça para baixo. Faz-se carreira, pulando na beirada e de ponta cabeça cai na água e vai até lá em baixo... Ameninada gosta muito de tomar banho naquele ponto.

         O dia passava das 13h000, os dois companheiros saíram rumo ao Estreito. Levaram duas latas vazias de Leite Ninho para apanhar a areia fina e branca. Espécie de acessório para limpar louças. Esfregava um pouco daquela areia juntamente com sabão. Num piscar de olhos a vasilha ficava brilhando. A bucha de também tinha essa utilidade.

         O Estreito estava deserto. Nenhum banhista. Nem pescador. Os pescadores gostavam de ficar por ali, colocar as redes de arrasto, ou com tarrafas pegar os peixes que havia em abundância.

         Os dois deixaram as camisas e as latas do lado de cá, e mergulharam na água. Apesar do sol, no fundo era bem fria. Que delícia, que folguedo! Liberdade. Era uma vida feliz de criança, Saber nadar, banhar-se em águas limpas. Atravessaram o pequeno barco de água. Do outro lado muitas carnaubeiras que estavam dando frutos. Com o auxílio de alguns pedaços de pau, derrubavam os frutos maduros, pretos e suculentos. Passaram muito tempo se refestelando com as carnaúbas. Depois caiam na água coma a cabeça para baixo. Subiam. Nadavam. Já perto da tarde morrer de vez, resolveram voltar. Apanharam a areia. Foram a um recanto onde havia as trepadeiras com os frutos maduros e retiram o suficiente as buchas e regressaram para a rua.

         No caminho Guerra convidou o amigo para acompanhá-lo até à casa paroquial. Padre Benedito queria falar-lhe. Danta se prontificou imediatamente.

         Entregaram a encomenda a Socorro e se foram ter com o Vigário.

         De longe avistaram as três mulheres: Adofina, Cotó e Tilde conversando animadamente na porta principal da igreja. Que seria que estavam tramando? Qual o assunto engraçado para deixá-las tão animadas?

         Embicaram em direção a casa do padre. Lá chegando, a porta sempre aberta, deram de cara com Mercês. Rindo, roliça, mexendo os quartos avantajados, a jovem mandou que os dois subissem, padre Bendito estava esperando-os. Mas como, se ele mandou que apenas Guerra viesse?

         - Bom como vocês dois só andam de pareia, não tem como ser diferente. Unha e carne podem subir!

         Os meninos não escutaram mais nenhuma conversa, quase correndo, engolindo degraus, de repente se encontravam no sótão da casa paroquial.

         - Ora, ora, chegaram os dois mosqueteiros. Wilson, não está com vocês? Aí, sim, seria os três mosqueteiros!

         Danta explicou que Wilson deveria estar jogando com uma bexiga de boi que pegou na matança. Não viram àquele agora de tarde.

         Padre Benedito, lia um livro de capa grosa, de cor verde com uns desenhos esquisitos. Guerra perguntou do que se tratava aquela obra. O seu padrinho riu de leve, ajeitando-se na preguiçosa, e mandando que sentassem nas cadeiras respectivas, deu uma breve explicação.

         - “Crime e Castigo”, de um escritor russo: Fyodor Mikhaylovich Dostoyevsky.  

-         Padrinho, mas não tem como lê, são palavras difíceis, não são?

            O padre disse que era uma edição em inglês: Crime and Punishment. Que em português quer dizer “Crime e Castigo”. Depois fez uma breve explanação:

         - É a história de um jovem que comete um assassinato e depois não sabe com conviver com aquele peso na consciência. Em tudo vê perseguição. Neste romance o autor discute religião e existencialismos, pensar que, pelo sofrimento, o ser humano ganha a salvação.

         Os garotos ficaram admirados. Mas passados alguns instantes o padre, deixando a obra sobre uma mesa, dirigiu a palavra especialmente à Guerra:

         - Bem meu bom afilhado. O mandei vir aqui para ter uma conversa com você. Danta está presente, vai escutar o nosso colóquio.


RESUMO: O próximo capítulo acontecerá a conversa do padre e o afilhado. Mais as primeiras chuvas do inverno. Mais episódios envolvendo o Coronel Dito Saldanha. Os dois amigos, Guerra e Danta se envolvem em mais outras atrapalhadas... Chega a Verdejante o primeiro banqueiro do jogo do bicho. Esperem e verão!

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* William Lopes Guerra é advogado, pesquisador e escritor em Apodi, herdeiro dos direitos autorias do pai.

sábado, 8 de outubro de 2011

Você está ficando velho?



Se você entende a relação entre os dois objetos, você está ficando velho!

A menina e o siri




Sempre que o mundo desabava sobre minha cabeça, eu ia andar pela praia perto de onde morava. Um dia encontrei uma bela garotinha de olhos tão azuis quanto o mar, construindo um castelo de areia ou algo parecido.
- Oi, ela disse.
Eu respondi com um aceno de cabeça, não estava com humor para me aborrecer com uma criança.
- Você quer me ajudar a construir meu castelo?

- Hoje não. Falei sem dar atenção.

- Eu gosto de sentir a areia em meus dedos do pé, ela falou sorridente.
Que boa idéia, pensei, e tirei meus sapatos. Um siri deslizou próximo.
- Isto é um “alegria”. – falou a menina.

- É um o quê? – perguntei.

- Isto é um “alegria”, livre e solto pela praia.
Adeus “alegria”, olá dor, murmurei comigo mesmo e continuei a caminhar. Eu estava deprimido, mas a menina não desistia e perguntou: qual é o seu nome?
- Eu me chamo Roberto.
- O meu é Wanda. Eu tenho seis anos.
Apesar da minha melancolia fui obrigado a rir e continuei caminhando. Sua risadinha musical me seguiu.
- Venha novamente, Sr. Roberto e nós teremos outro dia feliz, disse ela animada.
Meus dias foram atribulados e somente semanas depois é que voltei à praia. A brisa era fria, mas eu andava a passos largos, tentando readquirir serenidade. Tinha até me esquecido da criança, quando ela apareceu.
- Oi Sr. Roberto, você quer brincar?

- Não sei, que tal charadas? Perguntei sarcasticamente.

- Eu não sei o que é isso, ela respondeu.

- Então me deixe continuar a caminhada. Onde você mora?

- Ali. Respondeu ela apontando na direção de uma fila de cabanas de verão.

- Como você vai para a escola?

- Eu não vou à escola. A mamãe disse que nós estamos de férias.
Ela tagarelou muito e quando eu ia voltar para casa, Wanda disse que tinha sido outro dia feliz. E havia sido mesmo. Três semanas mais tarde, eu andava apressado pela praia, quase em pânico, quando a garota me alcançou.
- Olhe se você não se importa, hoje eu quero andar sozinho.
Ela me pareceu pálida e sem fôlego.
- Por que? Perguntou.

- Porque minha mãe morreu! Gritei.

- Oh, então este é um dia ruim – ela falou com ar de tristeza.

- Sim, e ontem e anteontem também. Vá embora!
Um mês depois disto, fui andar novamente, mas ela não estava lá. Sentindo-me culpado e admitindo para mim mesmo que sentia falta dela, subi até a cabana e bati na porta. Uma mulher jovem me atendeu.
- Olá, eu sou Roberto. Senti a falta de sua menina e gostaria de saber se ela está bem.

- Sr. Roberto, entre por favor. Wanda falou muito do senhor. Eu tinha receio que ela estivesse lhe aborrecendo. Se ela foi um incômodo, por favor aceite minhas desculpas.

- Não, sua filha é uma criança muito amável. Onde ela está?

- Wanda morreu na semana passada, Sr. Roberto. Ela tinha leucemia. Talvez não tenha lhe contado…
A notícia me deixou cego e mudo, por alguns instantes. E a mãe continuou: ela adorava esta praia e parecia um tanto melhor aqui. Aqui ela teve muito do que chamava de “dias felizes”. Mas nos últimos dias, ela piorou rapidamente… Minha filha deixou algo para senhor.
Entregou-me um envelope, com o Sr. “R” escrito em grandes letras infantis. Dentro havia um desenho – uma praia amarela, um mar azul, e um siri marrom. Embaixo estava escrito “Um siri vai lhe trazer alegria”. Lágrimas rolaram de meus olhos, e um coração que quase esqueceu de amar abriu-se largamente. Tomei a mãe de Wanda em meus braços e murmurei repetidas vezes que sentia muito…
O pequeno e precioso desenho está agora emoldurado e pendurado em meu escritório. Seis palavras, uma para cada ano de sua vida, me falam de harmonia, coragem, amor e desinteresse.







História traduzida por Sérgio Barros, de autoria ignorada.

Quem canta seus males espanta...

Curta Metragem - Musica Edith Piaf - Pra que serve o Amor

Professor que marca, a gente nunca esquece



Durante este mês de outubro, estarei abrindo aqui espaço para que os leitores do Blog da Professorinha façam suas homenagens aos mestres que marcaram sua vida escolar. 

Recordações, exemplos, imitações, contrariedades, referências. O que você tem a dizer sobre um professor especial que teve?

Deixe um comentário, envie um e-mail, com uma mensagem, foto, vídeo ou mensagem e, no mês do professor, aproveite para homenagear o seu. Afinal professor que marca, a gente nunca esquece!

Frase do Dia



[Steve Jobs]

As verdadeiras deficiências



Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.


"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.


"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.




Mário Quintana

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O Amor…




"[...] 
É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!”


(Cecília Meireles)


Sobre crenças e hábitos




"No norte da Índia, quando um elefantinho nasce, as pessoas o prendem pelo pé a uma árvore. Ele tenta em vão cortar a corda que o impede de ser livre. Após algumas tentativas, ele desiste da luta e aceita sua prisão. Poucas semanas mais tarde, os indianos continuam colocando uma algema em seu pé, mas não é mais necessário ligá-la à árvore através de uma corrente, pois o elefante interiorizou o fato de que estava acorrentado. Ele nem tenta mais fugir. Até o fim de sua vida, ele ficará prisioneiro de sua crença e hábito, enquanto nada mais o liga à árvore."



[História hindu -Rosette Poletti e Barbara Dobbs em: 'O Desapego, diga sim à vida!']



Quem canta seus males espanta...

A importância da vírgula

A maior parte das pessoas revela dificuldades na expressão escrita. Muitas revelam falhas com relação à pontuação. Há as que acham que a vírgula é apenas um acessório, um enfeite a ser colocado na frase. Em virtude disso, trago, aqui, um vídeo muito interessante que nos faz compreender e refletir melhor sobre o uso da vírgula:

Sertão Mix em prol da APAE



Além de muita festa, o Sertão Mix promove uma ação social em favor da APAE de Pau dos Ferros, arrecadando brinquedos, material de higiene e de terapia ocupacional.

Doe, ajude, colabore com a APAE.

Posto de coleta em Pau dos Ferros: Ideias Presentes e Modas

* Para maiores informações sobre o Sertão Mix, acesse: www.sertaomix.com.br

Tempos Modernos...


???



III Encontrão de Jovens Católicos