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sexta-feira, 24 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
TCharles e o dígrafo
O candidato a vereador pelo PCdoB Carlos Leodécio, que também responde pelo nome de TCharles recebeu no início da campanha uma intimação para comprovar sua escolaridade.
Logo TCharles, autor e compositor de várias músicas de sucesso, inclusive o hit internacional "Gorete, cadê o prete?"
Chegando lá, e sem entender o motivo de sua presença ali, TCharles do Forró foi questionar o juiz do porquê ter sido convocado: "Doutor, por que eu fui chamado aqui?" - questionou.
O juiz explicou que era um procedimento rotineiro, onde várias pessoas haviam sido convocadas para comprovar a escolaridade, já que muitos poderiam não ser alfabetizados.
E o TCharles completou: "É verdade doutor. Concordo plenamente com esse seu pronunciamento. Você acredita que minha prima fez até a 4ª série, mas não sabe o que é um dígrafo."
E começou a falar sobre dígrafos, conjugação verbal, regra de três, economia e música.
O juiz, segundo o TCharles, bateu em seu ombro e exclamou: "Realmente TCharles, eu não sei o que você veio fazer aqui. Você está liberado."
TCharles foi liberado e hoje é um dos 80 candidatos a vereador de Apodi.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
Em tempos de eleição...
Aproveitando o tema em alta, trago aqui essa poesia bem humorada de Jessier Quirino*.
A obra abaixo é o poema “Comício em beco estreito”, um dos mais famosos desse menestrel matuto, oportunamente selecionado por nos apresentar a receita do político corrupto e demagogo, figura tão presente em nosso cotidiano. Em ano eleitoral, serve como excelente reflexão para os eleitores desatentos.
“Pra se fazer um comício
Em tempo de eleição
Não carece de arrodei
Nem dinheiro muito não
Basta um F-4000
Ou qualquer mei caminhão
Entalado em beco estreito
E um bandeirado má feito
Cruzando em dez posição.
Um locutor tabacudo
De converseiro comprido
Uns alto-falante rouco
Que espalhe o alarido
Microfone com flanela
Ou vermelha ou amarela
Conforme a cor do partido.
Uma ganbiarra véa
Banguela no acender
Quatro faixa de bramante
Escrito qualquer dizer
Dois pistom e um taró
Pode até ficar melhor
Uma torcida pra torcer
Aí é subir pra riba
Meia dúzia de corruto
Quatro babão, cinco puta
Uns oito capanga bruto
E acunhar na promessa
E a pisadinha é essa:
Três promessa por minuto.
Anunciar a chegança
Do corruto ganhador
Pedir o “V” da vitória
Dos dedo dos eleitor
E mandar que os vira-lata
Do bojo da passeata
Traga o home no andor.
Protegendo o monossílabo
De dedada e beliscão
A cavalo na cacunda
Chega o dono da eleição
Faz boca de fechecler
E nesse qué-ré-qué-qué
Vez por outra um foguetão.
Com voz de vento encanado
Com os viva dos babão
É só dizer que é mentira
Sua fama de ladrão
Falar dos roubo dos home
E tá ganha a eleição.
E terminada a campanha
Faturada a votação
Foda-se povo, pistom
Foda-se caminhão
Promessa, meta e programa…
É só mergulhar na Brahma
E curtir a posição.
Sendo um cabra despachudo
De politiquice quente
Batedorzão de carteira
Vigaristão competente
É só mandar pros otário
A foto num calendário
Bem família, bem decente:
Ele, um diabo sério, honrado
Ela, uma diaba influente
Bem vestido e bem posado
Até parecendo gente
Carregando a tiracolo
Sem pose, sem protocolo
Um diabozinho inocente”.
* O paraibano Jessier Quirino é o típico poeta erudito que nos deleita com as variedades regionais da língua portuguesa e enriquece a todos com seu fabuloso espírito nordestino. É um gigante na arte da contação de causo e da poesia matuta. Suas performances lotam teatros e provam que o povo também gosta do que é bom.
sábado, 21 de janeiro de 2012
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
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