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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Diplomas falsos



Diplomas universitários de instituições públicas e privadas estão sendo oferecidos pela internet por R$ 410. A venda é ilegal, segundo a Procuradoria da República. As informações são do jornal "O Globo" de quarta-feira (10). Em seu site, a empresa EAD Center Diplomas e Certificados garante entregar em cinco dias "um diploma de nível superior, com total sigilo e segurança". 

Preencher um formulário e efetuar o pagamento: é isso que um site afirma ser necessário para conseguir um diploma de nível superior. A partir de R$ 410, o EAD Center Diplomas & Certificados promete entregar o documento em até cinco dias - tempo necessário para que sejam efetivados "os registros nos órgãos competentes como no MEC (Ministério da Educação)", além da publicação no Diário Oficial da União. O MEC informou que vai entrar em contato com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal para que o caso seja investigado.

O valor pelo diploma pode ser parcelado em duas vezes, informa o site, que conta com um logo do MEC em sua página e afirma que tudo é feito com "total sigilo e segurança" e "sem receio de perder o dinheiro ou ter um documento sem validade". O EAD Center oferece, ainda, outros documentos, como histórico escolar e até mesmo Trabalho de Conclusão de Curso, ressaltando que não pede "nenhum documento comprovando sua experiência, contudo pedimos sinceridade consigo mesmo, para que quando adquirido o diploma não seja irresponsável." Os cursos nos quais o comprador pode obter diplomas vão de engenharia civil à medicina, e a lista de instituições públicas e privadas que o site afirma estarem "disponíveis" contém centenas de nomes.

A página não contém telefone ou endereço dos responsáveis, contando apenas com um endereço de e-mail. O site afirma que após a confirmação do pagamento da primeira parcela, é providenciada a entrada dos dados do cliente junto à instituição escolhida. "Trabalhamos com o Banco do Brasil e o envio é feito via SEDEX com prazo de entrega de até 5 dias úteis. Após a postagem da documentação, é gerado pelos correios um número de rastreamento que permite ao solicitante acompanhar em tempo real a entrega da encomenda", diz a página.

O site mostra, ainda, modelos de diploma, entre os quais figuram os nomes de instituições como as universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Federal Fluminense (UFF).

Entre os modelos de diploma apresentados na página, estão os da UFF e da UFRJ.

Em nota, a UFRJ informou que não tem qualquer relação com o EAD Center Diplomas & Certificados, e afirma que a universidade tomará "as ações legais cabíveis pelo uso de seu nome e marca, bem como pela oferta claramente criminosa de seus certificados de graduação". Em seu site, a UFF esclareceu que "não tem, nem jamais teve vínculo com os responsáveis pelo esquema fraudulento de emissão de falsos diplomas", e que solicitou à Procuradoria Geral junto à UFF providências perante o MPF e a Polícia Federal.


Como diria meu colega José Ernilson, é de lascar!


Fonte: www.terra.com.br


domingo, 25 de março de 2012

A catástrofe dos cursos de Letras

Marcos Bagno
Revista Caros Amigos – Nov/ 2008


A formação dos professores de português, hoje, no Brasil, é uma catástrofe. Nós, os responsáveis pelos cursos de Letras, não enxergamos a bomba-relógio que temos nas mãos. As estatísticas não mentem: a retumbante maioria dos estudantes de Letras vêm de camadas sociais pobres ou mesmo miseráveis, filhos de pais analfabetos ou que têm escolarização inferior a quatro anos. Isso significa muita coisa. Significa que esses estudantes têm um histórico de letramento muito reduzido: no ambiente familiar, não convivem com a cultura letrada, não têm acesso a livros, revistas, enciclopédias etc. Significa que não são falantes das normas urbanas de prestígio (as mesmas que supostamente terão de ensinar a seus futuros alunos) e têm domínio escasso da leitura e da escrita. Só na faculdade é que a maioria deles vai ler, pela primeira vez na vida, um romance inteiro ou um texto teórico. Vêm, quase todos, do ensino público, essa tragédia ecológica brasileira muito pior que as queimadas na Amazônia. Nós, porém, fingimos que eles são ótimos leitores e redatores, e despejamos sobre eles, logo no primeiro semestre, teorias sofisticadas, que exigem alto poder de abstração e familiaridade com a reflexão filosófica, e textos de literatura clássica, escritos numa língua que para eles é quase estrangeira. E assim vamos nos iludindo e iludindo os estudantes.

O resultado é que os estudantes de Letras saem diplomados sem saber lingüística, sem saber teoria e crítica literária e sem saber escrever um texto acadêmico com pé e cabeça. Todos os dias, recebo mensagens de formandos que me pedem orientação para seus trabalhos finais. Alguns até me enviam seus projetos. São textos repletos de erros primários de ortografia, pontuação, sintaxe, vocabulário, com frases truncadas e sem sentido. Assim eles chegam ao final do curso, e suas monografias, mal escritas, sem nenhum rigor teórico ou metodológico, são aprovadas alegre e irresponsavelmente por seus supostos orientadores.

O problema, é claro, não está no fato (que merece comemoração) de acolhermos na universidade alunos vindos das camadas mais desfavorecidas da população. O problema é não oferecermos a eles condições de, primeiro, se familiarizar com o mundo acadêmico, que lhes é totalmente estranho, por meio de cursos intensivos (e exclusivos) de leitura e produção de textos, de muita leitura e muita produção de textos, para só depois desses (no mínimo) dois anos de preparação eles poderem começar a adentrar o terreno das teorias, das reflexões filosóficas, da alta literatura. Se não fizermos isso urgentemente (anteontem!), as salas de aula do ensino básico estarão ocupadas por professores que, mal sabendo ler e escrever adequadamente, não poderão desempenhar sua principal tarefa: ensinar a ler e a escrever adequadamente! Não sei, aliás, por que escrevi “estarão ocupadas”: elas já estão ocupadas, neste momento, por essas pessoas, de quem se cobra tanto e a quem não se oferece uma formação docente que também seja, minimamente, decente.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Governo federal anuncia a contratação de 3 mil professores


(Crédito: Yuri Arcurs /shutterstock.com)
(Crédito: Yuri Arcurs /shutterstock.com)
Os ministérios do Planejamento e da Educação publicaram no "Diário Oficial da União" uma portaria interministerial determinando a contratação de 3.059 professores universitários para o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Parte dos profissionais será incorporada às instituições a partir de março, e o restante em abril deste ano.

De acordo com a portaria, assinada pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e pelo novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o contrato entre o governo e os professores terá duração de seis meses e poderá ser prorrogado por mais seis.

Entre março e agosto de 2012 serão contratados 900 professores com carga horária de 40 horas semanais, e 900 com carga horária de 20 horas semanais. A partir de abril até setembro deste ano outros 629 profissionais trabalharão nas universidades federais com carga horária de 40 horas semanais, e 630 contratados no regime de 20 horas semanais.

A contratação dos docentes será feita por meio de processo seletivo simplificado, modelo usado para vagas temporárias com duração determinada. De acordo com o documento, poderão ser contratados profissionais previamente selecionados em processo seletivo simplificado realizado anteriormente, exceto quando selecionados exclusivamente por análise curricular.

Ainda segundo a portaria, caberá ao MEC distribuir os professores de acordo com as demandas das 59 universidades federais.




Fonte: Universia Brasil

terça-feira, 16 de agosto de 2011

UERN oferece cursos de graduação para professores


CAMEAM-UERN abre pré-inscrições para Cursos de Biologia, Química, Matemática, Geografia e Letras-Espanhol, por meio do PARFOR 
  
Prezados/as Professores/as, 
Prezados/as gestores/as, 
Prezados colegas comprometidos com a Educação Básica brasileira, 
  
Informamos que estão abertas novas inscrições para novos Cursos Superiores, no Campus Avançado “Profa. Maria Elisa de Albuquerque Maia (CAMEAM), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em Pau dos Ferros/RN, em cinco diferentes áreas: 
  
1.   Ciências Biológicas; 
2.   Química; 
3.   Matemática; 
4.   Geografia; 
5.   Letras-Espanhol. 

Esses cinco cursos serão ofertados pelo CAMEAM, na forma PRESENCIAL e GRATUITA, por meio do PARFOR (PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES), programa do governo federal conduzido pela CAPES/MEC, e que se destina a formar PROFESSORES DAS REDES MUNICIPAIS E ESTADUAIS DE ENSINO, para ampliação da formação inicial dos Professores da Educação Básica.   
Podem inscrever-se professores do RN e dos demais estados e municípios da federação, notadamente da Paraíba e da Ceará, que constituem a região da abrangência do Campus da UERN em Pau dos Ferros. 
  
As pré-inscrições tiveram início no dia 03 de agosto e seguirão até o dia 10 de setembro, devendo ser feitas obrigatoriamente pela internet, no endereço eletrônico 
http://freire.mec.gov.br/index-static/   
  
  
  
Mais informações no calendário abaixo (as datas não terão prorrogação): 
  
De 03/08/2011 a 10/09/2011 - Período de pré-inscrição na Plataforma Freire; 
De 11/09/2011 a 08/10/2011 - Período de validação das inscrições pelas Secretarias de Educação estaduais e municipais; 
De 09/10/2011 a 12/12/2011 - Período de seleção dos alunos pelas IES; 
De 13/12/2011 a 31/12/2012 - Período de matrícula pelas IES e inclusão dos matriculados na Plataforma Freire. 
  
Esses cinco cursos ofertados pelo CAMEAM/UERN se dividem em 1ª e 2ª Licenciatura, conforme explicitado abaixo: 
  
1ª Licenciatura: Ciências Biológicas 
2ª Licenciatura: Matemática, Química, Geografia e Letras/Espanhol   
Lembramos que os cursos do PARFOR, ofertados na modalidade presencial, para a formação inicial são os seguintes: 
I.      Cursos de 1ª Licenciatura – para docentes em exercício na rede pública da educação básica que não tenham formação superior; 
II.     Cursos de 2ª Licenciatura – para docentes em exercício na rede pública da educação básica, que atuam há pelo menos três anos, em área distinta da sua formação inicial; 
  
Reforçamos as informações de que as pré-inscrições deverão ser feitas, exclusivamente, por meio da Plataforma Freire, no endereço eletrônico
http://freire.mec.gov.br.   
Para outras informações e, também, para tirar dúvidas, favor entrar em contato pelo e-mail pferros@uern.br ou pelo tel. 3351-2560/2275/3909 e procurar falar com a técnica Gerlania Medeiros, Secretária do Gabinete da Direção do CAMEAM.   
 
* Com informações da Equipe de Coordenação do PARFOR no CAMEAM/UERN.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Versão Acadêmica dos Ditados Populares

1. Amigos, amigos, bolsas à parte.

2. É melhor um artigo publicado do que dois no prelo.

3. Antes só do que mal orientado.

4. A pressa é inimiga da pesquisa-ação.

5. A recurso aprovado não se olha a fonte.

6. Diga-me qual teu grupo de pesquisa e te direi quem és.

7. Para bom pesquisador meia referência basta.

8. Não adianta chorar sobre o edital vencido.

9. Em terra de mestres quem tem doutorado é rei.

10. As capas das teses enganam.

11. A ocasião faz a comissão.

12. O laboratório do vizinho é sempre mais bem equipado.

13. O protocolo é o pai de todos os vícios.

14. Antes tarde do que perder o edital.

15. As más noticias chegam via protocolo.

16. Azar no CNPq, sorte na FAPESP.

17. Projeto fraco em editais duros tanto se envia até que é aprovado.

18. Artigos passados não movem o Lattes.


* Extraído do Blog do Pádua de Campos

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Em cada 10 universitários, dois têm dificuldade de leitura

Reproduzo abaixo matéria publicada no site Redemebox, que apresenta uma triste realidade das universidades brasileiras. Os dados são preocupantes e merecem atenção, reflexão e muita ação por parte dos nossos gestores educacionais.



Em cada dez universitários de até 24 anos, quase dois podem ter problemas em acompanhar o curso devido a dificuldades de compreender textos e resolver cálculos complexos. Eles são 18% dos estudantes de ensino superior, que possuem nível de alfabetização considerado básico por especialistas.

Os dados são da organização não governamental Ação Educativa e do Instituto Paulo Montenegro, do Ibope. As instituições analisaram o impacto do analfabetismo funcional no ensino superior, a partir do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf).

O estudo analisou jovens de 15 a 24 anos das regiões metropolitanas de Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF).

“18% de jovens com nível básico de alfabetismo no ensino superior é um dado bastante preocupante. Isso porque eles vão encontrar limitação no seu desenvolvimento pessoal, cultural e profissional”, analisa coordenadora geral da Ação Educativa, Vera Masagão.

As pessoas com nível básico de alfabetismo leem e compreendem textos de média extensão e resolvem problemas com uma sequência simples de operações. No entanto, têm dificuldade quando as operações envolvem mais elementos e etapas, segundo o estudo.

Eles, “embora tenham condições de prosseguir nos estudos, poderão ter limitações significativas para absorver o conteúdo que lhes seja oferecido ou contam com suprir, na faculdade, as deficiências acumuladas em sua trajetória escolar”, aponta a publicação.

Travados
Pouco mais de um em cada quatro jovens analisados pela pesquisa estão excluídos do ensino superior por não terem concluído etapas da educação básica. Ao todo, 22% podem ser considerados analfabetos funcionais, 36% ainda estavam no ensino fundamental e apenas 56% terminaram ou estão cursando o ensino médio.

“Eles são vítimas de um currículo escolar pobre, da falta de professores e da desmotivação dos profissionais da educação”, analisa Vera. “Em geral, eles não tiveram informações sobre oportunidades como EJA [Educação de Jovens e Adultos] e ProJovem”.

O reconhecimento da dificuldade de leitura é uma das barreiras para avançar os estudos, segundo o levantamento. Metade dos entrevistados pretende estudar em cursos pré-vestibulares gratuitos, sendo que apenas 8% deles têm nível de alfabetização rudimentar, no qual é possível ler anúncios ou cartas pequenas e manusear dinheiro.

(Escrito por Por Sarah Fernandes, do Aprendiz)

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* A matéria acima encontra-se publicada no seguinte endreço: http://www.redemebox.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=24749:em-cada-10-universitarios-dois-tem-dificuldade-de-leitura&catid=1:noticias&Itemid=22